quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Fernando Pessoa

 A 30 de Novembro de 1935 morre em Lisboa, com 47 anos de idade, Fernando Pessoa (1888-1935), poeta, filósofo e escritor português. Enquanto poeta, escreveu sob múltiplos heterónimos, como Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro. É considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa e da literatura universal.


quarta-feira, 23 de novembro de 2022

RODIN



 "A arte é a contemplação: é o prazer do espírito que penetra a natureza e descobre que ela também tem uma alma. É a missão mais sublime do homem, pois é o exercício do pensamento que busca compreender o universo, e fazer com que os outros o compreendam."

(Auguste Rodin)

terça-feira, 22 de novembro de 2022

Erasmo Carlos

                                                            

                                                                         



Nascimento:    5 de junho de 1941
Falecimento:  22 de novembro de 2022


A Carta

Escrevo teEstas mal tracadas linhasMeu amorPorque veio a saudadeVisitar meu coracaoEspero que desculpesOs meus erros por favorNas frases desta cartaQue e uma prova de afeicaoTalvez tu nao a leiasMas quem sabe ate darasResposta imediataMe chamando de Meu BemPorem o que me importaE confessar te uma vez maisNao sei amar na vidaMais ninguemTanto tempo fazQue li no teu olharA vida cor de rosaQue eu sonhavaE guardo a impressaoDe que ja vi passarUm ano sem te verUm ano sem te amarAo me apaixonarPor ti nao repareiQue tu tivestesSó entusiasmoE para terminarAmor assinarei,
Do sempre,sempre teu,

Erasmo.

Bolsonaro: os manifestos e os manifestantes

 













Um imenso hospital psiquiátrico a céu aberto, como nunca se viu, milhares de pessoas em delírio, dizem coisas sem sentido, desconexas e mentirosas. Elas saíram de um mundo que não se sabia existir e esperam por um salvador, um líder, ou qualquer coisa que lhes conforte e acalme a alma perturbada. Há uma curiosa identificação entre estes seres de todos os lugares. Eles têm dificuldades imensas em aceitar os outros como são (juízes, libertários, mestres, cientistas, especialistas, progressistas, filósofos, jornalistas, entre outros). Gritam por liberdade, divindade, família, propriedade e patriotismo reverberando o próprio grito, sem saber direito o que significam. Ao dispensar a ciência e a filosofia e acreditar cegamente em alguma religião só sabem valorizar coisas unilaterais e práticas em suas vidas egoísticas. Dado o grau de comprometimento e a distorção de suas visões de mundo transformaram-se em fundamentalistas. Como não conseguem ver a si mesmos, transformaram-se naquilo que criticam e atribuem aos seus adversários. Não temos ideia de que seja possível um esclarecimento em massa. Por isso as pessoas de bom senso passaram a ter medo do futuro, porque eles são muitos e estão entre nós.

Um retrato do nosso Brasil.
Prof. Antônio Heberlê

Dia do Músico


 

quinta-feira, 17 de novembro de 2022

terça-feira, 15 de novembro de 2022

Escravidão no Brasil sob o olhar de Darwin.


 


Charles Darwin quando esteve no Recife, se impressionou com a brutalidade das pessoas e escreveu: "É uma terra de escravidão, portanto de decrepitude moral!"
Em sua travessia pelo norte fluminense, Darwin deparou-se também com os horrores da escravidão. Dois episódios lhe marcaram profundamente. Um deles aconteceu na Fazenda Itaocaia, em Maricá, a 60 km do Rio, no dia 8 de abril, quando um grupo de caçadores saiu no encalço de alguns escravos.
A certa altura, os foragidos se viram encurralados em um precipício.
Uma escrava, de certa idade, preferiu atirar-se no abismo a ser capturada pelo capitão do mato. "Praticado por uma matrona romana, esse ato seria interpretado como amor à liberdade", relatou Darwin. "Mas, vindo de uma negra pobre, disseram que tudo não passou de um gesto bruto".
Após sair do Brasil escreveu: "Nunca mais ponho os pés em um país escravocrata! No Recife um jovem mulato era constante e brutalmente espancado pelo seu senhor. Até hoje, quando escuto um grito na madrugada penso que é um escravo brasileiro e tremo todo. Em Salvador e no RJ as donas de casa tinham tarrachas para esmagar as articulações dos dedos dos escravos domésticos. E aos domingos iam à igreja, onde diziam amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo".
Viagens de um naturalista ao redor do mundo, Darwin. Dedica várias páginas de sua estadia no Brasil em 1832.

