terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Uso do celular na escola

Crianças usam cada vez mais o celular em aula, mas a tecnologia não deve ser encarada como inimiga

Pesquisa mostra que as redes sociais estão crescendo entre os jovens brasileiros.
A juventude está cada vez mais conectada à internet. Essa é a conclusão do relatório 2014 da TIC Kids Online Brasil, pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil.
Segundo os dados divulgados, 77% dos jovens brasileiros entre 10 e 17 anos têm acesso a internet e 73% deles possuem contas em redes sociais.
Neste cenário, o uso dos celulares em sala de aula se tornam um obstáculo no aprendizado, dispersando a atenção dos alunos e dificultando a relação entre estudante e professores. O coordenador do curso de pedagogia da Universidade Presbiteriana Mackenzie Paulo Fraga, acredita que quando o inimigo não pode ser vencido, juntar-se a ele é a melhor opção.
Novos alunos
Mesmo não sendo uma tarefa fácil, é necessário uma adequação dos professores a este novo perfil de aluno. Cada vez mais cedo, o uso de tecnologia se faz presente na vida de crianças e adolescentes. Portanto, estratégias de ensino tradicionais não surtem o efeito desejado na geração que já nasceu conectada.

Para tentar tornar o aprendizado de conteúdo escolar mais atrativo para os internautas mirins, a Maratona de Aplicativos, patrocinada pela Fiap (Faculdade de Informática e Administração Paulista) e pelo Google, chega a sua terceira edição. O objetivo da competição é a criação de aplicativos que estimulem a educação e trazem. Todos os programas são feitos por alunos de escolas públicas que participam de "hack days", oficinas de programação que ensinam os participantes a criar um app.
Um dos organizadores da maratona, Felipe Barreiros, diz que já sentiu uma evoluição em relação às duas primeiras edições do campeonato, tanto em nível dos participantes como no conceito de educação compreendido pelos alunos.
— Sempre quisemos criar uma solução que pudesse ser útil no campo de educação, mas com uma nova visão sobre o tema. Queremos fazer com que eles possam pensar em educação de forma bem livre, e possam aplicar conceitos tradicionais de sala de aula em qualquer ambiente. Para ensinar os conceitos, os palestrantes utilizam técnicas de empresas multinacionais para ensinar com materiais como música, anotações, quadros interativos e muitos outros, sempre para incentivar os alunos a compartilharem suas ideias.


quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Marcio Andrade Batista Professor brasileiro voluntário é finalista de concurso de melhor do mundo - BBC Brasil


Professor brasileiro voluntário é finalista de concurso de melhor do mundo - BBC Brasil
Marcio Andrade Batista desenvolveu método de iniciação científica no Centro-Oeste brasileiro usando como base conhecimentos da atividade extrativista local.
BBC.COM5/12/151209_brasil_professor_melhor_mundo_fd

