terça-feira, 30 de junho de 2015
Maria Bethania Luar do Sertão remixage Ivan
MARIA Maria Bethania dá um show na interpretação nesta linda música, de Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco, Jayme Ovalle e Manoel Bandeira. " LUAR DO SERTÃO"
Postado no Youtube por Ivan Milmann
Luar Do Sertao com Tonico e Tinoco
Catulo da Paixão Cearense era genial, grande poeta popular da nossa cultura, não poupou talento para compor essa música maravilhosa, e nas vozes de Tonico e Tinoco é simplesmente divina.
Cada vez que ouço essa musica me emociono, é como se eu estivesse vendo o colorido das nossas tardes tropicais ou mesmo o cantar do galo no sertão no alto da serra.Meu Alto Porã que me mostrava o Rio Grande bem ao seu redor.
Guimarães Rosa
O SERTÃO segundo ROSA
Sertão é onde manda quem é forte, com as astúcias. Deus mesmo, quando vier, que venha armado!
O sertão é do tamanho do mundo.
Sertão é dentro da gente.
O sertão é sem lugar.
O sertão não tem janelas, nem portas. E a regra é assim: ou o senhor bendito governa o sertão, ou o sertão maldito vos governa.
O sertão não chama ninguém às claras; mais, porém, se esconde e acena.
O sertão é uma espera enorme.
Sertão: quem sabe dele é urubu, gavião, gaivota, esses pássaros: eles estão sempre no alto, apalpando ares com pendurado pé, com o olhar remedindo a alegria e as misérias todas.
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Educação é o melhor caminho.
Redução da maioridade penal
"Se não vejo na criança uma criança, é porque alguém a violentou antes.E o que vejo é o que sobrou de tudo que lhe foi tirado." Betinho
Foto Silvia Fernandes
A discussão da redução da maioridade penal tem tomado um caminho ideológico- para ir contra as ações do governo
atual, responsabilizando-o pelo avanço da criminalidade entre os jovens.Ao
fazermos uma análise minuciosa acerca dos dados do Mapa da Violência, registrados
no ano de 2014 vemos que os adolescentes são mais vítimas que responsáveis pela
violência. Se há impunidade, a culpa não é da lei,nem do governo atual,mas dos
responsáveis pela aplicação da lei.
Na República Velha,a redução da maioridade penal foi discutida no país.Amparada pelo Código Penal de 1890, a imputabilidade penal foi reduzida para 9
anos de idade (art. 27, §1º). Em 1921, a Lei 4.242 dá novo tratamento à
imputabilidade penal, elevando a idade de responsabilização para 14 anos. Em
1927, de modo a dar tratamento específico aos jovens entre 14 e 18 anos,
promulga-se o nosso primeiro Código de Menores. Ao longo da década 80, foram
feitas intensas críticas e denúncias por parte dos movimentos sociais e da
sociedade civil à situação do tratamento dado ao jovens no Brasil, acompanhando o
contexto internacional à época, o que chegou à Constituinte e se materializou
em nossa Carta Magna, nos dispositivos que protegem, ou, pelo menos deveriam proteger,
a infância e a juventude.
Estudos mostram que somente 17% dos países adotam idade menor que 18 anos como critério para a definição
legal de adulto. Portanto, fixar a maioridade penal em 18 anos é a tendência
mundial. Desse modo,ao reduzir a maioridade penal é estar cuidando do efeito, e não combatendo a causa.É evidente que é mais fácil para o
Estado prender que educar. É Importante
e urgente que os governantes tomem uma atitude severa e efetiva no combate à
criminalidade, principalmente, aquelas em que estão envolvidas nossas crianças
e nossos adolescentes.
Entendo que o
governo deve investir em educação e em políticas públicas para proteger os
jovens e diminuir a vulnerabilidade deles ao crime. Nesse quesito, o Brasil
ainda tem 13 milhões de analfabetos com 15 anos de idade ou mais.
A redução da maioridade penal é um tema que precisa ser retomado com a devida discussão de sua complexidade. Não é possível perdemos a memória de nosso passado, apagarmos nossa
identidade. precisamos ter sempre em mente a importância de saber de onde viemos, aonde estamos,
e, para onde vamos.
Betinho escreveu e suas palavras calaram fundo em minha alma:"Se não vejo na criança uma criança, é porque alguém a violentou antes.E o que vejo é o que sobrou de tudo que lhe foi tirado." Betinho se referia à experiência pessoal vivida pelos seus pais, na infância.
Estamos vivendo um delicado momento político brasileiro e a proposta de
redução da maioridade penal não vem expressando
uma fundamentada discussão e preocupação com a realidade complexa das crianças
e adolescentes de nosso país. Considero que essa discussão diz respeito não só à
segurança da nossa população, mas também à promoção e defesa dos direitos da
criança e do adolescente. Relatórios de entidades nacionais e internacionais
têm criticado a qualidade do sistema prisional brasileiro e a inclusão de
jovens a partir de 16 anos no sistema prisional brasileiro não iria contribuir
para a sua reinserção na sociedade.Muito pelo contrário, estariam colocando-s
na escola de aperfeiçoamento e de aprofundamento no mundo da criminalidade, em
contraponto à urgente e necessária educação e formação humana e humanizada das
crianças e dos jovens de nosso país.
É necessário compreender que tipo de sociedade pretendemos construir e, a partir de então,repensar uma política de segurança para o país, somente baseada em populações ou subjetividades específicas.É preciso perguntar de
que forma estamos contribuindo para perpetuar os mecanismos que a impulsionam,
por omissão ou adesão a um modelo de sociedade injusto, opressivo e excludente.
