domingo, 12 de fevereiro de 2017

PANORAMA ALÉM- Cecília Meireles

PANORAMA ALÉM

Não sei que tempo faz, nem se é noite ou se é dia.
Não sinto onde é que estou, nem se estou. Não sei de nada.
Nem de ódio, nem amor. Tédio? Melancolia.
-Existência parada. Existência acabada. 

Nem se pode saber do que outrora existia.
A cegueira no olhar. Toda a noite calada
no ouvido. Presa a voz. Gesto vão. Boca fria.
A alma, um deserto branco: -o luar triste na geada...

Silêncio. Eternidade. Infinito. Segredo.
Onde, as almas irmãs? Onde, Deus? Que degredo!
Ninguém.... O ermo atrás do ermo: - é a paisagem daqui.

Tudo opaco... E sem luz... E sem treva... O ar absorto...
Tudo em paz... Tudo só... Tudo irreal... Tudo morto...
Por que foi que eu morri? Quando foi que eu morri?
Cecília Meireles


Dircione dos Santos Ferreira- Dirce.
Nesta noite de sábado, nossa amada Dirce deixou seu corpo físico.
Um corpo frágil que abrigou um espírito forte e doce.
Uma mulher de rara beleza e de sabedoria e sensibilidade sem limite.
Sempre amável nos recebia a todos em seu lar de amor.
Todos os sobrinhos-e agregados- amavam ir à casa da tia Dirce.
Ela nos recebia com um sorriso iluminado e com seu pão de queijo quentinho.  
Vá em paz, Dirce. Vá ao encontro do seu amor: "Nego". O tio Nego.
 Você vive em nosso pensamento e em nosso coração










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