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Carta de Temer à Dilma

Logo no começo de sua carta, Temer escreve em latim a expressão "Verba volant, scripta manent" que pode ser traduzido, literalmente, por "as palavras ditas voam. A escritas permanecem". O documento foi entregue nesta noite pelo vice-presidente a Dilma.
Veja abaixo a íntegra da carta enviada hoje pelo vice-presidente Michel Temer à presidente Dilma Rousseff.
"Senhora Presidente,
"Verba volant, scripta manent".
Por isso lhe escrevo. Muito a propósito do intenso noticiário destes últimos dias e de tudo que me chega aos ouvidos das conversas no Palácio. Esta é uma carta pessoal. É um desabafo que já deveria ter feito há muito tempo.
Desde logo lhe digo que não é preciso alardear publicamente a necessidade da minha lealdade. Tenho-a revelado ao longo destes cinco anos. Lealdade institucional pautada pelo art. 79 da Constituição Federal. Sei quais são as funções do vice. À minha natural discrição conectei aquela derivada daquele dispositivo constitucional.
Entretanto, sempre tive ciência da absoluta desconfiança da senhora e do seu entorno em relação a mim e ao PMDB. Desconfiança incompatível com o que fizemos para manter o apoio pessoal e partidário ao seu governo.
Basta ressaltar que, na última convenção, apenas 59,9% votaram pela aliança. E só o fizeram, ouso registrar, porque era eu o candidato à reeleição a vice.
Tenho mantido a unidade do PMDB apoiando seu governo, usando o prestígio político que tenho advindo da credibilidade e do respeito que granjeei no partido.
Isso tudo não gerou confiança em mim. Gera desconfiança e menosprezo do governo.
Vamos aos fatos. Exemplifico alguns deles.
1. Passei os quatro primeiros anos de governo como vice decorativo. A senhora sabe disso. Perdi todo protagonismo político que tivera no passado e que poderia ter sido usado pelo governo. Só era chamado para resolver as votações do PMDB e as crises políticas.
2. Jamais eu ou o PMDB fomos chamados para discutir formulações econômicas ou políticas do país; éramos meros acessórios, secundários, subsidiários.
3. A senhora, no segundo mandato, à última hora, não renovou o Ministério da Aviação Civil, onde o Moreira Franco fez belíssimo trabalho, elogiado durante a Copa do Mundo. Sabia que ele era uma indicação minha. Quis, portanto, desvalorizar-me. Cheguei a registrar este fato no dia seguinte, ao telefone.
4. No episódio Eliseu Padilha, mais recente, ele deixou o Ministério em razão de muitas "desfeitas", culminando com o que o governo fez a ele, ministro, retirando, sem nenhum aviso prévio, nome
com perfil técnico que ele, ministro da área, indicara para a ANAC. Alardeou-se a) que fora retaliação a mim; b) e que ele saiu porque faz parte de uma suposta "conspiração".
5. Quando a senhora fez um apelo para que eu assumisse a coordenação política, no momento em que o governo estava muito desprestigiado, atendi e fizemos, eu e o Padilha, aprovar o ajuste fiscal. Tema difícil porque dizia respeito aos trabalhadores e aos empresários. Não titubeamos. Estava em jogo o país. Quando se aprovou o ajuste, nada mais do que fazíamos tinha sequência no governo. Os acordos assumidos no Parlamento não foram cumpridos. Realizamos mais de 60 reuniões de líderes e bancadas ao longo do tempo, solicitando apoio com a nossa credibilidade. Fomos obrigados a deixar aquela coordenação.
6. De qualquer forma, sou presidente do PMDB e a senhora resolveu ignorar-me, chamando o líder Picciani e seu pai para fazer um acordo sem nenhuma comunicação ao seu vice e presidente do partido. Os dois ministros, sabe a senhora, foram nomeados por ele. E a senhora não teve a menor preocupação em eliminar do governo o deputado Edinho Araújo, deputado de São Paulo e a mim ligado.
7. Democrata que sou, converso, sim, senhora presidente, com a oposição. Sempre o fiz, pelos 24 anos que passei no Parlamento. Aliás, a primeira medida provisória do ajuste foi aprovada graças aos 8 (oito) votos do DEM, 6 (seis) do PSB e 3 do PV, recordando que foi aprovado por apenas 22 votos. Sou criticado por isso, numa visão equivocada do nosso sistema. E não foi sem razão que em duas oportunidades ressaltei que deveríamos reunificar o pais. O Palácio resolveu difundir e criticar.
8. Recordo, ainda, que a senhora, na posse, manteve reunião de duas horas com o vice-presidente Joe Biden - com quem construí boa amizade - sem convidar-me, o que gerou em seus assessores a pergunta: o que é que houve que numa reunião com o vice-presidente dos Estados Unidos, o do Brasil não se faz presente? Antes, no episódio da "espionagem" americana, quando as conversas começaram a ser retomadas, a senhora mandava o Ministro da Justiça para conversar com o vice-presidente dos Estados Unidos. Tudo isso tem significado absoluta falta de confiança.
9. Mais recentemente, conversa nossa (das duas maiores autoridades do país) foi divulgada e de maneira inverídica, sem nenhuma conexão com o teor da conversa.
10. Até o programa "Uma Ponte para o Futuro", aplaudido pela sociedade, cujas propostas poderiam ser utilizadas para recuperar a economia e resgatar a confiança, foi tido como manobra desleal.
11. O PMDB tem ciência de que o governo busca promover a sua divisão, o que já tentou no passado, sem sucesso. A senhora sabe que, como presidente do PMDB, devo manter cauteloso silêncio com o objetivo de procurar o que sempre fiz: a unidade partidária.
Passados estes momentos críticos, tenho certeza de que o país terá tranquilidade para crescer e consolidar as conquistas sociais.
Finalmente, sei que a senhora não tem confiança em mim e no PMDB, hoje, e não terá amanhã.
Lamento, mas esta é a minha convicção.
Respeitosamente,
À Sua Excelência a Senhora
Doutora DILMA ROUSSEFF
Presidente da República do Brasil
Palácio do Planalto
Brasília, D.F."

