sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Educação Básica



UnB discute documento que irá orientar currículo da Educação Básica.
A comunidade acadêmica da Universidade de Brasília (UnB) pode contribuir com a construção do documento que irá orientar o currículo da Educação Básica no país. As discussões do encontro (NC) ocorrem nos dias 3 e 4 de dezembro, no Bloco de Salas de Aula Norte.


A BNC contempla os conteúdos fundamentais que precisam ser ensinados nas quatro áreas de conhecimento (Matemática; Linguagens; Ciências da Natureza e Ciências Humanas). O documento servirá como base para a elaboração dos currículos das mais de 190 mil escolas de Educação Básica, públicas e privadas.
De acordo com o professor Ricardo Gauche, coordenador de Integração das Licenciaturas do Decanato de Ensino de Graduação (DEG), a discussão é crucial para todos os cursos da UnB, não apenas para as licenciaturas. "Estará em debate o futuro da dinâmica de todas as escolas do país, de onde vêm os alunos que cursarão o Ensino Superior. Esperamos que a participação seja intensa", afirma.
Para subsidiar as discussões, Gauche destaca a necessidade da leitura prévia dos documentos disponíveis no Portal da BNC.
Organizado pelo Decanato de Ensino de Graduação e pelo Decanato de Extensão da UnB, o encontro contará com a presença do secretário de Educação Básica, Manuel Palácios da Cunha e Melo


quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Ensino-Aprendizagem : um método que deu certo.

Metodologia de ensino recebe prêmio nacional



Prêmio Santander Universidades reconhece técnica que propõe aprendizagem ativa e colaboração entre os estudantes. Alunos apresentaram melhora significativa de desempenho

A metodologia de ensino Trezentos: aprendizagem ativa e colaborativa, criada pelo professor Ricardo Fragelli, da Faculdade UnB Gama (FGA), conquistou o primeiro lugar na edição 2015 doPrêmio Guia do Estudante/Santander Universidades. A técnica, que busca incentivar a colaboração entre os estudantes, foi vencedora na categoria Apoio ao aluno. A UnB também foi premiada na cerimônia, realizada no último dia 19, em São Paulo.
Criada em 2013, a metodologia foi inspirada no filme Trezentos, no qual um pequeno grupo de soldados espartanos ganha batalhas de exércitos mais numerosos. A técnica utilizada na disciplina Cálculo 1, em turmas de mais de 100 alunos, conseguiu reduzir o índice de reprovação na matéria de 50% para 5%, além de minimizar fatores que causam mal desempenho nas avaliações, como ansiedade e nervosismo.
“Ao participar do Trezentos, notamos que é mais vantajoso unirmos esforços, pois os resultados serão muito melhores que o individual”, relata Fragelli. O projeto superou outras 2.848 propostas inscritas noPrêmio Guia do Estudante.
METODOLOGIA - Após a realização de uma prova na disciplinaCálculo 1, a turma é dividida em grupos de estudos, que mesclam estudantes com boas e más notas. Em cada equipe, é escolhido um líder, geralmente o aluno de melhor nota, com objetivo de dar apoio para os estudantes com baixo rendimento, oferecendo nova oportunidade de avaliação.
Aqueles que tiveram notas baixas têm o direito de refazer o teste, enquanto os estudantes com bom desempenho recebem acréscimo na nota de acordo com a melhora dos demais integrantes do grupo.
Izabela Cardoso/ Rei da Derivada
Ricardo Fragelli recebeu oito prêmios nacionais na área de educação
O graduando Erick Fagundes, de Engenharia Eletrônica, destaca que a metodologia funciona. Para ele, o aluno tem uma visão do conteúdo diferente da ministrada pelo professor e, desse modo, pode ensinar aos colegas macetes e outras formas de assimilar a matéria. “Incrível é ver que mesmo pessoas que já saíram da disciplina continuam formando grupos, se ajudando para estudar. A turma toda sai ganhando”, relata.
CARREIRA - Fragelli explica que sempre foi adepto de métodos que estimulam a aprendizagem ativa dos estudantes, fugindo do modelo tradicional de aula. “A ideia é motivar, incentivar a criticidade e a participação”.
Em sua trajetória acadêmica, o docente recebeu oito prêmios nacionais relacionados à educação. Fragelli realiza palestras pelo Brasil sobre a metodologia, adotada também por outros professores da UnB e de outras instituições. O professor também é responsável pelas iniciativas Rei da Derivada e Summaê , métodos que surgiram na sala de aula e hoje viraram grandes eventos.
Izabela Cardoso/ Rei da Derivada
10º Rei da Derivada UnB, um dos projetos para estimular aprendizado 
No último dia 19, Fragelli recebeu o Prêmio Excelência e Qualidade Brasil 2015, promovido pela Associação Brasileira de Liderança. A condecoração o reconhece como profissional do ano e destaque nacional, após indicação e análise de currículo por comissão julgadora. “Foi uma grande surpresa e felicidade”, comemora.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Educação: o papel de cada um.






