Importante lembrar a cada manhã o primeiro mandamento de Jesus:
AMARÁS O SENHOR, TEU DEUS, DE
TODO O TEU CORAÇÃO, DE TODA A
TUA ALMA E DE TODO O ENTENDIMENTO E O PRÓXIMO COMO A TI MESMO.
Para amar Deus é preciso conhecer Deus. Porque trata
de um amor que nasce do meu entendimento. Depende da forma como eu aprendi a
conhecer Deus.
Para amar o próximo como a mim mesma-eu
preciso-antes-aprender a me amar.
Como foi difícil exercitar esse amor por mim mesma.
Primeiro tive que aprender a não pensar mal do outro,
não falar do outro e não fazer ao outro nada daquilo que não gostaria que
alguém fizesse a mim.
Parece ridículo afirmar que “não vou pensar mal de
alguém-assim como não quero que pensem mal de mim”.
Não é ridículo. É um exercício de caridade e de amor.
Pensar mal do outro é julgar o outro, é criticar as atitudes do outro como
erradas.
Aprendi que se eu vivo odiando o outro, na verdade
estou odiando a mim mesma.
Por outro lado quando aprendi a me amar parei de
julgar e de condenar as pessoas.
Aprendi a amá-las exatamente como elas são com todos
os seus “defeitos”, porque é exatamente assim que eu me amo. Tenho um milhão de
defeitos. Porém, não vou me condenar. O melhor a fazer, por mim mesma, é buscar
conhecer meus defeitos e, corrigi-los a cada dia.
Não sou dona da verdade. Por isso, a verdade do outro
há de ser respeitada.
E foi me amando que aprendi a não deixar que ninguém mais me faça infeliz, que ninguém mais me humilhe, me coloque para baixo.
Quando eu não me amava era amarga, irritada,
aborrecida, grossa.
Vivia mal humorada e criticava a tudo e a todos. Não
sabia esperar o momento de ser atendida em qualquer lugar que chegasse e não me
preocupava em disfarçar minha irritação e destilava palavras e olhares raivosos
para todos e, para todos os lados. E depois me sentia injustiçada e
me queixava de que ninguém me amava. Até que um dia me perguntei: Você amaria
uma pessoa assim? compreendi, então, que eu não me amava.