domingo, 13 de novembro de 2022

ENEM 2022 O Tema da Redação



A TABA (NO ENEM)

Texto do professor Giovani José da Silva

São considerados “povos e comunidades tradicionais”, no Brasil, os povos indígenas, as comunidades remanescentes de quilombos, os pescadores artesanais, os ribeirinhos, os povos ciganos, os povos de terreiro, os pantaneiros (dos pantanais mato-grossense e sul-mato-grossense), os faxinalenses do Paraná e região (que consorciam o plantio da erva-mate com a suinocultura e com o extrativismo do pinhão, a partir do uso comum do território), as comunidades de fundos de pasto da Bahia (que praticam a caprinocultura em territórios de uso comum), os caiçaras (pescadores artesanais marítimos dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, que consorciam a pesca artesanal e extrativismo em áreas comuns com o cultivo), os geraizeiros (que exercem ocupação tradicional dos gerais ou cerrado), os apanhadores de flores sempre-vivas (que tradicionalmente exerciam o extrativismo em áreas de uso comum nas campinas, hoje cercadas em grande medida pela monocultura do eucalipto e pela criação de unidades de conservação de proteção integral), entre outros que, somados, representam parcela significativa da população brasileira e ocupam parte considerável do território nacional.
Portanto, cara-pálida, a prova de Redação do Enem 2022 é muito mais do que você talvez tenha imaginado... Não, não é (somente) sobre "índio"!
Ah, não conhecia uma boa parte desses "povos e comunidades tradicionais"? "Serássi" por que passou uma boa parte da vida escolar decorando nomes, datas e fatos/ "acidentes geográficos" alheios às realidades brasileiras? Perguntar não ofende!
 

Giovani José da Silva - sobre o ser humano.


A TABA
Somos muitos, somos múltiplos, somos diversos. Dentre îandé (nós, inclusivo), há os que não se deixam rotular, como esse senhor da fotografia: Aliano José Vicente (1949-2018), liderança Atikum em Mato Grosso do Sul. Na imagem vemos um senhor negro, mas ele não se identificava como "quilombola". Sabia-se "preto", mas dizia com orgulho "sou Atikum, caboclo da Serra do Umã". Migrante, desterritorizalizado, procurando sua aldeia em terra alheia, "seo" Aliano faz parte das mais de 250 etnias indígenas (re)existentes no Brasil contemporâneo, membro de um povo que é um dos tantos considerados "tradicionais", ao lado de ciganos, ribeirinhos, pantaneiros e outros tantos. Com ele aprendi a não enquadrar indivíduos/ coletivos em estereótipos... Viva Aliano, agora um "encanto de luz"! A sua benção para nós que aqui ainda estamos, na aldeia dos viventes, à espera do reencontro com os que habitam a aldeia da memória e dos sonhos...



A fotografia original, colorida, é de Álvaro Herculano e a utilizamos em p&b na capa do livro Atikum - os óndios negros de Mato Grosso do Sul (CRV, 2019). 


Saudade


Casas com jardins, muros baixos, portões sem cadeados.
Traz doces saudades de um tempo. Lembranças do primeiro amor, Das serenatas.

Casas lindas, dá a ideia que nela mora a felicidade! A felicidade mora em mim!

 

Manoel de Barros


            "Deixei uma ave me amanhecer."          Manoel de Barros

                                                              Amado poeta!

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Gal Costa


                                                              Uma estrela brilha além.


Rolando Boldrin


Meu  amado Rolando Boldrin se despede de nós hoje.  Segue em paz. (1936–2022). 

 

  Fala da mãe (sobre a filha) O relacionamento com minha filha, em criança, foi de muitos momentos mágicos. E, por vezes, engraçados. Silv...