sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Letramento e competências: construindo novos paradigmas na escola. Marcia Elizabeth Bortone







Filippo Palizzi



Importante acessar o link e ler o texto na íntegra.


http://www.uft.edu.br/pgletras/revista/capitulos/13_letramento_e_compet%C3%AAncias_construindo_novos_paradigmas_na_escola.pdf



Letramento e competências:
construindo novos paradigmas na escola. 


Professora Doutora Márcia Elizabeth Bortone

É necessário, portanto, que o professor leve seu leitor em formação a entender para que “serve” ler determinado texto, ou, em outras palavras, leve-o a perceber a função social da leitura. Para tal uma das condições é que se trabalhe na perspectiva dos gêneros, que se constitui como premissa fundamental do trabalho pedagógico em língua materna. Essas reflexões estão alicerçadas a uma visão interacionista e sociodiscursiva (cf. SCHNEUWLY e DOLZ, 2004), e é uma das vertentes dos estudos que pretendem descrever as características enunciativo/discursivas do funcionamento dos gêneros do discurso e, a partir dessa abordagem selecionar, planejar e projetar estratégias de ensino/aprendizagem que possam ser aplicadas nas práticas didáticas. Dessa maneira entendemos que a leitura dos inúmeros gêneros textuais (orais e escritos) determina, em grande medida, a forma como pensamos e agimos no e sobre o mundo; compreendemos, ainda, que a leitura só pode ser construída em uma perspectiva discursiva e interacional, vista, portanto, de forma contextual, no interior de práticas socioculturais. A leitura, nessa perspectiva, é uma atividade na qual se considera as experiências e conhecimentos do leitor. Por isso, Koch & Elias (2006) propõem o foco na interação autor texto leitor. Nesta concepção interacional e dialógica de língua (cf. BAKHTIN, 2004), os sujeitos são tidos como atores/construtores sociais, ou seja, são protagonistas que, dialogicamente, se constroem discursivamente, seja pela oralidade ou pela escrita. Bronckart (apud Marcuschi, 2008) afirma que a apropriação dos gêneros textuais é um mecanismo fundamental para a nossa socialização, uma vez que são formas de legitimação discursiva que construímos em nossas interações socioculturais.

 ENTRELETRAS, Araguaína/TO, v. 3, n. 2, p. 192-203, ago./dez. 2012 (ISSN 2179-3948 – online)

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