quarta-feira, 10 de junho de 2015

SIMPLICIDADE

De fato, a finalidade não era somente saborear a pamonha. 
Naqueles tempos as pessoas se reuniam para matar porco, preparar galinha com arroz,assar quitandas...
Enquanto lidavam com as iguarias, conversavam.
Era nesta interação meio à brincadeiras com "os defeitos" e as "qualidades" uns dos outros que fomos nos tecendo, revendo e repensando valores. Fios e fios de prosa boa.E tudo terminava em baile. O baile era a dança ao som da sanfona, ou da viola. 
Não conhecíamos a "depressão" não ficávamos sozinhos, sempre havia alguém para dialogar, trocar ideias.A vida era tecida no fino tear das relações humanas. O riso fluia fácil nessa rede de interatividade leve e verdadeira.
Havia algo que tem se perdido ao longo do tempo:a  simplicidade.
Como era rico ser simples.
É Cortela, na era do miojo, devorado às pressas, interagimos por meio das inúmeras tecnologias e nos afastamos cada vez mais das pessoas que estão ao nosso lado.


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