sexta-feira, 5 de julho de 2019


“Entre o sono e o sonho/entre mim e o que em mim é o que eu me suponho/
corre um rio sem fim.” (Fernando Pessoa)                                                   
Nasci em Alto-Porã, município de Pedregulho, no Estado de São Paulo. Lá do alto avistava o Rio Grande e as montanhas que ficavam do outro lado do rio. Uma paisagem magnífica que jamais saiu de meus olhos e de minha alma.
Corria o ano de 1963, estava com sete anos, quando atravessamos a ponte. Viemos para  Uberaba, Minas Gerais. Seis meses depois de nossa mudança papai faleceu.
Fui morar com uma família. Fazia pequenos serviços domésticos em troca de comida, roupa, calçados. Em 1966, estava eu com 10 anos, quando me matricularam no Grupo Escolar.
Já no primeiro dia de aula, a professora nos deu uma cartilha. Novinha. Estava encapada com papel pardo. E eu li. Li em voz alta como se estivesse lendo para o cafezal em flor, para as montanhas. Ignorei a presença da professora, dos alunos. Finalmente eu estava na escola e tinha nas mãos uma cartilha. Foi o dia mais feliz da minha infância.
Quando acabei de ler a professora levou-me para o primeiro ano “adiantado”.                  
Ao final de cada ano eu ganhava um presente por ser a primeira aluna da sala. Lembro-me apenas de um que ganhei na segunda série: Um livro que veio com dedicatória da professora Áurea Celeste. “A Cabana do Pai Tomaz”. Era a triste história de um escravo em fuga.
Concluí o ensino primário no final de 1969 com direito à solenidades de formatura. Missa, entrega de certificados e discursos políticos.
Fui oradora da turma. No meu texto fiz um breve relato sobre meu ingresso no mundo dos letrados. Lembro-me de que muito dos presentes choraram. Eu estava feliz. Só isso.
Neste momento, a lembrança desse dia dói em minha alma. Aos 13 anos, eu lia as palavras, mas não aprendera ainda a ler a vida. “Na escola primária/Ivo viu a uva/e aprendeu a ler.”
No início do ano seguinte, fui morar e trabalhar em Brasília. Era babá. Foram três anos sem ver minha família, três anos sem férias, três anos fora da escola. Lia muito. Jornais e revistas, e li ainda A moreninha, Meu pé de laranja lima, e Senhora. Escrevia cartas. Muitas cartas.
Retornei a Uberaba no final de 1973 e não cheguei a ficar um mês com a minha família.
Mudei-me para Presidente Prudente, estado de São Paulo, com outra família. Era um casal e quatro filhos. Fiz o exame de admissão. Retornei à escola. Ficamos em Prudente um ano e nos mudamos para Pariquera-Açu, cidadezinha litorânea próxima a Iguape. Perdi meu grande amor sem ao menos tê-lo namorado. Trocamos centenas de cartas. Devia tê-las guardado, porque eram belíssimos poemas. Eu lia muito.A biblioteca da casa era riquíssima e estava sempre sendo atualizada.
Em meados de 1976, retornei para Uberaba. Fui morar com uma tradicional família da cidade.
Era então dama de companhia de uma senhora acamada. Ela perdera a visão por causa da doença. Das 19 às 23 horas uma funcionária me substituía para eu ir para o colégio. Fiz o colegial no COC. Numa madrugada, a senhora percebeu que estava acordada e perguntou-me o que eu estava fazendo. Disse que estava lendo um livro. Era Grande sertão: Veredas. – Veja que lindo! – eu dissera – e li um longo trecho para ela. Depois daquele dia, tornou-se rotina eu ler para ela os romances, os poemas, indicados pelos professores. Numa fria manhã de abril ela acordou sorrindo e disse que havia sonhado comigo. Perguntei-lhe como eu era em seu sonho. Ela respondeu: – Como você é. Linda! Chorei muito. Poucas horas depois ela dormiria para não mais acordar. Nessa época eu já estava na Universidade e dava aulas no COC no turno matutino. Inúmeros questionamentos foram tornando-se relevantes, fazendo com que buscasse melhor fundamentação para reflexões que, desde o início de minha formação acadêmica, surgiam como fundamentais. Tematizava a importância da linguagem na constituição de formas de significação da existência. Como diz Foucault, “é preciso compreender um acontecimento como uma relação de forças que se inverte, um poder confiscado, um vocabulário retomado e voltado contra seus utilizadores, uma dominação que se enfraquece, se amplia e se envenena e outra que faz entrada mascarada”. O ano era 1980. Passei a trabalhar dois períodos no colégio, no período vespertino, eu era professora “eventual”.
Casei-me no início de 1981. Nesse mesmo ano nascera minha filha Sílvia Beatriz e em 1982 nasceu meu filho, Sílvio Diogo.
