segunda-feira, 30 de abril de 2018
sábado, 28 de abril de 2018
sexta-feira, 27 de abril de 2018
quinta-feira, 26 de abril de 2018
quarta-feira, 25 de abril de 2018
terça-feira, 24 de abril de 2018
OSMAR PEREIRA
Ontem, 23 de abril foi dia do aniversário do meu irmão, Osmar Pereira.
Sessenta anos de muita alegria de viver, muita determinação e muitos momentos de " tolerância Zero."
Ontem, 23 de abril,foi dia de São Jorge, o santo guerreiro.
Osmar, meu irmão amado.
Sessenta anos de muita alegria de viver, muita determinação e muitos momentos de " tolerância Zero."
Ontem, 23 de abril,foi dia de São Jorge, o santo guerreiro.
Osmar, meu irmão amado.
Hoje é o seu dia especial e eu me junto a você nesta celebração. É maravilhoso celebrar a vida, sua vida, meu irmão.
É muito importante para mim que estas palavras, escolhidas com tanto cuidado, possam tocar o seu coração e fortalecer sua fé e o amor por você mesmo e pela sua vida.
Você merece o melhor!
Desejo saúde, paz, amor, prosperidade, sabedoria.
Desejo que encontre o equilíbrio entre o ser e o querer e se apoie na fé em Deus que sempre lhe manda uma ajuda nas adversidades
Se eu pudesse deixar algum presente para você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo a fora. Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos. Deixaria para você, se pudesse, o respeito aquilo que é indispensável. Além do pão, o trabalho. Além do trabalho, a ação. E, quando tudo mais faltasse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída.
Feliz Aniversário, meu irmão!
domingo, 22 de abril de 2018
sábado, 21 de abril de 2018
Clarice Lispector Entrevista para TV Cultura 1977 - 5/5
Clarice Lispector é meu ícone, minha paixão. A voz narrativa que me transformou e que me transforma. A mulher que sou e que tenta ser melhor, à medida em que envelheço, devo à literatura. Vivo da Literatura desde que me fiz professora, quando comecei a cursar Letras. Nunca exerci nenhuma outra profissão além da profissão de professora. Em muita coisa do que falo, há referências literárias e eu amo muito tudo isso!
sexta-feira, 20 de abril de 2018
quinta-feira, 19 de abril de 2018
terça-feira, 17 de abril de 2018
segunda-feira, 16 de abril de 2018
PARIRI (Chá)
Pariri
O pariri, de nome científico Arrabidaea Chica,
é uma erva com propriedades medicinais bastante eficazes no combate à anemia e
na limpeza de feridas na pele ajudando na cicatrização das mesmas. A planta é
conhecida no meio popular como cipó cruz ou cipó pau, carajurú ou carijurú. O
uso mais comum do pariri é em forma de chá, que é de simples preparo e ajuda na
cura de doenças internamente. A planta pode ser encontrada já própria para o
consumo em farmácias especializadas em produtos naturais ou em feiras livres.
Propriedades
·
Expectorante
·
Adstringente
·
Antibacteriana
·
Anti-inflamatória
·
Afrodisíaca
·
Antianêmica
·
Antifúngica
·
Fortificante
·
Antidiabética
·
Cicatrizante
Benefícios do pariri
O pariri é
uma planta pouco conhecida, contudo muito benéfica à saúde do nosso organismo,
sendo uma ótima combatente de males que vão desde a diarreia a inflamações
ginecológicas. Os poderes curativos da erva podem ser aproveitados por banhos
de assento ou quando a consumimos em forma de chá, que age limpando o organismo
de dentro para fora.
O pariri auxilia no tratamento de infecções ginecológicas, como corrimento
vaginal, conjuntivite, anemia – devido a grande quantidade de ferro presente em
sua composição –, diarreia simples e num grau mais elevado onde se vê a
presença de sangue. Ajuda a tratar também icterícia e na limpeza de feridas na
pele. Sua eficácia no tratamento do câncer, em principal os cânceres de útero,
boca e leucemia ainda não foi comprovada cientificamente.