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Marília Pêra- Crônica de Nelson Motta "Viva Marília"


Foto: Leo Aversa     


  Viva Marília!
                                                     
A primeira vez que vi Marilia, naturalmente, foi no teatro. Ela era loura, tinha 26 anos e interpretava uma vedete bagaceira e mulher de um gangster de araque numa paródia de teatro de revista hilariante chamada A Vida Escrachada de Joana Martini e Baby Stompanato, escrita por Bráulio Pedroso e com músicas de Roberto e Erasmo Carlos, que lotou o Teatro Ipanema durante meses e foi um dos maiores sucessos de 1970. Além de rir muito, fiquei encantado com aquela magrela que se fazia de gostosa, tão divertida e desbocada, que cantava, dançava e representava com tanta alegria e sex-appeal. A primeira vez com Marilia não se esquece.

Um ano e meio depois estávamos casados. Alternando temporadas no paraíso e no inferno durante oito anos movidos a fortes sentimentos, tivemos duas filhas e testemunhei a trajetória e o crescimento de uma das maiores atrizes da nossa história, que levou emoção, alegria e consolo a milhões de pessoas que choravam e gargalhavam com seus personagens, se comoviam com seus tipos sofridos, se aterrorizavam com as suas vilãs e malvadas. Marilia vai fazer muita falta porque era muitas, cada uma melhor que a outra. E convivi com várias delas. No teatro, seu território sagrado e seu campo de batalha, no cinema, na televisão e na vida real, que era o seu personagem mais complexo e imprevisivel.
O papel de mãe tambem era muito dificil para a diva. Ela amava as meninas e se esforçava, entre seus muitos trabalhos, em preparar para a vida do jeito que podia e sabia. Disciplinada e disciplinadora, Marilia reclamava que eu era muito liberal e permissivo com elas e, de gozação, dizia em público que eu era uma verdadeira mãe para as meninas. E todos os Dia das Mães me ligava para desejar em tom de ironia "felicidades no seu dia" e soltar uma gargalhada. 
Para mim, o seu melhor papel foi Maria Callas em "Master Class", uma diva amadurecida e amargurada ensinando a alunos da Julliard School of Music sobre a vida, a arte e o amor, com tanta técnica e emoção que teria feito chorar a própria Maria Callas.
Entre as malvadas, amei - e tive muito medo - da megera Perpétua de "Tieta" e da maligna e medonha Juliana do "Primo Basilio". Pensar que uma mulher daquelas dorme ao seu lado é de tirar o sono.
Marília gostava de cantar, de dançar, de marido, de filhos, de amigos, de sexo, de dinheiro, de luxo, de rir, de silêncio, mas amava mesmo, acima de todas as coisas, o teatro, que foi sempre a sua prioridade de vida. Talvez por isso foi tão alto e tão fundo e irá tão longe.
Com 39 anos, por sua arrebatadora interpretação de uma prostituta envolvida com meninos de rua em "Pixote" recebeu o premio de "melhor atriz do ano" pela Associação Nacional de Criticos dos Estados Unidos em 1981, e tambem da associação de criticos de Nova York e de Los Angeles, que consagraram uma atriz sul americana desconhecida concorrendo com as grandes estrelas americanas e que nem sequer era bonita para os padrões locais. Puro talento.
Marilia era tão atrevida que representou Coco Chanel em português para franceses em Paris, com legendas, e fez várias apresentações lotadas com críticas que a consagravam como uma das grandes atrizes de nosso tempo. 
Nos encontramos e desencontramos muito pela vida, nos ultimos anos éramos muito amigos, vivemos juntos muitas alegrias e dores. Há dois meses, Marilia me pediu uma música para o disco que estava gravando na Biscoito Fino. Me lembrei de uma linda valsa do maestro Lyrio Panicalli, dos anos 60, que Leila Pinheiro havia me mostrado há muito tempo. E fiz a letra.
O título original da versão instrumental de Lyrio era "A última valsa", mas, sabendo que Marilia estava doente, achei melhor trocar para "Sonho de valsa" - e ela pensou que a música sempre se chamou assim e adorou. Pena que não teve tempo de gravar. Fica como um gesto de amor, respeito e admiração. E saudade.

