sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

A Educação Integral tecendo caminhos para os educandos




          A Educação Integral tecendo caminhos para os educandos
                                    Rosa Maria Olímpio




" O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a 














a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o 













que colher."        (Cora Coralina)











Palavras chave:



Integração-Aprendizagem- Formação Humana









Introdução


A Educação Integral é uma proposta de ensino que assegura o desenvolvimento do educando na dimensão intelectual, emocional, social, cultural e física. Como concepção, a proposta de Educação Integral deve ser assumida por todos os agentes envolvidos no processo formativo das crianças, jovens, adultos, famílias, educadores, gestores e a comunidade local.
Foi, inclusive, uma série de inovações, a roda, agricultura, o manuseio do fogo, a vestimenta, entre outras, que permitiram a espécie humana sobreviver e lograr êxito na ocupação de vastas áreas do Planet (CARDOSO, 2002; CURI, 2013).
Desse modo, a escola converte-se em um espaço essencial para assegurar que todos e todas tenham garantida uma formação integral. Ela assume o papel de articuladora das diversas experiências educativas que os alunos podem viver dentro e fora dela, a partir de uma intencionalidade clara que favoreça as aprendizagens importantes para o seu desenvolvimento integral.
Trata-se de uma proposta contemporânea porque, alinhada às demandas do século XXI, tem como foco a formação de sujeitos críticos, autônomos e responsáveis consigo mesmos e com o mundo
Sua proposta é inclusiva porque reconhece a singularidade dos sujeitos, suas múltiplas identidades e se sustenta na construção da pertinência do projeto educativo para todos.
Essa proposta é alinhada com a noção de sustentabilidade porque se compromete com processos educativos contextualizados e com a interação permanente entre o que se aprende e o que se pratica.
Ao reconhecer o direito de todos e todas promove a equidade, em um espaço de direito em que o ato de aprender é acessado de modo igualitário cujas oportunidades educativas sejam diferenciadas e diversificadas a partir da interação com múltiplas linguagens, recursos, espaços, saberes e agentes, condição fundamental para o enfrentamento das desigualdades educacionais.
Uma proposta de Educação Integral confere centralidade ao aluno. Isso significa que todas as dimensões do projeto pedagógico (currículo, práticas educativas, recursos, agentes educativos, espaços e tempos) são construídas, permanentemente avaliadas e reorientadas a partir do contexto, interesses, necessidades de aprendizagem e desenvolvimento e perspectivas de futuro dos estudantes.
Para contemplar a singularidade de cada estudante na construção do seu percurso formativo é necessário que os educadores detenham um amplo conhecimento das múltiplas formas pelas quais as crianças e jovens aprendem e se desenvolvem e, consequentemente, de uma pluralidade de métodos e intervenções que podem ser colocados em pratica a partir de suas necessidades, interesses e dos objetivos de aprendizagens e desenvolvimento definidos no currículo.

Em uma proposta de Educação Integral, é fundamental que os educadores constituam autonomia para reconhecer as demandas dos alunos, as oportunidades que se colocam no processo de ensino-aprendizagem e para construir estratégias personalizadas.