Os pais não podem simplesmente terceirizar para as escolas a responsabilidade de educarem os seus filhos

Quando se pergunta à população brasileira, em uma pesquisa de opinião, qual seria o problema fundamental do Brasil, a maioria indica a precariedade da educação. Os entrevistados costumam apontar que o sistema educacional brasileiro não é capaz de preparar os jovens para a compreensão de textos simples, elaboração de cálculos aritméticos de operações básicas, conhecimento elementar de física e química, e outros fornecidos pelas escolas fundamentais.


Esses conhecimentos são testados em pesquisas internacionais como o PISA (Programme for International Student Assessment) da OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico e coordenado no Brasil pelo INEP - Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira.
No PISA os países asiáticos estão apresentando os melhores resultados, possivelmente diante do valor atribuído à educação por influência de nomes como o filósofo Confúcio, que não se restringe ao conhecimento formal, enquanto o Brasil não apresenta resultados satisfatórios.
Certa vez, participava de uma reunião de pais e professores em uma escola privada brasileira de destaque e notei que muitos pais expressavam o desejo de ter bons professores, salas de aula com poucos alunos, mas não se sentiam responsáveis para participarem ativamente das atividades educacionais, inclusive custeando os seus serviços. Se os pais não conseguiam entender que esta aritmética não fecha e que a sua aspiração estaria no campo do milagre, parece difícil que consigam transmitir aos seus filhos o mínimo de educação.
Para eles, a educação dos filhos não se baseia no aprendizado dos exemplos dados pelos pais.
Que esta educação seja prioritária e ajude a resolver os outros problemas de uma sociedade como a brasileira parece lógico. No entanto, não se pode pensar que a sua deficiência depende somente das autoridades. Ela começa com os próprios pais, que não podem simplesmente terceirizar esta responsabilidade.
Para que haja uma mudança neste quadro é preciso que a sociedade como um todo esteja convencida que todos precisam contribuir para tanto, inclusive elegendo representantes que partilhem desta convicção e não estejam pensando somente nos seus benefícios pessoais.
Sobre a educação formal, aquela que pode ser conseguida nos muitos cursos que estão se tornando disponíveis no Brasil, nota-se que muitos estão se convencendo que eles ajudam na sua ascensão social, mesmo sendo precários. O número daqueles que trabalham para obter o seu sustento e ajudar a sua família, e ao mesmo tempo se dispõe a fazer um sacrifício adicional frequentando cursos até noturnos, parece estar aumentando.
A demanda por cursos técnicos que elevam suas habilidades para o bom exercício da profissão está em alta. É tratada como prioridade tanto no governo como em instituições representativas das empresas. O mercado observa a carência de pessoal qualificado para elevar a eficiência do trabalho.
Muitos reconhecem que o Brasil é um dos países emergentes que estão melhorando, a duras penas, a sua distribuição de renda. Mas, para que este processo de melhoria do bem estar da população seja sustentável, há que se conseguir um aumento da produtividade do trabalho, que permita também o aumento da parcela da renda destinada à poupança, que vai sustentar os investimentos indispensáveis.
A população que deseja melhores serviços das autoridades precisa ter a consciência de que uma boa educação, não necessariamente formal, é fundamental para atender melhor as suas aspirações.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

FUP: Faculdade UnB Planaltina e suas conquistas.