A última valsa
Luz do amanhecer
nas sombras do jardim,
um cheiro de jasmim me faz viver
de novo um tempo tão feliz.
Tardes de verão
de tantas emoções,
um beijo, uma canção,
e um sonho de amor sem fim
O amor não traz a paz
o amor quer sempre mais
é a valsa que nos faz dançar,
bater mais forte os corações.
A lua encontra o mar,
a sombra esconde a luz,
teu corpo enfim encontra o meu
e dança ! dança mais !
Valsas tropicais
bailando na memória,
nos golden rooms do sonho,
nos salões, à luz da lua a beira mar.
Noites de verão
que nunca esquecerei,
que não vivi, sonhei,
como a valsa que não dancei,
que não vivi, sonhei,
como a valsa que não dancei.

Só quem amou e ama uma mulher é capaz de escrever sobre ela com palavras tão doces e verdadeiras, não há pieguice em nada que você falou, Nelson Motta.  Parabéns às suas palavras. Pena, muita pena em perder uma completa artista.

sábado, 5 de dezembro de 2015

Marília Pêra: Saiu de cena. Virou estrela no ceu.



Uma atriz como ela não morre apenas sai de cena!!



                                      MARÍLIA PÊRA FILHA DO PALCO





Marília Marzullo Pêra nasceu no Rio de Janeiro em 22 de janeiro de 1943. Filha do legendário ator Manuel Pêra e da atriz Dinorah Marzullo, antes mesmo de nascer, já estava no palco, na barriga da mãe. Desde cedo Marília Pêra experimentou todos os altos e baixos de uma carreira artística, vendo os perrengues e glórias dos pais ao longo da vida. Cônscia de que tudo na vida passa, preparou-se desde sempre para ser uma atriz independente e acima de tudo, completa. Por conta disso, estudou balé e canto, diversificou sua área de atuação para direção, produção e coreografia, além de estar sempre atenta aos ensinamentos das grandes lendas do teatro brasileiro com quem trabalhou, como Henriette Morineau, Dulcina de Moraes, Bibi Ferreira, Paulo Autran, Klauss Vianna e outros tantos. Exigente e temperamental, Marília Pêra exige disciplina e respeito de seus pares e sabe quanto vale cada milímetro de seu talento, afinal, nada lhe foi dado de mão beijada. Lutou e sofreu para chegar ao panteon das maiores atrizes do Brasil.


Nas novelas, estreou em 1965 em Rosinha do Sobrado e se destacou em mais uma dezena de outros trabalhos, como suas memoráveis atuações na novela Brega & Chique e na minissérie O Primo Basílio. No cinema, é uma atriz premiada internacionalmente por sua magistral atuação no filme Pixote, a Lei do Mais Fraco. Mas é no teatro, onde começou oficialmente aos quatro anos de idade e ganhou todos os prêmios que uma atriz brasileira possa almejar, que está o seu chão mais firme. No palco, tem uma carreira pontuada de grandes êxitos, entre eles, Fala Baixo Senão Eu Grito, A Vida Escrachada de Joana Martini e Baby Stomponato, Apareceu a Margarida, A Estrela Dalva, A Pequena Notável, Adorável Júlia, Elas por Ela, Brincando em Cima Daquilo, Master ClassMademoiselle Chanel. Não por acaso, é tida como uma das maiores divas dos palcos brasileiros, onde deu vida à biografia de grandes mulheres, entre elas, Carmem Miranda, Dalva de Oliveira, Coco Chanel e Maria Callas. O título de uma de suas peças expressa tudo: Gloriosa!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Impeachment da presidente Dilma Rousseff



Processo de impeachment de Dilma: 

perguntas e respostas

Abertura de processo foi autorizada pelo presidente da Câmara.