A Educação Integral e a valorização da cultura e da formação humana
A Educação Integral reconhece, ainda, as crianças e os jovens como sujeitos de direito, atores sociais com expressão e linguagens singulares. São criadores e produtores de culturas próprias construídas na interação com seus próprios pares e no intercâmbio entre idades e gerações. Propostas de Educação Integral oportunizam tempo e espaço para a livre criação de suas culturas e valorizam e reconhecem saberes, fazeres e sentimentos expressados por meio do universo simbólico e artístico.
“A educação faz sentido porque as mulheres e homens aprendem que através da aprendizagem podem fazerem-se e refazerem-se, porque mulheres e homens são capazes de assumirem a responsabilidade sobre si mesmos como seres capazes de conhecerem.” Paulo Freire
O brincar é entendido como potência de crianças e não apenas como ferramenta para o aprendizado escolar. Manifestações plurais e diversas de jovens são oportunidades de expressão e posicionamento diante das questões da vida, das relações e da comunidade.
Para a educação integral é fundamental que a questão da multidimensionalidade dos sujeitos esteja contemplada em todos os aspectos do processo de ensino-aprendizagem, garantindo interações e estratégias que garantam o desenvolvimento não apenas intelectual, mas também social, emocional, físico e cultural. O desenvolvimento integral é, portanto, o elemento central da proposta formativa da Educação Integral.
Isso significa que na Educação Integral os conteúdos acadêmicos se articulam aos saberes dos alunos e comunidades, dialogam com diferentes linguagens e compõem experiências formativas que envolvem e integram o conhecimento do corpo, das emoções, das relações e códigos socioculturais.
Além disso, são também elementos curriculares na Educação Integral, as formas de gestão e organização da instituição (escola, organização social ou projeto), sua relação com o território, a rede de agentes envolvidos, as práticas pedagógicas, a formação de educadores e as estratégias de avaliação.
Essencialmente no que se refere à Escola, o currículo da Educação Integral pressupõe o acesso do estudante a todas as áreas do conhecimento de maneira articulada e permanente, rompendo com a fragmentação das disciplinas e dando sentido aos conteúdos, a partir das questões, trajetórias, experiências e relações dos sujeitos envolvidos nos processos educativos.
“A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria.” (Paulo Freire)
Trata-se de uma  escola orientada por uma perspectiva integral de educação, sustenta altas expectativas de aprendizagem e desenvolvimento para todos os alunos ao mesmo tempo em que oferece instrumentos para que todos aprendam e se desenvolvam integralmente. Estas altas expectativas se sustentam na premissa de que todos os alunos são capazes de aprender. E, para isso, as estratégias devem ter clara intencionalidade pedagógica e compor um planejamento integrado que defina objetivos e metas de aprendizagem. Neste sentido, a distinção entre aulas e oficinas lúdicas – assim como a separação por períodos – perde o sentido. Todas as propostas devem compor o planejamento da escola e dos educadores.
As diferenças inerentes a cada pessoa constroem a riqueza de nossa humanidade. Propostas de educação integral, então, devem respeitar todas as diferenças representadas pelas deficiências, origem étnico racial, condição econômica, origem geográfica, orientação sexual, religiosa ou qualquer outro fator.
A educação integral apoia-se na ideia de que é necessário reconhecer e abolir barreiras arquitetônicas, políticas, culturais e atitudinais para que todos os espaços sejam inclusivos; e que a diversidade se constitua não apenas como um valor como também é uma oportunidade de desenvolvimento de crianças e jovens em suas diversas dimensões. No contexto da escola, essa perspectiva se concretiza no acesso e permanência qualificada em classe comum da rede regular.
Possui uma gestão democrática com o objetivo de garantir a pertinência de um projeto pedagógico e a efetividade das suas estratégias, é fundamental a participação educativa, decisória e avaliativa de todos os envolvidos, em todas as etapas do processo: do planejamento ao acompanhamento dos resultados. Dessa forma, a participação dos próprios alunos, inclusive das crianças pequenas, é fundamental.

A Gestão Democrática no contexto da Educação Integral
No contexto da Educação Integral, a gestão democrática é imprescindível para garantir que o processo educativo esteja de fato orientado pelo contexto, interesses e necessidades de aprendizagem e desenvolvimento dos alunos. Nas escolas, a gestão democrática está garantida por lei e prevê que o Projeto Político Pedagógico de cada unidade de ensino seja construído e acompanhado com a participação ativa comunidade (alunos, educadores, famílias e comunidade). Para isso é fundamental o diálogo permanente e que o acompanhamento das ações e resultados das escolas seja feito coletivamente por todos e todas.
O desenvolvimento integral é um processo contínuo e permanente, que começa no nascimento do indivíduo, se estende por toda a vida e acontece em diferentes espaços: em casa, na escola, no território. Quanto mais complexas, diversificadas e qualificadas forem as interações a que um indivíduo tem acesso, mais rico será seu universo social e cultural, as conexões que ele será capaz de estabelecer e as suas possibilidades de inserção e intervenção social.
Por esse motivo, a Educação Integral compreende que os processos educativos devem articular os diferentes espaços e tempos de aprendizagem disponíveis e garantir a ampliação e diversificação de interações significativas para todas as pessoas.
E, para que a escola possa garantir todos os aspectos previstos na Educação Integral, o tempo de quatro horas diárias que caracteriza a média da jornada escolar brasileira se mostra insuficiente. Portanto, para a Educação Integral é fundamental a ampliação da jornada para um período entre sete e nove horas diárias. Esta jornada deve ser definida de acordo com os contextos locais e as necessidades dos alunos em cada etapa, sem perder de vista a importância de que os alunos tenham acesso a diferentes interações mediadas pela escola.
A ampliação da jornada escolar
A ampliação da jornada escolar é condição fundamental para uma formação integral. E a partir desta ampliação, são múltiplos os arranjos e modelos possíveis. É possível combinar aulas de 45 ou 50 minutos com tempos mais extensos. Desenvolver práticas educativas inovadoras e inclusivas baseadas em projetos, experimentações, grupos interativos. Desenvolver atividades que aconteçam em diferentes espaços da escola ou do território. Integrar espaços e agentes das comunidades ao cotidiano dos alunos. O importante é que estas formas de organização estejam previstas no projeto político pedagógico da escola e sejam fruto de um planejamento integrado da equipe que confira intencionalidade pedagógica às estratégias.