De 81 a 83 dividia minha vida entre a universidade e a educação dos meus filhos. Comprava muitos livros para eles, mas à noite as histórias vinham de minha memória. E eu as contava dramatizando, cantando...
Meus filhos foram o maior legado que a vida reservou para mim. Com eles e por eles aprendi a arte de viver. Foram eles que despertaram em mim o olhar atento para o grande espetáculo da vida. Aprendi a olhar e aprendi a ver além. Muito além das aparências.
Em 1986 fiz minha primeira Especialização em Língua Portuguesa. Tive a felicidade de conhecer e de aprender com Eni Orlandi, Eduardo Guimarães, Eugênio Estevam, Maria Luiza Braga, Kanavillil Rajagopalan, Silvana Mabel Serrani. Eles vieram da Unicamp para dar as aulas no Curso. Muitas leituras. Aprendizado e vivência.
Nesse mesmo ano retornei à escola como professora do Ensino Médio. Acompanharam-me Paulo Freire, Rubem Alves, Edgar Morin, Moacir Gadotti, Pedro Demo e tantos outros estudiosos, que sustentaram minha prática pedagógica. Considerando que duas características dos discursos são a dispersão e a polissemia, concebo que conceitos e teorias são fenômenos culturais, socialmente construídos e legitimados. Assim, entendo o conhecimento não como algo a ser possuído, mas algo que se constrói de modo dinâmico e processual. Sendo assim, o rigor e a avaliação na aplicação do procedimento metodológico são fenômenos da ordem da intersubjetividade e estão vinculados à possibilidade de socializar o processo interpretativo.
Minha trajetória profissional tem estado vinculada, durante esses 22 anos, na área de educação, tendo trabalhado em todos os níveis educacionais (Educação Básica e Ensino Superior – Graduação, Projetos de Pesquisa e de Extensão). Atuei com coordenadora pedagógica da área de Língua Portuguesa. Minha experiência de docência é basicamente como professora.
A segunda especialização foi em Linguística Aplicada ao ensino de Língua materna. Mais uma caminhada ao lado de grandes mestres: Doutora Ormezinda Maria Ribeiro, Aya, UnB; Dr. João Bosco e Dr Cleudemar, UFU; Dra Vânia Maria Resende, USP; Dr. Carlos Brandão e tantos outros mestres. Além desses havia Vigotsky, Sírio Possenti, Bakhtin, Barthes, Kleiman...
O trabalho de conclusão foi orientado pela professora Aya. “O texto poético em sala de aula: para além do dizível”. Artigo publicado na Revista Athos&Ethos.
O caminho profissional foi sempre partilhado com a tarefa prazerosa de ser mãe.
Em minha trajetória humana fui Gata Borralheira, Cinderela, Macabéa, Ana Moura, Clarissa, Madalena (Paulo Honório).
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Morei e trabalhei em Brasília de 2009 a 2016 atuando como Tutora da EAD e como avaliadora de redações pelo  CESPE.
Atuei como formadora do GESTAR pela UnB, Brasília. Viajava pelo Brasil levando aos educadores a crença do programa GESTAR, que é chegar aos alunos – crianças como eu fui em minha infância – o acesso ao mundo da cidadania assegurada pela aprendizagem da leitura. Leitura da palavra. Leitura do mundo
Aposentei no final de 2016, ano em que meu filho Silvio Diogo foi diagnosticado com câncer na medula. Mudei-me para Belo Horizonte para acompanhá-lo em seu tratamento.
No dia 11 de novembro de 2018 meu filho faleceu.  Retornei a Brasília e estou me reinventando na difícil arte de viver.
No fino tear do destino, estou tecendo  um final feliz para a história daquela menina que de sua mais profunda solidão atravessou o rio, as montanhas e se lançou por inteira no mundo da arte, cuja matéria prima está sempre à espera de ser lapidada: a palavra.
A poética da palavra como paixão criativa, que gesta discursos provocadores. Recordo-me de uma declaração de Friedrich Nietzsche, em seu livro Humano, demasiado humano: “Há tensão e paixão que caracterizam aqueles que arriscam deslocar-se para lugares desconhecidos, desafiam verdades prontas, movem-se em busca de conhecimentos novos, viajam pelo conhecimento. Aquele que pretende apenas em certa medida alcançar a liberdade da razão não tem durante muito tempo o direito de se sentir sobre a terra, senão como um viajante – e nem sequer como um viajante que se encaminhe para um ponto de chegada; pois este não existe. Terá em vista, isso sim, observar bem e manter os olhos abertos para tudo o que realmente se passa no mundo; [...] é necessário que nele haja sempre algo de viajante, cujo prazer reside na mudança e na passagem”.
Acrescento minha experiência pessoal ao comentário de Nietzsche, com a poesia existencial de Clarice Lispector, e encerro o meu relato.
“Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.”