Receita do chá
Para
preparar a infusão você precisará de 3 a 4 folhas grandes do pariri, que é o
equivalente a 2 colheres de sopa da erva picada. Esta quantidade deve ser usada
para cada litro de água que deve ser levada ao fogo até alcançar a fervura,
após fervida a água deve ser despejada sobre as folhas num recipiente
– preferencialmente de vidro por conservar melhor as propriedades – e
abafada até que atinja a temperatura ambiente podendo então ser consumida.
Cuidado no açúcar, o excesso dele pode cortar os efeitos do chá, o mais
indicado é bebê-lo ao natural.
domingo, 15 de abril de 2018
Ame-se.
Não se desrespeita, não abre mão de si mesma em função
do ser amado. Sabe que será amada e respeitada à medida que
ela se ama e se respeita.
Sabe que sua beleza é apenas reflexo de todo seu conteúdo e de todo o seu eu.
Sabe que será para sempre lembrada não porque seu corpo está à mostra
mas porque tem presença, é decidida e sabe o que quer e o que merece.
sábado, 14 de abril de 2018
quinta-feira, 12 de abril de 2018
quarta-feira, 11 de abril de 2018
Walter Alves
Walter Alves
Com a indignação própria daqueles que muito tem a aprender, fico desolada com a notícia. Homem sóbrio, que sempre procurou o bem, culto e sensível, fez do auxílio material, mas sobretudo espiritual ao próximo, sua vida.
Alguém que jamais furtou-se a um conselho; altivo, perseverante, um homem de verdade. Retorna a verdadeira vida, sabemos, mas não tenho como controlar as lágrimas.
"Parte um idealista de Educação Espírita
Walter de Oliveira Alves regressou ao mundo espiritual hoje, 11/4/2018, aos 66 anos, depois de uma batalha intensa contra um agressivo câncer, que venceu ao corpo, mas não sua mente brilhante e sua devoção de servir aos semelhantes, o que vinha fazendo até poucos dias atrás.
Espírita convicto, idealista de um mundo melhor por meio da educação integral do Ser, na dualidade espírito-matéria, foi consistente, perseverante, disciplinado, desafiador, teórico e prático - ao mesmo tempo - nas suas convicções, fazendo do Instituto de Difusão Espírita, de Araras, SP, o laboratório das suas teses pedagógicas de vanguarda, que se resumem na Educação pelo Amor. Respeitou as crianças como individualidades criativas, que requerem afeto, que precisam recordar das suas melhores experiências desta e de vidas passadas, sendo estimuladas pela arte, pela cultura, pela ciência e pelo sentimento religioso para uma Nova Era de cooperação, respeitando a todos e a tudo que emana do Criador. “Somos herdeiros de Deus”, dizia com alegria e brilho nos olhos. Sonhou um mundo que ainda não nos esforçamos o bastante para alcançar.
Sua biografia é extensa, seus feitos são muitos e, o futuro recente dirá da lacuna que fica na sociedade e movimento espíritas com sua partida. De um modo sereno, lutou contra a ortodoxia no trato com a educação de almas. Como educador, psicanalista, como escritor, como palestrante, como voluntário em ONGs, como preparador de homeopatias distribuídas gratuitamente, como ativista das artes, ciências e cultura em geral, ou, ainda como engenheiro civil, formação primeira, espalhando voluntariamente o saber, o serviço e o resultado de anos a fio de estudos e trabalho silencioso. Tinha por modelos ninguém menos do que os educadores Pestalozzi, Kardec e Eurípedes Barsanulfo, alinhados à obra transformadora de Jesus. Os encontros anuais de educação infanto-juvenil com visão de mundo espírita que ele coordenava, por décadas, formou uma nova linha de atitude educadora para pessoas de todo o Brasil, conquistando adeptos mundo afora, em vários países.
