segunda-feira, 8 de junho de 2015

Inclusão de pessoas com déficit cognitivo por meio da Tecnologia

O Brasil possui cerca de 13 milhões de analfabetos acima de 15 anos de idade, de acordo com o relatório global Educação para Todos, lançado neste ano pela Unesco. O índice elevado é composto também por pessoas com dificuldades de aprendizado, como a dona Cesarina Nunes de Souza.
Ela nasceu em Redenção do Gurgueia, no estado do Piauí, em 1964. Pertencente a uma família de baixa renda e pouca instrução, Cesarina teve de trabalhar ainda na infância. Somente depois dos 65 anos de idade, a senhora piauiense matriculou-se na escola, na turma especial da Educação de Jovens e Adultos (EJA), na região administrativa do Gama-DF.
"Tenho muita dificuldade das palavras ficarem na cabeça. Aprendo e depois esqueço tudo. Mas no outro dia volto para aprender de novo”, conta.
Os softwares do projeto Participar têm sido aliados no processo de aprendizado de dona Cesarina, assim como na educação de milhares de crianças, jovens e adultos de todo o país.
“O projeto Participar atua no desenvolvimento de softwares educacionais para estudantes com deficiência intelectual, Síndrome de Down e autismo”, explica o coordenador do projeto e professor do Departamento de Ciência da Computação da UnB, Wilson Veneziano.
A iniciativa é responsável pela elaboração de quatro softwares multimídia que auxiliam na alfabetização e inclusão social de pessoas com déficits cognitivos. As ferramentas desenvolvidas pelo Participar colaboram com o trabalho didático e pedagógico de professores da Educação Especial.
"Não tínhamos muitos recursos didáticos voltados para o público adulto. O projeto Participar trouxe ferramentas importantíssimas para o fortalecimento das atividades diárias de sala de aula”, avalia Ângela Nantes, professora da educação inclusiva há 14 anos.
Na sala de recursos, Ângela utiliza o software de alfabetização associado a materiais concretos, lápis e cadernos. "O programa auxilia na fonética, na articulação do som, na construção de palavras. A interatividade ajuda o estudante a fazer descobertas e construir”, aponta a educadora.
A tecnologia produzida pelo projeto segue padrões estipulados no currículo funcional do MEC.

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