quarta-feira, 3 de junho de 2015

Íris Borges e a Feira do Livro de Brasília

DO CORREIO BRASILIENSE
A maior amiga dos livros mineira de Coromandel, a psicóloga Íris Borges está em Brasília desde 1970. Há 45 anos na batalha, sempre incentivando o gosto pela leitura em jovens e adultos. Já enfronhada e bem sucedida no mundo dos livros, ao terminar o curso Íris uniu sua formação como psicóloga e os livros "que eram as minhas duas paixões".

"Com 90 mil (não me lembro qual a moeda da época), abri os Classificados do Correio pensando em comprar ou um consultório de psicologia ou uma livraria. E lá encontrei um anúncio: 'Vende-se livraria/papelaria, na 207 Sul por....90 mil!" revela, divertida.
O início
Feito o negócio, tudo começou na papelaria, vendendo livros escolares. "Visitei escolas e descobri que nós éramos tudo de que o mercado estava precisando. O crescimento foi rápido e fomos nos especializando em escolas", conta.

Com esse know how passaram a vender carteiras escolares, literatura infantil, livros didáticos. Inclusive a famosa Editora FTD passou a ser distribuída no DF pela empresa.
Íris destaca a data marcante do começo de tudo -- 12 de outubro "dia de Nossa Senhora Aparecida". A empresária completará 39 anos às voltas com livros e tudo o mais que diz respeito à educação infantil."Ano que vem faremos uma festa para os 40 anos", planeja.
Bom mercado
Entendida do assunto e veterana no metier, Íris garante que Brasília é um bom mercado consumidor de livros. O setor tem sido muito trabalhado para que haja uma consciência em relação à leitura: feiras, palestras e oficinas em escolas, cursos sobre a arte de contar histórias, para pais e professores.

Íris acredita "piamente" que a criação da Feira do Livro estimulou e facilitou a leitura entre os mais jovens e no público mais velho. "Muita coisa é feita com empenho e, posso falar, com amor à causa e regularidade, deixando marcas profundas, como as 31 edições da Feira do Livro de Brasília", conta.
Feira do Livro "Há critérios para que os autores participem daquela feira. O principal deles é o tema. Se é poesia, traremos os poetas. Se é natureza, os especialistas em meio ambiente, e assim por diante. É necessária uma curadoria para compor mesas interessantes, não juntar desafetos, analisar as ofertas", ensina.
Para o sucesso da feira, é preciso que ela seja absolutamente democrática, sem restrições quanto a títulos, temas, gêneros de literatura. O evento deve apresentar o que é publicado no Brasil e, se possível, no mundo.
O número de exemplares a ser editado é determinado não pela popularidade dos autores, número de livros publicados anteriormente, ou importância do tema e, "sim, pela expectativa de venda. Se uma editora faz uma edição de 5 mil exemplares e leva 3 anos para vender, o livro dá prejuízo. É uma arte acertar no número de exemplares a ser publicado: carece de estudos, planilhas, conhecimento de mercado, mas, sobretudo, de feeling".
 psicóloga Íris Borges

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