quinta-feira, 2 de junho de 2016

CRIANÇA DIFÍCIL

Por trás de uma criança difícil há uma emoção que

ela não sabe como expressar





Muitos pais e mães se queixam que seu filho é difícil, que diante de uma emoção carregada de raiva, costumam desabafar de forma inadequada, tendo acessos de raiva, falando palavrões ou desobedecendo, mesmo que sutilmente.
Claro que nenhuma criança é igual à outra, e nós não conseguimos imaginar exatamente quais os tipos de necessidades podem ter essas criaturinhas que trouxemos ao mundo e desejamos tudo de melhor.
    A emoção é fonte de energia humana, é a chave que deve orientar as crianças, primeiro para compreenderem a si mesmas e depois, para entender o mundo.
Crianças difíceis costumam gerar um nível de estresse muito alto nos pais. Não é fácil e nem sempre os livros de auto-ajuda, a experiência que já temos com outros filhos ou as recomendações de outros pais conseguem nos ajudar.
Seu filho, a criança difícil, é única e especial. A única coisa que ela precisa sempre é de compreensão.Na maioria das vezes, são crianças alto exigentes trancadas em seus “palácios internos” em espaços apertados onde não encontram portas abertas para expressar suas emoções.
Hoje, em nosso espaço, convidamos você a refletir sobre isso.

A criança difícil e a emoção contida

Pense numa criança que teve um dia ruim na escola, quando chega em casa e seus pais perguntam o que aconteceu, ela responde de mal jeito. Diante disso, os pais decidem castigá-la deixando-a em seu quarto durante toda a tarde. O que ganhamos com isso? Nós resolvemos o problema? Claro que não!
    A emoção bloqueada é como um espinho cercado por um muro de pedras. Se levantarmos mais o muro, o espinho ficará ainda mais escondido, por isso, o primeiro passo é retirar cada pedra desse muro através da comunicação e do afeto.
Se a criança difícil lhe impõe muros, não levante novas cidades ao redor dela, não descuide, não negligencie e não a deixe sozinha.
O processo para alcançá-las é complexo, mas tenha em mente estes aspectos prévios:Uma criança difícil nem sempre é o resultado de uma má criação. Você não deve se culpar e nem culpar ninguém.
• Algumas crianças exigem muito mais de nós do que outras, é da sua personalidade, do seu jeito próprio de ser e isso não significa que nós, pais, fizemos algo errado.
• Uma criança que dá, mas não recebe o que busca ou que não sabe como se expressar acaba frustrada.São muitas as vezes que elas mesmas se vêem sobrecarregadas por uma miríade de emoções: é raiva que oscila com tristeza, com desgosto, às vezes tédio…
• Crianças difíceis exigem um maior nível de atenção, compreensão, apoio e até mesmo de criatividade por parte dos pais.
    Temos de ser arquitetos de seus mundos fazendo-os seguros, onde eles possam se sentir confortáveis para expressar a emoção contida, permitindo-lhes o conhecer, para desabafar, para sentir-se mais livre e seguro, para percorrer da melhor forma cada um dos cenários que definem a criança em todo o seu ciclo de vida.

Como ajudar a criança difícil a canalizar suas emoções

A criança difícil precisa, acima de tudo, da nossa atenção e de cada uma das estratégias que podemos lhe ensinar de forma criativa para atender suas necessidades e para ajudá-la a gerenciar todo este mundo emocional que, às vezes, a transborda e a bloqueia.
    Lembre-se de que a inteligência emocional não é uma característica, é uma habilidade e, portanto, é nosso dever como pais transmitir aos nossos filhos estas estratégias, esse aprendizado.
Observe os passos a seguir para educar as crianças difíceis neste campo, nessa dimensão, onde canalizar, onde dar forma e como expressar a emoção contida:

Sim para o poder do reforço positivo

• Se recriminarmos os erros de uma criança difícil, se a subestimarmos, ou se a repreendermos por suas reações, geramos nela ainda mais raiva e ansiedade. Lembre-se de que este tipo de criança, no fundo, é muito frágil e têm baixa auto-estima.
• Use declarações simples como: “Eu confio em você”, “Eu sei que você pode fazer isso”, “eu sei que você é especial”, “Eu sei que você é um menino corajoso e é por isso que eu te amo”…
• Uma palavra positiva gera uma emoção positiva e a emoção positiva reforça a confiança.

Sim para a comunicação que não julga, não compara e não sentencia

Há pais que comparam a criança difícil com os seus irmãos ou com outras crianças. Isto não está certo, é um grande erro, comparado ao de iniciar uma conversa com declarações como: “você é um preguiçoso, você nunca escuta, você sempre se comporta mal…”
Evite este tipo de comunicação e siga sempre estas orientações:
• Não sonde, não interrogue. Descubra qual é o momento em que a criança se sente mais confortável para falar.
• Demonstre confiança, aproxime-se e compreenda. Cuide do seu tom de voz, isso é fundamental para se conectar com as crianças.
• A comunicação deve ser diária e contínua.
• Nunca ria ou ironize do que seu filho lhe contar. Para ele é importante, e talvez não será sincero se perceber que falta empatia de sua parte.

Sim para promover um equilíbrio interno na criança

• Ensine que cada emoção pode ser transformada em uma palavra, que a raiva tem forma, que a tristeza pode ser compartilhada para aliviá-la, que chorar não é ruim e que você sempre vai estar do seu lado para escutá-la.
• Ensine a respirar, a relaxar, a canalizar suas emoções através de atividades específicas que a distraia.
• Ensine a aceitar a frustração, que o mundo não será sempre como eles querem.
• Ensine a ouvir e a falar com assertividade. Diga à criança que a sua voz será sempre ouvida, que tudo que ela diz é importante para você…
• Ensine a assumir responsabilidades, a cuidar de si mesma a cada passo e decisão que tomarem…
Fonte: LaMenteesMaravillosa traduzido e adaptado por Psiconlinew

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