quinta-feira, 19 de novembro de 2015

FUP: Faculdade UnB Planaltina e suas conquistas.






Um campus com fome de quê?
Marcelo Bizerril


Nesta semana serão inaugurados, oficialmente, o Restaurante Universitário (RU), o Módulo de Apoio e Serviços Comunitários (MASC) e a Unidade de Pesquisa e Pós-graduação da Faculdade UnB Planaltina (FUP), o campus da UnB em Planaltina. Estruturas há muito projetadas e ansiosamente aguardadas pela comunidade "fupiana". Não restam dúvidas de que elas fizeram falta nesses 9 anos de vida do campus, mas o que importa é que chegaram e, aqui, cumprimento a reitoria da UnB pela sua inauguração.
Interessante notar que, apesar do inegável conforto que os novos prédios trarão ao campus, a FUP não esperou sua chegada para avançar no cumprimento da sua missão. O prédio de pesquisa chega à FUP quando o campus já conta com uma pós-graduação estruturada em quatro cursos de Mestrado e um Doutorado, sem falar dos cursos de Especialização e da presença significativa de professores da FUP, como docentes ou coordenadores, em programas de pós-graduação nos demais campi. Os grupos de pesquisa do campus e a produção individual de seus pesquisadores têm respeitável repercussão nas esferas regional, nacional e também internacional, como atestam a frequência de pesquisadores estrangeiros em visita à FUP e a presença de nossos professores no exterior.
Com o RU, em funcionamento desde agosto, não foi diferente. A sua ausência nesses anos não foi obstáculo para impedir o funcionamento de cinco cursos de graduação, nos turnos diurno, noturno e integral, como é o caso da Licenciatura em Educação do Campo, ofertada em regime de alternância, e que fornece alojamento e alimentação aos estudantes nos períodos de Tempo Escola. Criatividade, compromisso e muito trabalho possibilitaram a oferta regular desses cursos que já formaram mais de 500 egressos nos últimos anos. Para lidar com esses desafios, foi construído no campus um confortável alojamento com capacidade para 70 pessoas, que hoje também apoia cursos de pós-graduação em regime de alternância.
Ainda que os prédios sejam essenciais, não podem ser vistos como o principal elemento de uma universidade. Assim, nesses anos, a FUP construiu sua forma de organização e sua identidade. O campus busca o diálogo com a sociedade por meio de seu Conselho Comunitário e dos diversos programas e projetos de extensão, que são uma marca da FUP. Também tem sido buscada a construção de uma identidade que para além do óbvio tripé ensino-pesquisa-extensão, caracterize a necessária reflexão que as universidades públicas devem fazer continuamente sobre sua própria existência e missão, a fim de identificar novas responsabilidades e formas de responder às demandas do mundo contemporâneo. Esse pensamento é expresso na seguinte provocação que Darcy Ribeiro nos apresenta no livro Universidade pra quê?: "Uma universidade que não tem um plano de si mesma, carente de sua própria ideia utópica de como quer crescer, sem a liberdade e a coragem de se discutir amplamente, sem um ideal mais alto, uma destinação que busque com clareza, só por isso está debilitada e se torna incapaz de viver seu destino".
Uma resposta dada pelo campus de Planaltina foi a elaboração, de modo participativo, do seu Projeto Político Pedagógico Institucional, com o propósito de inspirar o cotidiano do campus e orientar sua expansão. Mas o campus não pode se conformar com o documento feito. Necessita vivenciá-lo para fazer valer o que está escrito.
Com os olhos voltados ao futuro, fica a pergunta: agora que tem um RU e um espaço específico para a pesquisa, a FUP tem fome de quê? Para onde pretende seguir?
É sabido que é preciso alimentar o corpo, mas também a mente e o espírito. Os novos prédios ajudarão a matar a fome do corpo e da mente. Já o espírito ficará por conta do convívio cotidiano, das relações interpessoais e da universidade com a sociedade, da reflexão sobre a sua missão a ser posta em prática. Aqui cabem os cumprimentos aos diretores da FUP, professores Luis Antônio Pasquetti e Elizabeth Costa, por representarem esse comprometimento sincero com a universidade pública. Que o espírito a seguir iluminando a trajetória da FUP seja o de colocar a ciência e a educação a serviço da transformação da sociedade para melhor, com mais justiça e fraternidade, sempre respeitando as diferenças e fazendo da complexidade e divergência de ideias uma possibilidade de exercício da democracia.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