Nós, os Espíritas, lidamos o tempo todo com as informações e conhecimentos que nos educam para a VIDA em qualquer plano que estejamos e, na qual, o fenômeno da morte é apenas uma parte desse todo conectado, que não simboliza o fim, mas um novo começo. Mas, somos humanos, em trajetória evolutiva com todos os sabores e dissabores da condição efêmera e terrena de passagem. Sentimos saudade, apreensão, tristezas, incertezas também. Sublimamos nossos ‘lutos’ internos, mas eles insistem em nos balançar vez ou outra.
Por isso, me preservo no direito de ficar muito triste e até conseguir, horas depois do impacto da notícia, derrubar algumas lágrimas de gratidão e pesar pela sua partida, no tempo do Divino, mas precoce para nós. Ele não descansará muito tempo na espiritualidade. Vai ter de se recobrar muito rápido porque a tarefa de educação, de iluminação de consciências, precisa de gente do gabarito dele por lá também. Seu objetivo maior de vida e seu idealismo não se encerram com a breve passagem. Se potencializam e ganham outras formas e cores de expressão.
Apesar de todas suas realizações, que não foram poucas, eu sempre vi o Walter humano, aquele que fez com que sempre nos respeitássemos com individualidades críticas, que concordavam sempre em questões de conteúdo, mas nem sempre em questões de forma, de processos e análises. Maneiras singulares de ver as questões administrativas de um Centro, de um Evento e até mesmo da Doutrina ou pensadores da Pedagogia Espírita. Isso nunca impediu a gentileza entre ambas as partes e até produzir e conviver em muitos eventos em comum, nos quais a arte era a linguagem que irmanava nossas almas. Eu me sinto um grande devedor dessa alma laboriosa. Ele valorizou minhas habilidades e sempre que podia me convidava a sair da timidez ou inércia para exercê-las nos grupos que ele promovia. Ele desafiava minhas limitações, para o meu próprio bem, como um educador por excelência sempre faz. E, nessas idas e vindas, eu sempre dizia a ele, “Walter, apesar de mim, não desista de mim”.
Influenciou a vida de muitos e, à sua direção, confiamos, minha esposa e eu, o que não é nosso, mas é o bem mais precioso que imaginamos ter – nossos filhos Yuri e Theo (hoje, muito consternados). Foram tocados por sua Evangelização, se enriqueceram nos seus eventos que têm a criança como centro de atenções. São tratados como todos sonham em ser tratados – com acolhimento e respeito.
Com um gosto musical clássico e bastante sensível, adorava quando ele fazia dublagem do Nat King Colle, com uma voz bem característica “Catito, catito, catito mio” ... Seu humor era leve, e refinado, contrastando com um equilíbrio bastante regrado. Estava sempre absorto no seu mundo de ideias e às vezes intransponível. Respeitávamos.
De uma elegância ímpar, sempre socialmente vestido, lembro-me de o quanto brincamos com ele num evento em Santos, quando sobrou tempo para uma passadinha na Praia do Gonzaga e ele, com receio do tempo, vestiu bermuda social, sapatos, meias e guarda-chuva.
Vou lembrar dele sempre com muito carinho. Estávamos um pouco distantes. A vida de convivência nem sempre é do jeito que pretendemos que seja. Chamava-me de "Marinho". Falava sobre os meus filhos quando podia. Discursava sobre pintores, gênios da música, sobre o papel dos jornalistas como educadores das massas. Nas poucas e breves conversas, quase todas em meio a correrias de preparação de eventos, todas eram aproveitadas.
Quero reter hoje as imagens dele sorrindo, cantando, brincando, orientando ou educando para os propósitos reais da VIDA. Vou lembrar dele com o passo apressado, passando nos domingos à tarde em frente ao portão de minha casa, andando atrás do seu filho que aprendia andar de bicicleta com apoio do pai. O café que não tomamos. A música que não compusemos juntos. O espetáculo que não idealizamos em comum, ficarão para outra oportunidade.
De todo meu coração, que ele seja recebido na espiritualidade como o homem de bem que tanto se esforçou em ser. E que seus filhos, Fernanda e Alexandre, queridos do coração que vimos crescer influenciados pelo ânimo do Walter, seguindo agora vigorosamente seus passos no ideal, amparados pela mesma e sempre esposa, doce e dedicada, alicerce do lar, Nelci, possam transitar nesse momento com muita serenidade e união.
