terça-feira, 2 de junho de 2015

Renato Borghetti & Arthur Bonilla Live at BRG, Rohrbach, Austria, 2015...



                                                               O VIOLINISTA




Apresentação de Renato Borghetti e Arthur Bonilla, gravada em 29/04/15 


Com Renato Borghetti, Arthur Bonilla, realizava frequentes apresentações por todo o Brasil e também no exterior, em países como Alemanha, Bélgica, França, Holanda, Itália, Portugal e Canadá. Voltou recentemente de um tour pela Europa. 

As notas rápidas, a forma firme de tocar e a precocidade eram características marcantes de Arthur Bonilla, tido por muitos como um virtuoso do violão brasileiro.

Fez seu primeiro acorde com apenas 3 anos e meio de idade – segundo seu Pai, um Sol maior com todos os dedos errados, mas o som certíssimo – e, desde então, jamais parou de tocar.

Teve como principal referência, depois do Pai, as orientações e o estilo forte e veloz do grande violonista argentino Lúcio Yanel, erradicado no RS desde os anos 80.

Outra característica marcante era a capacidade de desempenhar solos rápidos e duetados, como se fosse mais de um violão, habilidade que desenvolveu ainda menino. 

O contato com a música latino-americana, sobretudo do Uruguai, que usava muito os trios ou quartetos de violões, com um violão mais grave (chamado Guitarrón) de base e dois ou três solos duetando, no acompanhamento de cantores como Alfredo Zitarrosa, Amalia de La Vega e Nora Galán, lhe instigava a tentar tocar, reproduzindo o som tal e qual ouvira na gravação original, levando-o, então, a criar uma forma muito particular de execução: enquanto o Pai (que, por vezes, o acompanhava) fazia o violão base, Arthur Bonilla fazia os dois (às vezes três) solos duetados, copiando o arranjo original. Muitas vezes eram frases rápidas e de difícil execução para um único instrumentista, numa só vez.

Seguindo o caminho da música como profissão, logo começou a acompanhar cantores de expressão na música regional gaúcha (a exemplo de João de Almeida Neto, e a participar dos festivais nativistas do RS. 

Inúmeras vezes premiado como melhor instrumentista nos mais importantes festivais gaúchos, Arthur Bonilla dedicou-se a música instrumental, apresentando trabalho solo ou com outras formações, tendo, no repertório, composições de autoria própria, clássicos da MPB, choro e música gaúcha, com breve passagem pela música erudita.

Dividiu o palco com grandes nomes da música instrumental do Brasil, como Dominguinhos, Hamilton de Holanda, Arismar do Espírirto Santo, Alessandro “Bebê”Kramer, Oswaldinho do Acordeom, Yamandu Costa e Renato Borghetti, tendo, com este último, trabalho de duo que realiza freqüentes apresentações por todo o Brasil e também no exterior, em países como Alemanha, Bélgica, França, Holanda, Itália, Portugal e Canadá.

Arthur era um violinista consagrado com diversos trabalhos realizados com Yamandú Costa e Borghetinho. 

Arthur Bonilla Morreu na manhã desta sexta-feira (29). Vítima de um acidente na BR-158 em Panambi. Segundo informações preliminares, ele voltava do festival Carijo da Canção Gaúcha, em Palmeira das Missões.

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