Pedido foi formulado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior.



O que acontece agora?

A autorização é apenas o primeiro passo. Agora, o pedido será analisado por uma comissão especial formada por deputados de todos os partidos, proporcional ao tamanho de cada bancada. A presidente terá um prazo para se defender. A comissão vai dar um parecer a favor ou contra a abertura do processo, que vai ao plenário. Se os parlamentares decidirem pela abertura do processo de  impeachment, por dois terços dos deputados, Dilma será obrigada a se afastar do cargo por 180 dias, e o processo seguirá para julgamento do Senado. Veja abaixo a tramitação completa.

O que está sendo analisado?

Os juristas atacam as chamadas "pedaladas fiscais”, prática atribuída ao governo de atrasar repasses a bancos públicos a fim de cumprir as metas parciais da previsão orçamentária, o que atentaria contra a probidade da administração e contra a lei orçamentária. A denúncia é de que houve crime de responsabilidade, uma das hipóteses em que um presidente poderia ser impedido de continuar exercendo seu mandato.

O que é um crime de responsabilidade?

São infrações cometidas por agentes políticos no desempenho de sua função que atentem contra a Constituição, a probidade da administração, lei orçamentária, entre outros, que estão previstos em lei.

Isso significa que a presidente será impedida?

Não. O que existe agora é uma denúncia, que passará pelo crivo de uma comissão especial, que proferirá um parecer sobre se ela pode ou não ser julgada. Ainda serão ouvidas testemunhas, poderão ser realizadas diligências, e a presidente poderá apresentar sua defesa.

O que Dilma disse sobre o pedido de impeachment?

A presidente se manifestou algumas vezes após a apresentação de pedidos de impeachment contra ela na Câmara. Em outubro, ela afirmou que a oposição tenta chegar ao poder por meio de "golpe" e busca "construir de forma artificial o impedimento de um governo eleito".

Qual a argumentação de Eduardo Cunha para decidir acolher o pedido?

Em entrevista coletiva na Câmara, Cunha afirmou que, "quanto ao pedido mais comentado por vocês proferi a decisão com o acolhimento da denúncia". "Ele traz a edição de decretos editados em descumprimento com a lei. Consequentemente mesmo a votação do PLN 5 não supre a irregularidade", disse.

A presidente continua no cargo?

Sim. O afastamento do presidente do cargo só ocorre se a Câmara aprovar, por votos de dois terços de seus membros (342 votos dos 513 deputados). Nesse caso, são até 180 dias de afastamento.

Quem apresentou o pedido?


Os juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Junior registraram o pedido no 4º cartório de notas de São Paulo. Ele também é assinado pela advogada Janaina Paschoal, professora da Universidade de São Paulo, e por representantes de movimentos contra a corrupção.

Cunha:episódio do Cunha mostra bem como funciona o jornalismo de Brasília.

Por Nilson Lage:
“Esse episódio do Cunha mostra bem como funciona o jornalismo de Brasília.

Como os fatos são públicos e notórios, interpretá-los dá muito trabalho e analisá-los buscando estabelecer quadros abalizados de situação exigiria independência, informação ampla, cultura política, autonomia e qualidade de texto que ninguém tem, a coisa funciona da seguinte maneira:

1. Trata-se de adivinhar o futuro;
2. Políticos ‘acessíveis’ e jornalistas que os acessam discutem o que vai acontecer;
3. Decidem que vai acontecer tal ou qual coisa;
4. Combinado isso, cada jornalista vai contar a história (sem fontes) conforme a orientação de seu veículo, dando por favas contadas aquilo que a ‘comunidade’ resolveu que ‘vai ser’. Cada um valida o outro;
5. Se for, tudo bem — as razões são as previamente anunciadas;
6. Se não for, ‘o governo’ (ou quer que seja) ‘recuou’ — e aí se especula sobre os motivos do ‘recuo’.
Há algumas variantes. 
Chamam isso de reportagem política.”