Não é sempre que se pode ter o privilégio de conviver com alguém como o Walter. Vá em paz, querido irmão, e leve contigo a nossa canção de gratidão...
“E quando eu estiver bem lá distante,
e a vida se fizer muito maior
vou me lembrar que outros tantos
caminham de mãos dadas para o Bem
E tudo que daqui eu for levar
Sementes de amor que plantarei
Em almas viajoras que esperam
Por alguém que as conduza em seu viver”
e a vida se fizer muito maior
vou me lembrar que outros tantos
caminham de mãos dadas para o Bem
E tudo que daqui eu for levar
Sementes de amor que plantarei
Em almas viajoras que esperam
Por alguém que as conduza em seu viver”
Mário Joanoni, 11/4/2018.
terça-feira, 10 de abril de 2018
segunda-feira, 9 de abril de 2018
domingo, 8 de abril de 2018
A menina e o pássaro encantado Rubem Alves
Para o adulto que for ler esta história para uma criança:
Esta é uma história sobre a separação: quando duas pessoas que se amam têm de dizer adeus…
Depois do adeus, fica aquele vazio imenso: a saudade.
Tudo se enche com a presença de uma ausência.
Ah! Como seria bom se não houvesse despedidas…
Alguns chegam a pensar em trancar em gaiolas aqueles a quem amam. Para que sejam deles, para sempre… Para que não haja mais partidas…
Poucos sabem, entretanto, que é a saudade que torna encantadas as pessoas. A saudade faz crescer o desejo. E quando o desejo cresce, preparam-se os abraços.
Esta história, eu não a inventei.
Fiquei triste, vendo a tristeza de uma criança que chorava uma despedida… E a história simplesmente apareceu dentro de mim, quase pronta.
Para quê uma história? Quem não compreende pensa que é para divertir. Mas não é isso.
É que elas têm o poder de transfigurar o quotidiano.
Elas chamam as angústias pelos seus nomes e dizem o medo em canções. Com isto, angústias e medos ficam mais mansos.
Claro que são para crianças.
Especialmente aquelas que moram dentro de nós, e têm medo da solidão…
A menina e o pássaro encantado
Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo.
Ele era um pássaro diferente de todos os demais: era encantado.
Os pássaros comuns, se a porta da gaiola ficar aberta, vão-se embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades… As suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. Certa vez voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão…
— Menina, eu venho das montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco do encanto que vi, como presente para ti…
E, assim, ele começava a cantar as canções e as histórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.
Outra vez voltou vermelho como o fogo, penacho dourado na cabeça.
— Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. As minhas penas ficaram como aquele sol, e eu trago as canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.
E de novo começavam as histórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isto voltava sempre.
Mas chegava a hora da tristeza.
— Tenho de ir — dizia.
— Por favor, não vás. Fico tão triste. Terei saudades. E vou chorar…— E a menina fazia beicinho…
— Eu também terei saudades — dizia o pássaro. — Eu também vou chorar. Mas vou contar-te um segredo: as plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios… E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera do regresso, que faz com que as minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudade. Eu deixarei de ser um pássaro encantado. E tu deixarás de me amar.
Assim, ele partiu. A menina, sozinha, chorava à noite de tristeza, imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa dessas noites que ela teve uma ideia malvada: “Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá. Será meu para sempre. Não mais terei saudades. E ficarei feliz…”
Com estes pensamentos, comprou uma linda gaiola, de prata, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera. Ele chegou finalmente, maravilhoso nas suas novas cores, com histórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu. Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola, para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.
Acordou de madrugada, com um gemido do pássaro…
— Ah! menina… O que é que fizeste? Quebrou-se o encanto. As minhas penas ficarão feias e eu esquecer-me-ei das histórias… Sem a saudade, o amor ir-se-á embora…
A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas não foi isto que aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ficando diferente. Caíram as plumas e o penacho. Os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio: deixou de cantar.
Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava, pensando naquilo que havia feito ao seu amigo…
Até que não aguentou mais.
