Um dos aspectos mais fascinantes da
era das redes é o papel da interação entre alunos, professores e tutores na
construção do conhecimento. Mediante o uso dos feedbacks que podem ser
considerados como agente cognitivo humano, os alunos se veem confrontados com
uma situação profundamente desafiadora: o recurso livre e criativo capaz de
liberar energias para o cultivo de uma memória vivencial autônoma e personalizada,
que possibilita o conhecimento, o aprofundamento do conhecimento, a troca
de saberes.Por outra parte, os que forem
pouco criativos ou preguiçosos, ou ainda, estiverem apenas em busca de um
certificado, correm o risco de absorver passivamente nada mais que fragmentos
dispersos de um universo informativo no qual há de tudo. Daí o desafiante papel
do tutor ao fazer a interação subsistir
à preguiça, ao cansaço, à escassez de tempo.
A EAD funciona como possibilidade
de estabelecimento de conhecimento cognitivo interativo pelo fato de ter característica hipertextual e
pela interferência possível do conhecimento que outras pessoas construíram ou
estão construindo. Com isso, o aluno pode assumir o papel de verdadeiro gestor
dos seus processos de aprendizagem.
Conscientes de nossa atitude
positiva ou negativa diante das atitudes, das elaborações das atividades, das
dúvidas e das ausências, precisamos, como agentes de transformação, superar uma concepção demasiado técnica da
interação entre seres humanos e ambientes cognitivos artificiais.
Importante compreender que,
embora preservando uma série de aspectos típicos das linguagens acadêmicas, a
interação tutor- aluno deve adquirir versatilidade e disponibilidade
cooperativa, interfaces de parceria entre o homem e a técnica.
A construção do conhecimento, ainda que
a distância, não pode ser unilateral, de seres humanos isolados, mas de uma
vasta cooperação cognitiva compartilhada da qual participam alunos (seres
humanos) e sistemas cognitivos artificiais. Isso implica
responsabilidade, criatividade,
bom senso do tutor ao dialogar com o aluno nos momentos de interação por meio
dos feedbacks.
É possível ser sincero, ser leal,
ter firmeza, autoridade, sem magoar, depreciar, inibir, desencorajar o aluno.
Ao buscar saber os porquês das
ausências, das tarefas mal realizadas, ou mesmo as postagens realizadas sempre
às pressas, de última hora, o tutor demonstra real interesse pela pessoa, pelo
aluno. Com isso é possível adquirir a confiança e o respeito necessários para
motivá-lo a aprender.
Rosa Maria Olimpio

2 comentários:
Olá, Rosa!
Dei uma lida no seu blog também e gostei muito da forma como você colocou a interação como central no relacionamento entre tutor e aluno, como destacou a importância que essa interação tem para o processo de ensino e aprendizagem e ainda, como justificou essa importância no fato de que o tutor exerce um papel de agente de transformação. Muito bom mesmo!
Abraço,
Stella
Grata, Stella!
Seu comentário é valioso porque tem competência e sabedoria para colaborar com nossas produções.
Tenho aprendido muito com você durante o curso.
Abraço,
Rosa Maria
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