ADELE


    Adele
    Cantora-compositora
    Disponível em
    Adele Laurie Blue Adkins, mais conhecida como Adele, é uma cantora, compositora e multi-instrumentista britânica nascida em Tottenham, Londres e criada no sul da cidade. 
    Nascimento: 5 de maio de 1988 (27 anos), Tottenham, Londres, Reino Unido
    Companheiro: Simon Konecki (desde 2011)

Pai Nosso (oração)








"Pai nosso, que estás nas flores, no canto dos pássaros, no coração a pulsar; que estás na compaixão, na caridade, na paciência e no gesto de perdão.
Pai nosso, que estás em mim, que estás naquele que eu amo, naquele que me fere, naquele que busca a verdade. Pai nosso, que estás naquele que caminha comigo e naquele que já partiu, deixando-me a alma ferida pela saudade.
Santificado seja o Teu nome por tudo o que é belo, bom, justo e gracioso, por toda a harmonia da Criação. Sejas santificado por minha vida, pelas oportunidades tantas, por aquilo que sou, tenho e sinto e por me conduzir à perfeição.
Venha a nós o Teu reino de paz e justiça, fé e caridade, luz e amor. Reino que sou convocado a construir através da mansidão de espírito, reflexo da grandeza interior.
Seja feita a Tua vontade, ainda que minhas rogativas prezem mais o meu orgulho do que as minhas reais necessidades.
Ainda que muitas vezes eu não compreenda mais do que o silêncio em resposta às minhas preces, não te ouvindo assim dizer: Filho aguarda, tua é toda a eternidade.
O pão nosso de cada dia me dá hoje e que eu possa dividi-lo com meu irmão. As condições materiais que ora tenho de nada servem se não me lembro de quem vive na aflição.
Pão do corpo, pão da alma, pão que é vida, verdade e luz. Pão que vem trazer alento e alegria: é o Evangelho de Jesus.
Perdoa as minhas ofensas, os meus erros, as minhas faltas. Perdoa quando se torna frio meu coração; quando permito que o mal se exteriorize na forma de agressão.
Que, mais do que falar, eu saiba ouvir. Que, ao invés de julgar, eu busque acolher. Que, não cultivando a violência, eu semeie a paz. Que, dizendo não às exigências em demasia, possa a todos agradecer.
Perdoa-me, assim como eu perdoar àqueles que me ofenderem, mesmo quando meu coração esteja ferido pelas amarguras e dissabores da ingratidão.
Possa eu, Senhor da Vida, lembrar de que nenhuma mágoa é eterna e de que o único caminho que me torna sublime é a humilde estrada da reconciliação.
Não me deixes cair nas tentações dos erros, vícios e egoísmo, que me tornam escravo de minha malevolência.
Antes, que Tua luz esteja sobre mim, iluminando-me, para que eu te encontre dentro de minha alma, como parte que és de minha essência.
E livra-me de todo o mal, de toda violência, de todo infortúnio, de toda enfermidade. Livra-me de toda dor, de toda mágoa e de toda desilusão.
Mas ainda assim, quando tais dificuldades se fizerem necessárias, que eu tenha força e coragem de dizer: Obrigado, Pai, por mais esta lição!"

domingo, 15 de novembro de 2015

Mariana e mineiros choro com vocês.




Meus queridos conterrâneos mineiros,quisera eu estar aí com vocês todos nessa hora dolorosa. Sofro e choro. As palavras não saem. Tudo o que vi nas imagens me tem machucado todo o tempo. Ponho-me no lugar de cada morador, de cada núcleo familiar. Abraço-os todos e só consigo trégua na dor ,quando dobro meus joelhos e entrego ao Pai todo esse terrível desastre e todas as perdas, principalmente as das vidas preciosas.  Busco consolo então no colo suave na prece e seguro a mão de todos vocês que choram comigo. 

Mariana-Rio Doce-Paris-



sábado, 14 de novembro de 2015

Rio Doce

De um morador de Governador Valadares:

" Infelizmente, o BRASIL ainda não sabe o que está acontecendo aqui em Minas Gerais. Os veículos de "des-informação" continuam omitindo fatos e números importante para amenizar a tragédia. Sugiro que aqueles que tem amigos virtuais em outras cidades, estados e países, informem melhor e alertem o Brasil de que são centenas de milhares de pessoas afetadas pelo fato. Toda a economia dos municípios está comprometida. As escolas suspenderam as aulas, a agricultura está comprometida, porque não tem chuva, o comercio já quase parou, pois não tem água, nem para os banheiros; bares e restaurantes estão adotando material descartável para servirem, mas não existem panelas descartáveis e essas precisam ser lavadas.A construção civil também foi afetada; não há água para o banho das pessoas. Hospitais e asilos, presídios e serviços essenciais estão sendo abastecidos por caminhões pipa, que precisam ir a outros municípios para se abastecerem de água, o que está onerando os cofres públicos com o alto consumo de combustível - isso quando conseguem passar pelas estradas bloqueadas pela manifestação de caminhoneiros.