Abriu a porta da gaiola.
— Podes ir, pássaro. Volta quando quiseres…
— Obrigado, menina. Tenho de partir. E preciso de partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro de nós. Sempre que ficares com saudade, eu ficarei mais bonito. Sempre que eu ficar com saudade, tu ficarás mais bonita. E enfeitar-te-ás, para me esperar…
E partiu. Voou que voou, para lugares distantes. A menina contava os dias, e a cada dia que passava a saudade crescia.
— Que bom — pensava ela — o meu pássaro está a ficar encantado de novo…
E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos, e penteava os cabelos e colocava uma flor na jarra.
— Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje…
Sem que ela se apercebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado, como o pássaro. Porque ele deveria estar a voar de qualquer lado e de qualquer lado haveria de voltar. Ah!
Mundo maravilhoso, que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama…
E foi assim que ela, cada noite, ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento: “Quem sabe se ele voltará amanhã….”
E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.
sábado, 7 de abril de 2018
Tudo é energia
A cada instante que passa tudo muda...
A cada gesto ou movimento, a cada pensamento ou sentimento, mudanças acontecem em nossa Vida...
Tudo é energia, tudo é história que vamos criando e reformulando para tentar viver melhor!...
Vamos dar à nossa vida um colorido especial para torná-la melhor, mais alegre e mais bonita.
sexta-feira, 6 de abril de 2018
Lula - e o cerco
"Prenda-me se for capaz":
Polícia Federal "desiste" de prender Lula hoje! O que fica óbvio diante do episódio de hoje? A grande inteligência de Lula - que resiste sem descumprir em momento algum as leis - e a burrice suprema de Sérgio Moro, que achou que estava lidando com uma inteligência mediana como a dele!!!
Lula será preso e passará à história como um verdadeiro líder, idolatrado pelo seu povo; mas Moro será lembrado para sempre como um grande idiota que não sabe quem é "Lula"!
Polícia Federal "desiste" de prender Lula hoje! O que fica óbvio diante do episódio de hoje? A grande inteligência de Lula - que resiste sem descumprir em momento algum as leis - e a burrice suprema de Sérgio Moro, que achou que estava lidando com uma inteligência mediana como a dele!!!
Lula será preso e passará à história como um verdadeiro líder, idolatrado pelo seu povo; mas Moro será lembrado para sempre como um grande idiota que não sabe quem é "Lula"!
Amor e espiritualidade
Minha religião é o amor.
Urge termos consciência de que o amor
pressupõe respeito, admiração, gratidão, humildade, generosidade e verdade.
Somente o amor nos assegura a certeza
de que haja verdadeiras famílias e verdadeiros amigos.
Por esta razão é que temos a certeza
de que o fundamento de toda prática espiritual é o amor.
quarta-feira, 4 de abril de 2018
Beleza: desenho do caráter
Receita de Mulher
“As muito feias que me perdoem
Mas beleza é fundamental.”
Vinicius de Moraes (poema de 1959)
Inicio
este texto compartilhando uma experiência pessoal que vivi na tarde de ontem,
03 de abril, aqui em Contagem, Minas Gerais.
Caminhava
pela rua rumo à livraria quando me deparei com um casal de deficientes visuais.
Observei
que eles precisavam que alguém os ajudasse a chegar até o outro lado da rua.
Dispus-me a ajudá-los.
Durante
o pequeno trajeto, foi possível coletar algumas informações, como o local de
trabalho dos dois, formação profissional e o ano em que disseram “sim” e se
casaram.
Foi
então que os deixei no local desejado e segui meu caminho, pensando emocionada sobre
a conexão de amor que emanava entre aqueles seres. Aquele casal emanava amor em
seus gestos e em suas palavras. Em um mundo onde a beleza física reina
sob todos os poros, como sobrevive um casal que não pode “ver” seu companheiro?
Qual a cor dos cabelos e dos olhos da pessoa amada? Como ela se veste como
anda, como sorri?
