terça-feira, 2 de junho de 2015

Leitores sensíveis, poéticos e humanistas são tecidos no lar.

             


De uns tempos para cá, ando um tanto descrente em relação à educação, à aprendizagem, ao papel da escola na vida das crianças e dos jovens.Os pais, cada vez mais, tem delegado à escola a responsabilidade pela formação dos seus filhos.Falta a esses pais e,por conseguinte aos seus filhos um envolvimento maior com a leitura.E não apenas com a leitura de livros, jornais e revista(revistas com conteúdo)falta-lhes leitura de mundo, daquilo que se vê e daquilo que se ouve.

             Penso até que temos  desaprendido a ver e a ouvir. Não vou acusar a tecnologia.Jurei não mais fazer isso. A culpa não é da  tecnologia.É o modo como temos lidado com ela, que tem nos distanciado uns dos outros, e dessa leitura significativa que necessita de envolvimento,de mais atenção,e, de mais cuidado com o outro. Muito mais cuidado.

        Tento fugir da máxima:"-não formamos nossas crianças pelo discurso, e sim, pelo exemplo." Ela soa didática e impositiva, entretanto,cada vez mais, desde muito pequenas,  elas carecem de  exemplo,de interação, de brincadeira, de conversa sobre fatos cotidianos. Não acredito mais em técnicas de incentivo à leitura. Tenho sido cada vez mais cautelosa com esses projetos, embora já tenha elaborado alguns e participado de tantos outros com significativos resultados, hoje eles não fazem mais sentido se não forem vivenciados pelos pais, pela família em geral.

    A escola sozinha não dá conta de formar leitores  e escritores proficientes. Leitores sensíveis, poéticos e humanistas são tecidos no convívio familiar e na interação saudável com o outro.





2 comentários:

Willmondes disse...

Bem por aí, viu, Rosa.

A maioria dos pais se furtam a compartilhar a real educação dos filhos, sob o ilusório pretexto de pagar boas escolas ou de confiarem na capacidade única dos professores de saberem lidar com as novas tecnologias.

Contundentes ponderações, as suas.

Um abraço!

rosadaserra disse...

Um abraço, Will!
Suas ponderações incentivam-me a escrever.

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