segunda-feira, 3 de junho de 2019

O amor por mim mesma

O sonho 
Picasso tinha 50 anos de idade e mantinha um relacionamento com Marie-Thérèse Walter,sua amante de  22 anos, quando criou essa obra de arte.
Chegou o mês dos namorados. As vitrines já se encheram de corações. O amor custa caro. Qual o valor de alguém especial em nossa vida? Não há como mensurar. Ele vale um diamante.Eterno.Pode custar um sacrifício.
Aprendi, indo ao encontro de mim, o quanto é bom estar só.Uma solidão que me completa, que me faz feliz. Aprendi a me amar.É isso. Isso não tem preço. 
Decidi:Vou escrever mais sobre "isso".

domingo, 10 de março de 2019

Silvio Diogo Lourenço dos Santos- 4 meses sem meu filho-



Silvio Diogo Lourenço dos Santos

 Diogo.

Nascimento: 16/12/1982

Falecimento: 11/11/ 2018 





Somente os amigos que se comunicavam com Diogo assiduamente sabiam da doença, do tratamento e da energia sublime que fluía em seus olhos e em suas palavras, dando a cada um de nós a certeza de que a morte não o alcançaria. Afinal um ser humano como ele é eterno.



Silvio Diogo havia passado a virada do ano comigo em Brasília. Há anos isso não acontecia porque nós dois sempre estávamos no trabalho na última semana do ano, pois optávamos por passar o natal em família aqui em Uberaba.
Ele estava tão bem. Saudável. Feliz e cheio de planos para aquele ano de 2016.
Em março recebi um telefonema dele na manhã de uma terça-feira e ele se queixava de uma dor na perna.
Dor a que ele atribuía ao exaustivo evento que ele coordenava, e que havia se encerrado no sábado anterior. Era a “Semana ENVOLVER”, projeto da UFVJM (Universidade Federal dos Vales Jequitinhonha e Mucuri) em Diamantina.
Disse que havia procurado a fisioterapeuta e ela o aconselhou a procurar o ortopedista, porque a dor não era muscular.
Ele disse que já havia feito uma tomografia e o médico  o encaminhara para um oncologista ortopédico em Belo Horizonte.
Como era de costume, ele se mostrava sereno e disposto a enfrentar o que viesse.
Pediu-me que não comentasse com ninguém até que saísse os resultados finais dos exames.
Fiquei apreensiva, coração apertado e iniciei um diálogo interminável com Deus suplicando saúde para meu filho.
Ia todos os dias à FEB (Federação Espírita Brasileira, que ficava há alguns quarteirões da UnB. Lá eu podia desabafar, falar da minha dor e receber o acolhimento dos amigos.
No início do mês de maio, Silvio Diogo já receberia o resultado da biópsia e eu viajei para Belo Horizonte para ir com ele ao médico.
O diagnóstico indicava um tumor cancerígeno na bacia.
O ortopedista o encaminhou para Dra. Ana Alice, médica oncologista que prescreveu 35 sessões de radioterapia.
Hospedamos-nos em um Hostel no Bairro Santa Teresa e eu o acompanhei durante todo o tratamento.
Sempre sorrindo, brincando com os médicos e enfermeiros, cativava a todos.
No mês de outubro foi liberado para retornar ao trabalho na UFVJM. Estava feliz e bem disposto. Retornei ao trabalho, em Brasília.
No final de 2016 fui para Rondonópolis acompanhar minha filha, Sílvia Beatriz, que se submeteu a uma pequena cirurgia.
Silvio Diogo passou o natal com a filha, Joana, em Belo Horizonte e a passagem de ano em São Paulo, com amigos.
Falava sempre com ele, e o visitara muitas vezes em Diamantina.
Era final de março, certa tarde, ele me ligou sentindo muita dor. Combinamos de nos encontrar na manhã seguinte em Belo Horizonte. Diogo estava no Rio de Janeiro celebrando o aniversário de seis anos da filha Joana, naquele 28 de março.