Se
perdêssemos nossa visão hoje, conseguiríamos nos relacionar com alguém sem
saber como ela é fisicamente? A maneira como encaramos a beleza física
pode influenciar muito em nossa felicidade. Ninguém tem dúvidas quanto à magnitude
e perfeição da criação de Deus. A capacidade do corpo humano é incrível. Temos
sim que cuidar muito bem dele, afinal, é nosso templo.
Talvez, um dos termos
mais comuns do nosso século seja “O que é bonito é para se mostrar”. Segundo
relatório da American
Psychological Association (APA),
nas culturas onde esse pensamento é comum, meninas adolescentes e
pré-adolescentes aprendem a se ver como “objetos de desejo, a ser admiradas e
avaliadas por sua aparência”. Esse conceito é perigoso e já se tornou uma
grande preocupação social e questão de saúde pública. Triste realidade.
Que a beleza não seja somente os traços físicos, externos… mas
seja a pessoa secreta do coração com a beleza imperecível do espírito calmo e
brando, que é nosso caráter.
A
vaidade em equilíbrio é fundamental, pois nos ajuda a cuidar da saúde e
demonstra respeito a nós mesmos e ao próximo.
Minha reflexão é no sentido de não nos
tornarmos pessoas infelizes, com dificuldade de aceitar o desenho do nosso corpo e com as mudanças que ocorrem com o decorrer do tempo.
É imprescindível que saibamos nos amar e nos valorizar cada dia um pouco mais.A beleza que vem da nossa auto estima e do amor que brilha em nosso olhar, seguramente, nos faz dar a nós mesmas o nosso real valor.
Por isso, nos ocupemos em cuidar mais do nosso interior, que é o que ficará para sempre, pois essa beleza não desaparece com a idade. Na verdade, ela pode até melhorar com nossa serenidade e sabedoria que somente o tempo é capaz de burilar em nós.
É imprescindível que saibamos nos amar e nos valorizar cada dia um pouco mais.A beleza que vem da nossa auto estima e do amor que brilha em nosso olhar, seguramente, nos faz dar a nós mesmas o nosso real valor.
Por isso, nos ocupemos em cuidar mais do nosso interior, que é o que ficará para sempre, pois essa beleza não desaparece com a idade. Na verdade, ela pode até melhorar com nossa serenidade e sabedoria que somente o tempo é capaz de burilar em nós.
Não percamos nosso precioso tempo preocupando com o que o outro está pensando a respeito do nosso corpo. Se o homem que está ao nosso lado nos ama, ele vê em nós encantos especiais que estão além de algumas celulites, de alguns poucos quilos ganhados com a maternidade, por exemplo. São os valores ocultos que dão brilho e cor ao nosso sorriso e ao nosso olhar.
Estou convencida de que quanto menor é a autoestima de um homem, mais importância ele dá a aparência da esposa ou namorada.
Estou convencida de que quanto menor é a autoestima de um homem, mais importância ele dá a aparência da esposa ou namorada.
Já aqueles que são
seguros de si mesmos não dão demasiada importância à aparência física
e, seguramente, são felizes. Sentem-se completos porque quem ama, não ama só a aparência porque o amor vê além, vê
a essência, vê com o coração, o coração da amada.
“As muito feias que me perdoem
Mas beleza é fundamental.”
Mas beleza é fundamental.”
Sim, Vinicius! A beleza de gestos, de atitudes, o
encantamento de um sorriso sincero, o brilho de um olhar amoroso.
O quanto é linda uma mão que afaga. O quanto é envolvente a voz
que sussurra o amor em forma de poesia. O quanto encanta a mulher que harmoniza
a sensualidade da amante, a autoridade e a ternura da mãe e a competência da
profissional que labora fora do lar.
A beleza é lapidada dia a dia pela
mulher que se ama e que sabe o quanto é preciosa! Sua beleza é desenhada em sua
personalidade como uma obra de arte que requer inteligência, sabedoria,
sensibilidade, força, fragilidade e amor.
Vinicius que me perdoe, mas fico com Labrosvsky,
que afirmou: “aposto na beleza da alma que é nosso universo interior”.
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