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Desastre em Mariana: Minas Gerais entristeceu-se







Mariana-Minas Gerais




Ter, 01 de Dezembro de 2015 17:32
O Conselho Universitário (Consu) da UFVJM divulga nota de repúdio sobre os desastres causados pelo rompimento da barragem de rejeitos da Empresa Samarco de Mineração. O assunto foi pauta da reunião do conselho ocorrida no mês de novembro.
Desastre em Mariana: Minas Gerais entristeceu-se
Pessoas morreram, rios morreram, árvores morreram, animais morreram. Bens culturais foram soterrados junto com os corpos de pessoas: crianças, idosos, filhos, filhas, pais e mães. Modos de vida foram extintos, sonhos foram apagados. Medos foram incrustados, a memória da dor perenizou.
Os desastres causados pelo rompimento da barragem de rejeitos da Empresa Samarco de Mineração, controlada pela Vale e BHP Billiton, no dia 05/11/15, ainda são incalculáveis. Pelo menos 1 mil hectares de Áreas de Preservação Permanentes (APP’s) ao longo das margens do Rio Doce foram contaminados pela lama de dejetos. Mas, para além disso, como medir a morte de pessoas, como calcular e medir a morte de um lugar inteiro onde existia um modo de se viver, de criar filhos e de amar a quem se gosta? Como medir a morte de um rio, que nos oferece a água-mãe, como falam os Krenak em seu choro, diante do corpo ferido da água (Rio Doce) que alimenta vidas humanas e não humanas?
Esse desastre, que segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG), não é culpa da natureza (tremor de terra) e nem o resultado de algo inevitável, mas, sim, a falta de um projeto de prevenção, de gestão por parte da empresa, demonstrando a falta da noção do limite: limite dos lucros, limite do processo de exploração, limite da ação predatória da empresa, preconizada pela supervalorização do capital, segundo a qual o lucro é superior à vida em toda sua complexidade e variedade.
Essa falta de limite e respeito vê-se traduzida na falta de competência técnica por parte da empresa diante do rompimento da barragem de rejeitos. Por longos 18 dias a lama foi escorrendo, matando o Rio Doce, tirando a água da boca das pessoas, matando a fauna e a flora, prejudicando atividades econômicas (plantios irrigados) e chegando ao mar. E nada, ou quase nada foi feito, o que demonstra o despreparo técnico e de conhecimento da empresa diante da catástrofe produzida por ela, o que indica um projeto de futuro e desenvolvimento preconizado pela Samarco que não inclui a preocupação para com os outros humanos e para com o meio ambiente, mas apenas e somente com o lucro.
Para pensarmos num projeto de futuro devemos, antes de tudo, criar, ou melhor, reaprender a elaborar o limite de nossas ações econômicas. Como pensarmos no futuro matando nossos rios, devastando matas, ferindo e matando pessoas? Como nos ensina o socioambientalismo, somos seres da natureza, não existe vida desconectada, não existimos só. Participamos da “teia da vida”.
Esse desastre demonstra as pretensões de grandeza e de lucro desmedidos e a irracionalidade de um saber que se autodenomina científico, porém toda ciência sem consciência traz consigo um poder de destruição imenso. Um saber que não pensa no futuro da vida torna-se irracional. O rompimento da barragem de rejeitos da Samarco é a concretização dessa irracionalidade.
O desastre chama todas as áreas de conhecimento, da geologia à antropologia, da saúde à religião, para um debate interno, no nosso dia-a-dia em sala de aula, pois não existe saber que não envolva o humano e a natureza. Desse modo, o desafio que nos cabe diante do que aconteceu, como universidade, como geradora de conhecimento e de futuros profissionais e cientistas, é pensarmos e fomentarmos saberes científicos que tragam consigo a noção ética do limite e do respeito para com a vida humana, assim como para com a vida não humana.
Por fim, o desastre em Mariana demonstra a falta da responsabilidade socioambiental da Empresa Samarco e de suas controladoras Vale e BHP Billiton. Esse desastre suscita a necessidade urgente de leis mais rígidas por parte do estado de Minas Gerais e também do governo federal em relação à mineração no Brasil. Somos a favor de todas as penalidades legais que a empresa está sofrendo e irá sofrer, apesar de serem irrisórias diante do desastre que ela produziu e dos lucros e do capital que ostenta.
A UFVJM repudia esse desastre que manchou de morte o “Rio Doce da Vida”.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Educação Básica



UnB discute documento que irá orientar currículo da Educação Básica.
A comunidade acadêmica da Universidade de Brasília (UnB) pode contribuir com a construção do documento que irá orientar o currículo da Educação Básica no país. As discussões do encontro (NC) ocorrem nos dias 3 e 4 de dezembro, no Bloco de Salas de Aula Norte.


