quarta-feira, 11 de maio de 2022

LEITURA



A leitura de livros nos ajuda a ler a vida.
E nos ajuda ainda, a escrever uma
história mais bonita e significativa para
nossa existência.

 

Lya Luft






 "Muitas boas coisas podemos fazer na maturidade, que na juventude não conseguíamos. Faltava-nos disponibilidade, faltavam-nos experiência e liberdade, faltava-nos visão. Estávamos ocupados demais, tensos demais, divididos demais. Se não houver nada imediato para "fazer", pois geralmente tomamos isso como agir, agitar, correr, inventaremos algo."

Lya Luft

terça-feira, 10 de maio de 2022

Sílvio Diogo Lourenço dos Santos



Poema dedicado à minha mãezinha, Rosa Maria Olimpio,
e a todas as mães.

(Silvio Diogo Lourenço dos Santos)

*
MÃES
Nem todas as mães
são santas,
nem todas as santas
são mães;
mas, de quedas, prantos
e sóis soluçantes
as colinas de mães sozinhas
fervilham neste instante.
Ó vós, que ainda tendes
dentro da noite o choro fino,
a febre e os miúdos braços
afirmando no escuro
vosso sangue e a aurora
que vos sucederão,
ainda é tempo de agarrar-vos
ao pequeno e vivo troféu
e, contra as raivosas manhãs,
esquentar o leite,
vestir os filhos
e não perder a esperança.
(Alberto da Cunha Melo)

domingo, 8 de maio de 2022

Dia das Mães










 Parte 2 do texto da Cris Meneguello           


“Não fique falando para uma mãe de humano que você é mãe de samambaia ou de pet. Você tem uma planta e/ou cuida de um bicho. Você pode ser ótima nisso e amar esses seres, afinal, quem ou o que você ama só cabe a você.  Mas dizer que seu gatinho fujão dá tanto trabalho quanto um filho,  além de ser bem infantil, é profundamente desrespeitoso com as mães que dedicam anos de suas vidas,  carreiras e sonhos para ajudar outros seres humanos a crescer e estar no mundo,  educando, confrontando e confortando. Você não nasceu de uma planta.  Cresça.


Por fim, e sem pieguice: mãe é quem cuida e quem dá amor.

sábado, 7 de maio de 2022

Mães (por Cristina Meneguello)

 Cristina Meneguello fez um lindo texto sobre amanhã. Publico em duas partes.

“Não questione mulheres sem filhos quando elas vão engravidar. Elas podem não querer ou não poder.
Isso não é da sua conta. Pare de perturbar as mães de filhos únicos. Elas podem querer ter um só mesmo e tudo bem. Elas podem ter atravessado mil dificuldades para ter o primeiro e talvez não queiram passar por tudo novamente. Filhos únicos não ficam mimados por serem únicos. Não se meta na criação alheia.
Não sinta pena de mães de filhos com deficiência. É como se, para elas, amar seus filhos fosse alguma impossibilidade. Não é. Respeite, ofereça uma rede de apoio se for o caso, mas analise, em sua própria vida, aquilo que é digno de pena. Você vai se surpreender.
Não crie problemas para mulheres que querem adotar. Elas querem adotar por amor, porque desejam cuidar de outro ser humano. De onde veio a criança ou a aparência dela pouco importa. Cuide de sua própria família ou de sua própria vida. “
Pode ser uma imagem de pessoa e criança

quarta-feira, 4 de maio de 2022

SCHOPENHAUER




A maior parte das frases atribuídas a figuras célebres, não o são.
Ou seja, essa frase não é de SCHOPENHAUER.
 Mas nem por isso deixam de exprimir a verdade. Essa é uma delas.

A vida é feita de equilíbrio. Tudo o que é demais é ruim. O exagero do menos também é demais. Tanto que com o passar da idade um sussurro já é um grito.
Frases não são feitas somente para concordar e aplaudir é também pra incentivar a pensar e a dar nossa versão. Atuemos como seres pensantes.

Silvio Diogo Lourenço dos Santos

 O MENINO E O GIGANTE

— poema de Sílvio Diogo —
na voz do autor
*
De dentro do gigante,
cruzada a bocarra,
engolido já,
deglutido nas vísceras,
entre as engrenagens
do motor do relógio,
o menino arteiro
luta por inventar
movimento.
O gigante aperta
a cada viravolta;
o roncar parece
pulsar indiferente.
As pequenas mãos
do artífice desvendam
a luz de uma artéria.
O gigante se mexe;
seu sono é nublado.
O menino persiste:
por mais que se canse,
necessita do espaço
que existe, ele sabe,
no organismo do monstro.
Por onde andará
a primeira invenção
que fez no titã?
Mantém consigo um mapa
no qual desenhou
os trajetos de outrora;
porém, espremido,
não o consegue abrir.
Só uma artimanha
pode ser que revele
o fio da clareira.
O mirim não se move;
deixa que os ouvidos
capturem as batidas
que o gigante ecoa.
Os roncos diminuem:
um respiro fundo
arrasta o cataclismo
pelo corpanzil.
O pequeno decola;
voa para o íntimo
do peito que se abre.
*
“O menino e o gigante”, Sílvio Diogo
diana

  Fala da mãe (sobre a filha) O relacionamento com minha filha, em criança, foi de muitos momentos mágicos. E, por vezes, engraçados. Silv...