Podemos definir o conceito de educação integral a partir de um dito africano que diz que “para educar uma criança, é preciso uma aldeia inteira.”
Para garantir as aprendizagens e o desenvolvimento previstos em um projeto de Educação Integral, é fundamental constituir uma ambiência fértil para a troca, a construção coletiva de conhecimentos, a criatividade, a participação, o diálogo e a coesão social.
Além disso, os espaços educativos tradicionais, como a sala de aula, deixam de ser considerados como os únicos espaços de aprendizagem.
Todos os espaços (escolares e não escolares) têm na Educação Integral seu potencial educativo reconhecido e devem ser integrados de forma planejada, na perspectiva de assegurar interações significativas que garantam o aprendizado e o desenvolvimento de todos e todas.
Para a Educação Integral, o território pode ter seu papel educativo definido a partir de
quatro dimensões:
Contexto: o território é contexto. Como tal, ele expressa as identidades, a cultura, as condições de vida e a história das pessoas. Por isso a construção de vínculos entre educadores e alunos e a pertinência do projeto pedagógico (condições essenciais para a aprendizagem e o desenvolvimento) dependem do reconhecimento e da integração da questão territorial;
Participação: a gestão democrática só se realiza na integração com o território já que a participação efetiva das famílias e da comunidade depende de que as pessoas se sintam reconhecidas e parte do projeto educativo;
Conhecimento: o território, seja ele qual for, é rico em interações significativas em estado potencial. Pessoas, saberes, recursos diferenciados podem ser articulados ao itinerário formativo dos alunos enriquecendo seu repertório, garantindo novas aprendizagens, ampliando seu olhar sobre o território e estabelecer conexões possíveis para além das instituições;
Intersetorialidade: para que os alunos aprendam é necessário criar condições para a sua educabilidade. Ou seja, é fundamental que condições dignas de vida e seus direitos estejam observados. Para isso, é importante contar com a interlocução permanente e com o trabalho integrado a equipamentos e agentes de todos os setores que tiverem contribuições relevantes a dar ao desenvolvimento integral das crianças e jovens (saúde, desenvolvimento social, cultura, esporte e lazer.
A Educação Integral é uma concepção de educação definida pelo compromisso com o desenvolvimento integral de todos os sujeitos. Ou seja, a Educação Integral reconhece os sujeitos na sua multidimensionalidade e se compromete com a estruturação de estratégias que garantam a todos, em condições de igualdade, o direito a uma educação de qualidade.
Este compromisso deve ser o cerne da concepção, implementação e avaliação das políticas públicas e se refletir concretamente na forma e organização das escolas e nas práticas pedagógicas dos docentes.
A Política de Educação Integral deve garantir a qualidade com equidade, para isso alguns dispositivos são fundamentais:
1.Planejamento da Gestão Educacional – definição clara de desafios, metas e estratégias.
2. Alinhamento entre todos os atores envolvidos no sistema: convergência de esforços em todos os níveis
3. Modelo de gestão estruturado e sustentável que articule, de maneira dialógica, a secretaria e as escolas
4.Marcos legais que garantam sustentação a política
5.Articulação intersetorial que garanta complementaridade às estratégias
escolares.
6.Além disso, são condições estruturantes de uma Política de Educação Integral:

7.Mínimo de 7 horas e máximo de 9 horas diárias de jornada.
8.Definição das aprendizagens esperadas para cada etapa.
9. Flexibilidade para a construção de formas e organização escolar diferenciada.
10.Processo estruturado de avaliação da política;
11.Processo estruturado de acompanhamento e tutoria dos professores;
12.Garantia de tempo de planejamento e trabalho colaborativo em cada escola;
13.Recursos didáticos de qualidade e disponíveis que apoiem as práticas de referência dos professores;
14. Infraestrutura escolar adequada: mobiliário flexível, internet, acessibilidade, espaços diferenciados e adequados às faixas etárias (ateliê, biblioteca, espaços de convivência e descanso, quadra e espaços verdes, alimentação e higiene pessoal), recursos digitais disponíveis aos estudantes (especialmente a partir do Fundamental II);
15. Interação permanente com outros agentes e espaços não escolares como parte da política de educação integral;
16. Articulação de rede de proteção social aos estudantes com integração mínima das políticas de Educação, Saúde e Desenvolvimento Social.
17. Programa de formação de professores com pelo menos 50% de professores de cada escola envolvidos.
 “Conheço jovens que estão duzentos dias por ano dentro de uma sala de aula e não aprendem, e outros que estão fora e aprendem” (José Pacheco)

O educador português José Pacheco, idealizador da Escola da Ponte, e um dos grandes referenciais quando o assunto é educação, concedeu, em 2017, uma sobre educação integral.