BNC contempla os conteúdos fundamentais que precisam ser ensinados nas quatro áreas de conhecimento (Matemática; Linguagens; Ciências da Natureza e Ciências Humanas). O documento servirá como base para a elaboração dos currículos das mais de 190 mil escolas de Educação Básica, públicas e privadas.
De acordo com o professor Ricardo Gauche, coordenador de Integração das Licenciaturas do Decanato de Ensino de Graduação (DEG), a discussão é crucial para todos os cursos da UnB, não apenas para as licenciaturas. "Estará em debate o futuro da dinâmica de todas as escolas do país, de onde vêm os alunos que cursarão o Ensino Superior. Esperamos que a participação seja intensa", afirma.
Para subsidiar as discussões, Gauche destaca a necessidade da leitura prévia dos documentos disponíveis no Portal da BNC.
Organizado pelo Decanato de Ensino de Graduação e pelo Decanato de Extensão da UnB, o encontro contará com a presença do secretário de Educação Básica, Manuel Palácios da Cunha e Melo


quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Ensino-Aprendizagem : um método que deu certo.

Metodologia de ensino recebe prêmio nacional



Prêmio Santander Universidades reconhece técnica que propõe aprendizagem ativa e colaboração entre os estudantes. Alunos apresentaram melhora significativa de desempenho

A metodologia de ensino Trezentos: aprendizagem ativa e colaborativa, criada pelo professor Ricardo Fragelli, da Faculdade UnB Gama (FGA), conquistou o primeiro lugar na edição 2015 doPrêmio Guia do Estudante/Santander Universidades. A técnica, que busca incentivar a colaboração entre os estudantes, foi vencedora na categoria Apoio ao aluno. A UnB também foi premiada na cerimônia, realizada no último dia 19, em São Paulo.
Criada em 2013, a metodologia foi inspirada no filme Trezentos, no qual um pequeno grupo de soldados espartanos ganha batalhas de exércitos mais numerosos. A técnica utilizada na disciplina Cálculo 1, em turmas de mais de 100 alunos, conseguiu reduzir o índice de reprovação na matéria de 50% para 5%, além de minimizar fatores que causam mal desempenho nas avaliações, como ansiedade e nervosismo.
“Ao participar do Trezentos, notamos que é mais vantajoso unirmos esforços, pois os resultados serão muito melhores que o individual”, relata Fragelli. O projeto superou outras 2.848 propostas inscritas noPrêmio Guia do Estudante.
METODOLOGIA - Após a realização de uma prova na disciplinaCálculo 1, a turma é dividida em grupos de estudos, que mesclam estudantes com boas e más notas. Em cada equipe, é escolhido um líder, geralmente o aluno de melhor nota, com objetivo de dar apoio para os estudantes com baixo rendimento, oferecendo nova oportunidade de avaliação.
Aqueles que tiveram notas baixas têm o direito de refazer o teste, enquanto os estudantes com bom desempenho recebem acréscimo na nota de acordo com a melhora dos demais integrantes do grupo.
Izabela Cardoso/ Rei da Derivada
Ricardo Fragelli recebeu oito prêmios nacionais na área de educação
O graduando Erick Fagundes, de Engenharia Eletrônica, destaca que a metodologia funciona. Para ele, o aluno tem uma visão do conteúdo diferente da ministrada pelo professor e, desse modo, pode ensinar aos colegas macetes e outras formas de assimilar a matéria. “Incrível é ver que mesmo pessoas que já saíram da disciplina continuam formando grupos, se ajudando para estudar. A turma toda sai ganhando”, relata.
CARREIRA - Fragelli explica que sempre foi adepto de métodos que estimulam a aprendizagem ativa dos estudantes, fugindo do modelo tradicional de aula. “A ideia é motivar, incentivar a criticidade e a participação”.
Em sua trajetória acadêmica, o docente recebeu oito prêmios nacionais relacionados à educação. Fragelli realiza palestras pelo Brasil sobre a metodologia, adotada também por outros professores da UnB e de outras instituições. O professor também é responsável pelas iniciativas Rei da Derivada e Summaê , métodos que surgiram na sala de aula e hoje viraram grandes eventos.
Izabela Cardoso/ Rei da Derivada
10º Rei da Derivada UnB, um dos projetos para estimular aprendizado 
No último dia 19, Fragelli recebeu o Prêmio Excelência e Qualidade Brasil 2015, promovido pela Associação Brasileira de Liderança. A condecoração o reconhece como profissional do ano e destaque nacional, após indicação e análise de currículo por comissão julgadora. “Foi uma grande surpresa e felicidade”, comemora.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Amor-amar

