O relacionamento com meu filho em criança foi de muitas conversas boas, risos, brincadeiras. Contava histórias para ele dormir. Os assuntos polêmicos eu os tratava com certo cuidado. Com 4 anos ele queria saber o que era “camisinha”. Dei-lhe explicações fantasiosas. Aos seis, quando voltávamos da escola dele, eu os buscava a pé, e caminhávamos um longo caminho, ele achou na rua um preservativo. Tive que explicar que “aquilo” era uma camisinha. No que eu me lembro foi a única saia justa que passei com ele, em relação a uma informação não verdadeira.
Hoje ele tem 26 anos, é jornalista. Desde a adolescência nosso relacionamento foi de muito diálogo, muito afeto e muita verdade. Divergimos-nos em alguns aspectos em relação ao modo de ver a vida. Isso só nos aproxima e confirma que o afeto é que determina a qualidade das relações humanas. Tenho muito orgulho de meu filho. Eu o admiro e o respeito demais! Ele é um ser humano extraordinário.
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sábado, 13 de junho de 2009
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Leituras e leitores
Meus queridos,
Postei a entrevista com Fernando Kinas porque ele fala dos recursos e dos incentivos financeiros à cultura em nosso país. Ele cita como exemplo um projeto bem elaborado e bem executado por um grupo de intelectuais da capital paulista. As edições: Toró. Meu filho Sílvio Diogo faz parte desse projeto. Trabalha na editoração, arte gráfica, ilustrações, manuscritos,e tem dois livros publicados. Respingos e Clamores e Desenho do chão. É realmente desalentador o quadro que se apresenta em relação à cultura em nosso país. Infelizmente, nosso jovem não lê. E quando o faz escolhe banalidades e textos apelativos. O que é pior, leem na internet textos de auto-ajuda cuja autoria é atribuída à Neruda, Carlos Drummond... e os publicam nas páginas do orkut e em outras situações de comunicação e se acham cultos por lerem e gostarem de tais autores, dos quais na verdade, jamais leram sequer uma palavra.
É por aí que vai se instalando na alma das pessoas a era do vazio emocional, afetivo, cultural... Porque sem leitura o homem acaba por viver excluído de um universo fantástico que só a palavra bem dita é capaz de proporcionar
Postei a entrevista com Fernando Kinas porque ele fala dos recursos e dos incentivos financeiros à cultura em nosso país. Ele cita como exemplo um projeto bem elaborado e bem executado por um grupo de intelectuais da capital paulista. As edições: Toró. Meu filho Sílvio Diogo faz parte desse projeto. Trabalha na editoração, arte gráfica, ilustrações, manuscritos,e tem dois livros publicados. Respingos e Clamores e Desenho do chão. É realmente desalentador o quadro que se apresenta em relação à cultura em nosso país. Infelizmente, nosso jovem não lê. E quando o faz escolhe banalidades e textos apelativos. O que é pior, leem na internet textos de auto-ajuda cuja autoria é atribuída à Neruda, Carlos Drummond... e os publicam nas páginas do orkut e em outras situações de comunicação e se acham cultos por lerem e gostarem de tais autores, dos quais na verdade, jamais leram sequer uma palavra.
É por aí que vai se instalando na alma das pessoas a era do vazio emocional, afetivo, cultural... Porque sem leitura o homem acaba por viver excluído de um universo fantástico que só a palavra bem dita é capaz de proporcionar
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