Nos encontramos, em Belo Horizonte, na manhã seguinte e nos hospedamos no Hostel em Santa Teresa. A consulta foi marcada para o dia 30 de março.
Dra. Ana Alice solicitou novos exames e foi então diagnosticado Mieloma Múltiplo, um câncer agressivo na medula.
Dia 03 de abril eu o levei ao hospital com dores horríveis nas pernas e ali antes de internar, ele perdeu os movimentos da cintura para baixo.
Ele foi operado, dia 05/04, para fazer uma descompressão medular. A cirurgia devolveu-lhe parte dos movimentos, mas as pernas continuavam inertes e sem sensibilidade. Nessa mesma cirurgia deveria ter sido feita a artrodese, colocação de pinos de titânio para firmar os ossos da coluna, contudo, houve início de hemorragia e o procedimento foi adiado.

Na semana seguinte, 12/04, foi realizada a segunda cirurgia. Foram 47 dias de internação. Meses de fisioterapia. Oito meses de cadeira de rodas. Depois o andador, a bengala e, finalmente, caminhando com desenvoltura.
A cirurgia abriu uma ferida profunda na cicatriz. Ferida que não chegou a fechar totalmente, o que restringia a vida social de Diogo.
Durante o tratamento Silvio Diogo fez a tradução do livro de Maria Zambrano, Clareiras Del Bosque, que foi encaminhado às editoras para publicação, mas ainda não foi publicado.
Concluiu o terceiro livro de poemas intitulado “Cambalhota” que foi publicado pela Arte Desemboque Casa Editorial. Foram feitos lançamentos em Diamantina e em Belo Horizonte.
Semanalmente, fazia a leitura de poemas de autores consagrados ou amigos e publicava no seu Blog Desenhares, sempre aos domingos.
Silvio Diogo tem uma coleção de vinis que sempre foi o xodó e que ele ouvia diariamente e se deleitava com as letras e as melodias. A arte primorosa das capas era encantamento à parte.
Somente os amigos que se comunicavam com Diogo assiduamente sabiam da doença, do tratamento e da energia sublime que fluía em seus olhos e em suas palavras, dando a cada um de nós a certeza de que a morte não o alcançaria. Afinal um ser humano como ele é eterno.
A partir de fevereiro de 2018, Diogo iniciou preparação para prestar exame de seleção para o mestrado da UFMG. Adquiriu toda a bibliografia, estudou, fez a inscrição.
No dia 22 de outubro sentiu um mal estar e o levei ao hospital, estava com anemia. Foi internado. Pediu-me que não comunicasse o fato com ninguém.
-” Daqui a dois dias estarei em casa, não vamos alarmar as pessoas.”
Um exame de ultrassonografia acusou dois enormes tumores no fígado e orientado pela médica, estava à espera de uma biópsia.
Diogo hospitalizado levantava cedo, tomava o banho, se arrumava, sentava-se na poltrona e lia em voz alta (seu jeito de estudar) os livros que o preparavam para a prova de mestrado que seria realizada no dia 30 de outubro.
Dormia bem, se alimentava bem, sorria, brincava.
Embora soubesse da gravidade de seu quadro clínico, solicitou à médica que o liberasse para fazer os exames para o mestrado. Ficou extremamente abatido com a recusa dela.

Diogo pensava somente na vida, e queria seguir seus projetos.

Às vésperas do dia 02 de novembro, iniciou com todos os funcionários do hospital, um mirabolante plano de fuga para não passar no hospital, o feriado. Eram risos e brincadeiras que anunciavam vida, amor e brilho do além tempo.
Naquela segunda-feira, 04/11, Diogo acordou abatido e com a saturação muito baixa. Sílvio, o pai, chegou por volta de 11 horas trazendo o notebook para que ele pudesse pagar as contas e transferir a pensão de Joana. Ele fez essas tarefas e fez algumas postagens no facebook  e dialogou com amigos no whatsap.