Se não formos capazes de reconhecer que os grupos sociais apontados como
agressores e violentos são os primeiros a serem violentados, dificilmente
haverá possibilidade de pensar um país em que a igualdade, o respeito, a
ressocialização, a educação e a formação de cada cidadão se transforme no modo adequado e humanizado de combater a violência.
O problema da impunidade, na maioria das vezes, está na deficiência da polícia
investigativa e na lentidão dos julgamentos. Ao contrário do senso comum, muito
divulgado pela mídia, aumentar as penas e para um número cada vez mais
abrangente de pessoas não ajuda em nada a diminuir a criminalidade, pois,
muitas vezes, elas não chegam a ser aplicadas.
Desde que estejamos conscientes de que reduzir a maioridade penal não afasta crianças e adolescentes do crime, entendemos que, ao contrário, se for reduzida, serão incluídos, cada vez mais cedo nesta
realidade dolorosa, pois sabemos que o problema da marginalidade é causado por
uma série de fatores políticos e sociais
A responsabilização penal do adolescente,no Brasil, começa
aos 12 anos, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), uma das
melhores leis do mundo na área, que é exigente com o adolescente em conflito
com a lei e não compactua com a impunidade. Contudo, as medidas socioeducativas
nele previstas foram adotadas a partir do princípio de que todo adolescente
infrator é recuperável, por mais grave que seja o delito que tenha cometido.
Grande parte dos adolescentes que são privados de sua liberdade não
ficam em instituições preparadas para sua reeducação, e reproduzem o ambiente
de uma prisão comum. Eles podem ficar até 9 anos em medidas socioeducativas. sendo
três anos interno, três em semiliberdade e três em liberdade assistida, com o
Estado acompanhando e ajudando a sua e reinserção na sociedade.
O Programa de Redução da Violência Letal contra Adolescentes e
Jovens, coordenado pelo Observatório de Favelas, em estudos realizados em conjunto com o
Unicef, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e o
Laboratório de Análise da Violência da UERJ, mostram que os adolescentes entre
12 e 18 anos têm quase 12 vezes mais probabilidade de ser assassinados. Os
adolescentes negros têm quase três vezes mais chance de morrer assassinados que os brancos, geralmente, por arma de fogo.
As causas da violência e da desigualdade social não se resolverão com a
adoção de leis penais severas. O processo exige que sejam tomadas medidas
capazes de romper com a banalização da violência e seu ciclo. Ações no campo da
educação, por exemplo, demonstram-se positivas na diminuição da vulnerabilidade
de centenas de adolescentes ao crime e à violência.
Desse modo, a sociedade necessita ser alertada para os efeitos desastrosos desta possível redução e, para que caminhe em defesa da educação como proposta concreta de transformação social e de dignidade humana das crianças e dos adolescentes do nosso país.Penso que podemos nos remeter a antropo-ética defendida por Morin, com o qual compartilho a compreensão de que a esperança do homem, como consciência e cidadania, parte da educação e dos valores éticos que norteiam as atitudes a favor do homem. Morin,2001, pág.106. escreveu :"Antropo-ética é a consciência individual além da individualidade."
Rosa Maria Olímpio
29/06/2015
domingo, 28 de junho de 2015
goodbye my love Demis Roussos
Hear the wind sing a sad, old song
it knows I'm leaving you today
please dont cry or my heart will break
when I go on my way
Choris:
goodbye my love goodbye
goodbye and au revoir
as long as you remember me
I'll never be too far
goodbye my love goodbye
I always be true
so hold me in your dreams
till I come back to you
see the stars in the sky above
they'll shine wherever I may roam
I'll pray every lonely night
That soon they'll guide me home
Choris
Tradução
Adeus, Meu Amor
Demis Roussos
Ouço o vento cantar uma triste e velha música
Ela sabe que eu a estou deixando hoje
Por favor, não chore ou meu coração vai se quebrar
Enquanto eu partir
Adeus, meu amor, adeus
Eu serei sempre verdadeiro
Então mantenha-me em seus sonhos
Até eu para ti retornar
Veja as estrelas no ceu acima
Elas brilharão enquanto eu vagar
Rezarei toda noite solitária
Que cedo me guiem de volta para casa
it knows I'm leaving you today
please dont cry or my heart will break
when I go on my way
Choris:
goodbye my love goodbye
goodbye and au revoir
as long as you remember me
I'll never be too far
goodbye my love goodbye
I always be true
so hold me in your dreams
till I come back to you
see the stars in the sky above
they'll shine wherever I may roam
I'll pray every lonely night
That soon they'll guide me home
Choris
Tradução
Adeus, Meu Amor
Demis Roussos
Ouço o vento cantar uma triste e velha música
Ela sabe que eu a estou deixando hoje
Por favor, não chore ou meu coração vai se quebrar
Enquanto eu partir
Adeus, meu amor, adeus
Eu serei sempre verdadeiro
Então mantenha-me em seus sonhos
Até eu para ti retornar
Veja as estrelas no ceu acima
Elas brilharão enquanto eu vagar
Rezarei toda noite solitária
Que cedo me guiem de volta para casa
Demis Roussos - Goodbye, my love, goodbye1973
- Demis RoussosCantor
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- Demis Roussos, nome artístico de Artemios Ventouris Roussos, foi hum cantor grego, Nascido nenhuma Egipto. Artemios Acabou Sendo abreviado Paragrafo Demis. Wikipédia
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