sábado, 17 de outubro de 2026

terça-feira, 28 de julho de 2026

 

Fala da mãe (sobre a filha)

O relacionamento com minha filha, em criança, foi de muitos momentos mágicos. E, por vezes, engraçados. Silvinha era meiga e doce. Uma menina loirinha, cheia de cachinhos. Quando o irmão nasceu, ela tinha apenas 1 ano e 4 meses. Era muito paparicada pelas priminhas que lidavam com ela como se fora, de fato, uma boneca. Andou e falou muito cedo. Quando o irmão chorava ela deixava os brinquedos e saia para “acudir”.

_ Ó,  o Diogo!

Quando ele aprendeu a falar ele a chamava de Sisinha.

- Sisinha, dá águ”

- Agu não, Diogo, ÁGUA! Fala “á g u a”

Ela questionava tudo, não aceitava “NÃO” como resposta.

Certa vez pediu algo ao pai que negou. Ela botou as duas mãos na cintura e falou – Dá um tivo! (motivo) o pai caiu na risada.

Ele saía todo começo de noite para ir à “venda” do seu Joaquim, conversar com os amigos.

Ela queria ir, chorava, pedia. Ele sempre dizia. _ você não pode ir você não pode tomar sereno.

- Certa vez ele disse chorando – me leva, pai, eu quero ver você tomar sereno.

Silvinha era estudiosa, tinha uma letra linda. Ainda tem.

Hoje ela está casada tem 27 anos. É uma advogada muito bem sucedida. Mora em Rondonópolis em Mato Grosso desde 2006. Tornou-se uma linda mulher. Silvinha é minha melhor amiga. Conversamos sobre todos os assuntos e aprendemos muito uma com a outra. Dra Silvia Lourenço é uma pessoa extraordinária e talentosa.Tem um futuro brilhante a sua espera.

 

Silvio Diogo Lourenço

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