Um campus com fome de quê?
Marcelo Bizerril


Nesta semana serão inaugurados, oficialmente, o Restaurante Universitário (RU), o Módulo de Apoio e Serviços Comunitários (MASC) e a Unidade de Pesquisa e Pós-graduação da Faculdade UnB Planaltina (FUP), o campus da UnB em Planaltina. Estruturas há muito projetadas e ansiosamente aguardadas pela comunidade "fupiana". Não restam dúvidas de que elas fizeram falta nesses 9 anos de vida do campus, mas o que importa é que chegaram e, aqui, cumprimento a reitoria da UnB pela sua inauguração.
Interessante notar que, apesar do inegável conforto que os novos prédios trarão ao campus, a FUP não esperou sua chegada para avançar no cumprimento da sua missão. O prédio de pesquisa chega à FUP quando o campus já conta com uma pós-graduação estruturada em quatro cursos de Mestrado e um Doutorado, sem falar dos cursos de Especialização e da presença significativa de professores da FUP, como docentes ou coordenadores, em programas de pós-graduação nos demais campi. Os grupos de pesquisa do campus e a produção individual de seus pesquisadores têm respeitável repercussão nas esferas regional, nacional e também internacional, como atestam a frequência de pesquisadores estrangeiros em visita à FUP e a presença de nossos professores no exterior.
Com o RU, em funcionamento desde agosto, não foi diferente. A sua ausência nesses anos não foi obstáculo para impedir o funcionamento de cinco cursos de graduação, nos turnos diurno, noturno e integral, como é o caso da Licenciatura em Educação do Campo, ofertada em regime de alternância, e que fornece alojamento e alimentação aos estudantes nos períodos de Tempo Escola. Criatividade, compromisso e muito trabalho possibilitaram a oferta regular desses cursos que já formaram mais de 500 egressos nos últimos anos. Para lidar com esses desafios, foi construído no campus um confortável alojamento com capacidade para 70 pessoas, que hoje também apoia cursos de pós-graduação em regime de alternância.
Ainda que os prédios sejam essenciais, não podem ser vistos como o principal elemento de uma universidade. Assim, nesses anos, a FUP construiu sua forma de organização e sua identidade. O campus busca o diálogo com a sociedade por meio de seu Conselho Comunitário e dos diversos programas e projetos de extensão, que são uma marca da FUP. Também tem sido buscada a construção de uma identidade que para além do óbvio tripé ensino-pesquisa-extensão, caracterize a necessária reflexão que as universidades públicas devem fazer continuamente sobre sua própria existência e missão, a fim de identificar novas responsabilidades e formas de responder às demandas do mundo contemporâneo. Esse pensamento é expresso na seguinte provocação que Darcy Ribeiro nos apresenta no livro Universidade pra quê?: "Uma universidade que não tem um plano de si mesma, carente de sua própria ideia utópica de como quer crescer, sem a liberdade e a coragem de se discutir amplamente, sem um ideal mais alto, uma destinação que busque com clareza, só por isso está debilitada e se torna incapaz de viver seu destino".
Uma resposta dada pelo campus de Planaltina foi a elaboração, de modo participativo, do seu Projeto Político Pedagógico Institucional, com o propósito de inspirar o cotidiano do campus e orientar sua expansão. Mas o campus não pode se conformar com o documento feito. Necessita vivenciá-lo para fazer valer o que está escrito.
Com os olhos voltados ao futuro, fica a pergunta: agora que tem um RU e um espaço específico para a pesquisa, a FUP tem fome de quê? Para onde pretende seguir?
É sabido que é preciso alimentar o corpo, mas também a mente e o espírito. Os novos prédios ajudarão a matar a fome do corpo e da mente. Já o espírito ficará por conta do convívio cotidiano, das relações interpessoais e da universidade com a sociedade, da reflexão sobre a sua missão a ser posta em prática. Aqui cabem os cumprimentos aos diretores da FUP, professores Luis Antônio Pasquetti e Elizabeth Costa, por representarem esse comprometimento sincero com a universidade pública. Que o espírito a seguir iluminando a trajetória da FUP seja o de colocar a ciência e a educação a serviço da transformação da sociedade para melhor, com mais justiça e fraternidade, sempre respeitando as diferenças e fazendo da complexidade e divergência de ideias uma possibilidade de exercício da democracia.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

