quinta-feira, 23 de março de 2017

Filhos- eles e eu

Eu e vocês

Há momentos de lembranças tão felizes da relação que eu construí com vocês, meus filhos.

Não havia tanta concorrência para a mídia. Tínhamos em casa somente uma televisão na sala da pequena casa.
Raramente vocês assistiam sozinhos à TV. Tudo a que assistíamos era comentado com sensatez, sempre procurando tirar proveito do que víamos e ouvíamos para suscitar alguma reflexão acerca da vida, das pessoas, dos lugares. E lógico, havia risos e muita “zoação”.

À noite era momento de contar histórias para dormir e das histórias sempre surgiam também assuntos para o dia seguinte.

Deitava-me chão com vocês, fazia-me de herói e de vilão e assim ia estreitando meus laços afetivos e construindo a história da infância de vocês, misturada com a minha, de mãe.



Hoje, meus filhos, sinto o tempo passar rápido  e a cada dia aumenta  a vontade de estar mais perto de vocês. A geografia nos separou e tem sido muito difícil conviver com a distância e a saudade.

Não quero que esta distância nos afaste dos laços que foram criados durante anos porque a família pode ser nosso porto seguro uma vez que é na família que encontramos o afeto sincero e o abraço a nos acolher e nos fortalecer nos momentos felizes e também na tristeza, na dúvida e na solidão. 

Importante deixar claro que não criamos nós que aprisionam e impedem o crescimento individual de cada um. Criamos laços que se estreitam na exata medida do amor e do respeito.

Vocês, meus filhos, são seres humanos do bem. Para o bem eu os criei com afeto e com bondade. Mas, sei que onde menos errei foi quando os fiz sentir o valor da simplicidade e do amor. 









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