Naquele noite não dormimos. Ele sentava-se na cama conversava comigo. Por volta de três horas, daquele dia 05/11, a enfermeira colocou o oxigênio. O médico veio e depois de examiná-lo chamou-me e perguntou se eu sabia da gravidade do quadro de saúde de Diogo. Respondi afirmativamente, em lágrimas e ele disse que estava levando-o para o CTI para entubá-lo e amenizar o sofrimento dele e que ele não regressaria. 
Liguei para Alcione e Ronaldo, meus amigos espíritas que iam semanalmente em nossa casa para o evangelho no lar, para que viessem fazer uma prece pelo meu filho antes que o levassem.
O enfermeiro chegou uns 30 minutos depois e pedi que ele esperasse a chegada de meus amigos que estavam a caminho.
Diogo olhou-me e disse:
 “–Deixa eu  ir, mãe!  Eu preciso ir”. Olhei-o com um sorriso e disse: vai meu filho. Deus o abençoe.
Acompanhei-o sorridente até o elevador. Assim que as portas do elevador se fecharam desabei num choro silencioso e compulsivo. Meus amigos me encontraram assim, me abraçaram e choraram comigo.
Comuniquei com os amigos e familiares que se assustaram pois a maioria dos amigos sequer sabiam que Diogo lutava contra o câncer.
A recepção do Hospital Belo Horizonte se tornou uma sala de visitas que estava sempre lotada de amigos que vieram de todos os cantos do país. Minha filha Silvia chegou com a minha sobrinha Paula Maria, viajaram de carro de Rondonópolis a BH. Minhas irmãs Lenice e Maria do Pilar chegaram de Uberaba, a filha do Diogo, Joana, de 7 anos,  a mãe dela Themis, se juntaram a nós. A visita ao CTI foi liberada  e de terça a sábado foi feita uma vigília com orações, leitura de poemas pelos amigos e familiares. Sem contar os desenhos e as emocionantes cartinhas de Joana para o pai.
A 1 hora e 40 minutos do domingo dia 11 de novembro de 2018, Diogo faleceu.
Às três horas o amigo médium Ivani, enviou-me a seguinte mensagem pelo celular:
“- Estamos em atendimento ao Sílvio neste momento. Oração e fé. Ele está na espiritualidade”.
Ivani não havia sido informado do falecimento de Silvio Diogo. Para mim, que sou espírita, foi um alento, uma certeza de a vida não acaba com a morte. Ele não está morto. Mudou de casa.
Assim que amanheceu o dia ligamos para os amigos e familiares e comunicamos o falecimento de meu filho e anunciamos o velório de 10 minutos na Funerária de Belo Horizonte. O evento acabou  durando mais de uma hora. Amigos cantaram, declamaram poemas e fizeram orações para Diogo numa cerimônia linda e cheia de poesia, de dor e de amor.
Trouxemos o corpo para ser velado em Uberaba, Funerária LIV, centenas de amigos e parentes muito emocionados foram nos abraçar e falar sobre o amor pelo meu filho. Diogo era um ser humano doce e forte que tinha tempo marcado para viver entre nós.
Trouxe com ele sua doçura, sua bondade, sua sabedoria, sua beleza e sua luz esplêndida.
Diogo marcou com suas palavras, seu olhar, seus gestos cada pessoa que cruzou o seu caminho.
Diogo levou com ele o amor que semeou por aqui entre risos e lágrimas, poemas e canções, ternura e mansidão.

Diogo, meu filho, levo comigo a doce certeza de que há entre nós apenas um fino véu que cobre a nossa visão, você vive em minha mente e em meu coração.


quinta-feira, 7 de março de 2019

Preces A Luz e Energia da Paz - A Luz do Espiritismo





Pai nosso que estás no céu,

e em toda parte estás manifesto,

meu coração canta a alegria

de sentir-Te aqui juntinho de mim.

Gratidão.

Rosa Maria Olimpio março de 2019 em Belo Horizonte

 2019 "Basta-me um pequeno gesto, feito de longe e de leve, para que venhas comigo e eu para sempre te leve…" Cecília Meireles