Para ele, o principal ponto crítico da reflexão sobre o assunto é a discrepância entre o discurso e a prática. E o que isso quer dizer, afinal? Que ainda estamos pautados no modelo de escola do século XIX, tentando pôr em prática um pensamento que muitas vezes não cabe ali.
“Estamos diante de muitos equívocos, e o maior deles é pensar que a educação integral é possível em uma escola do século XIX. Não é. Essa velha escola é excludente”.
Pacheco faz duras críticas a uma série de parâmetros que norteiam a escola da forma como a conhecemos na maior parte do Brasil hoje. O conceito de alunos, carteiras, ensino seriado, tudo isso, na visão do educador, destoa da educação integral simplesmente porque não considera que aquele não é o único espaço de aprendizagem da criança e do adolescente.
“Em uma escola que tem sala de aula, aluno, provas, tudo isso, não se pode fazer educação integral. Quando eu digo que não tem aluno em uma escola, me refiro ao aluno como objeto de aprendizagem, e eu não quero isso; o que quero é estar com sujeitos de aprendizagem. As pessoas confundem escola com edifício, mas a escola são as pessoas. Hoje, não se ensina nem se aprende, porque não se pode dar a beber a um cavalo que não tem sede”, provoca Pacheco.

Para Pacheco, é preciso sim entender o contexto de limitações, falta de verba e políticas públicas em que se encontra a maior parte dos professores brasileiros. No entanto, ele reforça como urgente repensar nossas próprias possibilidades enquanto indivíduos. “A grande pergunta é essa: o modo como as escolas trabalham garante o direito à educação que está na Constituição federal? Não. As escolas têm o direito de continuar a trabalhar assim? Não”, provoca o educador.
As práticas integradoras ocorrem principalmente no âmbito do Ensino Médio Integrado e tem sido considerada uma conquista para aqueles que defendem a união da educação básica com a educação profissional. 

A Educação para o trabalho é marcada historicamente pela dualidade entre formação geral e formação técnica, pela fragmentação do ensino e formação desigual entre “elites” e classes trabalhadoras.
Dentre os objetivos   dessa modalidade de Ensino têm-se a formação integral/unilateral, a formação politécnica e a integração das disciplinas propedêuticas e técnicas sob os eixos das categorias do trabalho, da Ciência, da Cultura e da Formação Humana.
Trabalho, da ciência, da cultura e da tecnologia fundamentados no currículo integrado (RAMOS,
Segundo FRIGOTTO; CIAVATTA, (2005).  O currículo integrado propõe uma ruptura com a lógica disciplinar e tem como fio condutor, a interdisciplinaridade como mediadora da integração entre os saberes gerais e específicos, abrangendo o conhecimento com uma totalidade. Para a construção do currículo integrado, faz-se necessária a reflexão, a análise pedagógica e a mudança de postura por parte das instituições de Ensino, dos gestores, educadores e educandos.
 Os professores acostumados com práticas educativas já enraizadas, às quais
Levam à fragmentação do conhecimento, encontram dificuldades para implementá-lo.  No entanto, embora em números menos expressivos, existem pesquisas que demostram experiências com práticas pedagógicas exitosas as quais traçam seu caminho rumo à integração curricular e a formação integral dos estudantes.
É imo








Considerações finais


É imprescindível refletir sobre a maneira como se configura o panorama das práticas integradoras no Ensino Médio, por outro lado, a realização de investigações científicas a respeito dessas experiências poderão incitar outras instituições a desenvolvê-las.
 Busquemos sempre tecer novos caminhos para alcançarmos os objetivos propostos por essa modalidade de ensino e de formação humana e profissional para nossos jovens estudantes. As  práticas pedagógicas integradoras, por sua vez, devem  alicerçar esse caminho traçado de modo a fortalecer os passos dos caminheiros convidando-os sempre a desenhar seu próprio jeito de caminhar de acordo com suas crenças, valores e aptidões

“Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.” (Rubem Alves)

Para que a proposta de ensino e de formação humana do Ensino Integral seja exitosa é necessário uma tomada de atitude e o compromisso com a transformação do ensino. Importante ainda realizar um mapeamento das pesquisas sobre práticas pedagógicas integradoras que nos dê uma visão geral das produções nesta área e, por fim, teceremos o caminho a ser percorrido com responsabilidade, criatividade, competência e espírito de equipe para que o ponto de chegada possa sempre pressupor novos pontos de partida.
É importante oportunizar que o educando deixe de ser objeto passivo que somente recebe o conhecimento teórico e fazer com que ele passe a ser um sujeito emancipado capaz de ler e de escrever a própria história.
“Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses."  (Rubem Alves)



















Referências
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