ADELE


    Adele
    Cantora-compositora
    Disponível em
    Adele Laurie Blue Adkins, mais conhecida como Adele, é uma cantora, compositora e multi-instrumentista britânica nascida em Tottenham, Londres e criada no sul da cidade. 
    Nascimento: 5 de maio de 1988 (27 anos), Tottenham, Londres, Reino Unido
    Companheiro: Simon Konecki (desde 2011)

Pai Nosso (oração)








"Pai nosso, que estás nas flores, no canto dos pássaros, no coração a pulsar; que estás na compaixão, na caridade, na paciência e no gesto de perdão.
Pai nosso, que estás em mim, que estás naquele que eu amo, naquele que me fere, naquele que busca a verdade. Pai nosso, que estás naquele que caminha comigo e naquele que já partiu, deixando-me a alma ferida pela saudade.
Santificado seja o Teu nome por tudo o que é belo, bom, justo e gracioso, por toda a harmonia da Criação. Sejas santificado por minha vida, pelas oportunidades tantas, por aquilo que sou, tenho e sinto e por me conduzir à perfeição.
Venha a nós o Teu reino de paz e justiça, fé e caridade, luz e amor. Reino que sou convocado a construir através da mansidão de espírito, reflexo da grandeza interior.
Seja feita a Tua vontade, ainda que minhas rogativas prezem mais o meu orgulho do que as minhas reais necessidades.
Ainda que muitas vezes eu não compreenda mais do que o silêncio em resposta às minhas preces, não te ouvindo assim dizer: Filho aguarda, tua é toda a eternidade.
O pão nosso de cada dia me dá hoje e que eu possa dividi-lo com meu irmão. As condições materiais que ora tenho de nada servem se não me lembro de quem vive na aflição.
Pão do corpo, pão da alma, pão que é vida, verdade e luz. Pão que vem trazer alento e alegria: é o Evangelho de Jesus.
Perdoa as minhas ofensas, os meus erros, as minhas faltas. Perdoa quando se torna frio meu coração; quando permito que o mal se exteriorize na forma de agressão.
Que, mais do que falar, eu saiba ouvir. Que, ao invés de julgar, eu busque acolher. Que, não cultivando a violência, eu semeie a paz. Que, dizendo não às exigências em demasia, possa a todos agradecer.
Perdoa-me, assim como eu perdoar àqueles que me ofenderem, mesmo quando meu coração esteja ferido pelas amarguras e dissabores da ingratidão.
Possa eu, Senhor da Vida, lembrar de que nenhuma mágoa é eterna e de que o único caminho que me torna sublime é a humilde estrada da reconciliação.
Não me deixes cair nas tentações dos erros, vícios e egoísmo, que me tornam escravo de minha malevolência.
Antes, que Tua luz esteja sobre mim, iluminando-me, para que eu te encontre dentro de minha alma, como parte que és de minha essência.
E livra-me de todo o mal, de toda violência, de todo infortúnio, de toda enfermidade. Livra-me de toda dor, de toda mágoa e de toda desilusão.
Mas ainda assim, quando tais dificuldades se fizerem necessárias, que eu tenha força e coragem de dizer: Obrigado, Pai, por mais esta lição!"

Rosa Maria Olimpio março de 2019 em Belo Horizonte

 2019 "Basta-me um pequeno gesto, feito de longe e de leve, para que venhas comigo e eu para sempre te leve…" Cecília Meireles