O Rio Doce, um dos MAIORES DO BRASIL, está morto! As populações, desde Mariana-MG até Linhares-ES (e depois no Oceano Atlântico) estão sofrendo as consequências do que talvez seja a maior tragédia ambiental, ecológica, econômica, hídrica, já ocorrida no pais. E as consequências serão sentidas por muitas décadas. Somente em Governador Valadares são 260 mil pessoas afetadas. Alguém já imaginou uma cidade de 260 mil pessoas totalmente sem água? E o pior: a água está correndo no Rio Doce, mas completamente envenenada por arsênico, mercúrio e outros metais.
Todos - eu disse todos - os peixes morreram envenenados e já se pode sentir o "cheiro" a km de distância. Esse é o quadro que o BRASIL precisa saber. Divulguem para que outras tragédias possam ser evitadas. Talvez a próxima seja a dos lixões, ou das enormes pastagens que avançam derrubando as florestas, ou quem sabe, as imensas lavouras de soja??? Informem, manifestem a indignação pacífica, sem revolta ou violência. Chega de violência contra povo Brasileiro, menos ganância, é o que precisamos. Obrigado por me ler! É apenas o desabafo de um Valadarense, mineiro, brasileiro e ... ser humano."

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

SEXTA-FEIRA 13

A fama da sexta-feira 13 trazer azar apavora muitas pessoas - sim, quem é supersticioso e acredita, teme por esse dia. Já há quem ache que é um dia como outro qualquer, assim como há os simpatizantes e que acreditam que ela traga sorte e não azar e infortúnio.
 Essa data é cheia de lendas e crendices, que fizeram com que até o cinema se rendesse e se beneficiasse dessa data, tornando-as mais assustadora e de certa forma, a imortalizando por meio de Jason Voorhees, o queridinho De acordo com o professor, o surgimento da lenda está difundido em diversas culturas pelo mundo todo. Ele conta que uma das explicações mais conhecidas é de que esse dia é amaldiçoado por que foi em uma data igual que Jesus Cristo foi perseguido e que, antes de sua crucificação em uma sexta-feira, ele celebrou uma ceia que tinha treze participantes.
Outra possível origem leva à consolidação da monarquia na França, quando o rei Felipe IV se sentia ameaçado pela influência e poder que a Igreja tinha dentro de seu país. O que ele fez? Tentou se filiar à ordem religiosa dos Cavaleiros Templários, que o recusou. Furioso, o rei ordenou a perseguição aos templários em uma sexta-feira 13, em outubro de 1307.
Mas as histórias e suposições não acabam por aí. Outra delas conta que a sexta-feira 13 se originou durante o processo de colonização dos povos bárbaros, na invasão da Europa no começo do período medieval. Os escandinavos eram politeístas antes de se converterem ao cristianismo, e adoravam e tinham muita estima por Friga, a deusa da beleza e do amor. Mas como se converteram, começaram a considerá-la bruxa e a amaldiçoá-la, então toda sexta-feira se reuniam onze feiticeiras e o demônio - e o que eles faziam? Rogavam pragas contra a humanidade!
Mais uma lenda reforça essa anterior. Esta tem origem nórdica e conta sobre um banquete que o deus Odin realizou, convidando outras onze divindades. Mas adivinhem que não foi convidado? Loki (sempre ele!). E Loki, que é o deus da discórdia e do fogo, ficou muito ofendido e furioso e mesmo sem o convite foi à reunião e criou uma enorme confusão, na qual Balder (uma das mais belas divindades) morreu. A partir de então surgiu o mito de que um encontro entre 13 pessoas nunca acaba bem.
Mas, como se falou no início do texto, nem todos pensam em infortúnios e má sorte. A numerologia diz que o treze é um numeral, por sua somatória, próximo ao quatro, que traz muito boa sorte. E os povos indianos e mexicanos associam o número à felicidade e a um futuro próspero.personagem dos filmes "Sexta-feira 13".

Rosa Maria Olimpio março de 2019 em Belo Horizonte

 2019 "Basta-me um pequeno gesto, feito de longe e de leve, para que venhas comigo e eu para sempre te leve…" Cecília Meireles