Não é amor que falta.
Como dizem por aí, com alguma sabedoria: o que falta é amar.




terça-feira, 24 de novembro de 2015

Educação: o papel de cada um.






Os pais não podem simplesmente terceirizar para as escolas a responsabilidade de educarem os seus filhos

Quando se pergunta à população brasileira, em uma pesquisa de opinião, qual seria o problema fundamental do Brasil, a maioria indica a precariedade da educação. Os entrevistados costumam apontar que o sistema educacional brasileiro não é capaz de preparar os jovens para a compreensão de textos simples, elaboração de cálculos aritméticos de operações básicas, conhecimento elementar de física e química, e outros fornecidos pelas escolas fundamentais.


Esses conhecimentos são testados em pesquisas internacionais como o PISA (Programme for International Student Assessment) da OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico e coordenado no Brasil pelo INEP - Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira.
No PISA os países asiáticos estão apresentando os melhores resultados, possivelmente diante do valor atribuído à educação por influência de nomes como o filósofo Confúcio, que não se restringe ao conhecimento formal, enquanto o Brasil não apresenta resultados satisfatórios.
Certa vez, participava de uma reunião de pais e professores em uma escola privada brasileira de destaque e notei que muitos pais expressavam o desejo de ter bons professores, salas de aula com poucos alunos, mas não se sentiam responsáveis para participarem ativamente das atividades educacionais, inclusive custeando os seus serviços. Se os pais não conseguiam entender que esta aritmética não fecha e que a sua aspiração estaria no campo do milagre, parece difícil que consigam transmitir aos seus filhos o mínimo de educação.
Para eles, a educação dos filhos não se baseia no aprendizado dos exemplos dados pelos pais.
Que esta educação seja prioritária e ajude a resolver os outros problemas de uma sociedade como a brasileira parece lógico. No entanto, não se pode pensar que a sua deficiência depende somente das autoridades. Ela começa com os próprios pais, que não podem simplesmente terceirizar esta responsabilidade.
Para que haja uma mudança neste quadro é preciso que a sociedade como um todo esteja convencida que todos precisam contribuir para tanto, inclusive elegendo representantes que partilhem desta convicção e não estejam pensando somente nos seus benefícios pessoais.
Sobre a educação formal, aquela que pode ser conseguida nos muitos cursos que estão se tornando disponíveis no Brasil, nota-se que muitos estão se convencendo que eles ajudam na sua ascensão social, mesmo sendo precários. O número daqueles que trabalham para obter o seu sustento e ajudar a sua família, e ao mesmo tempo se dispõe a fazer um sacrifício adicional frequentando cursos até noturnos, parece estar aumentando.
A demanda por cursos técnicos que elevam suas habilidades para o bom exercício da profissão está em alta. É tratada como prioridade tanto no governo como em instituições representativas das empresas. O mercado observa a carência de pessoal qualificado para elevar a eficiência do trabalho.
Muitos reconhecem que o Brasil é um dos países emergentes que estão melhorando, a duras penas, a sua distribuição de renda. Mas, para que este processo de melhoria do bem estar da população seja sustentável, há que se conseguir um aumento da produtividade do trabalho, que permita também o aumento da parcela da renda destinada à poupança, que vai sustentar os investimentos indispensáveis.
A população que deseja melhores serviços das autoridades precisa ter a consciência de que uma boa educação, não necessariamente formal, é fundamental para atender melhor as suas aspirações.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

FUP: Faculdade UnB Planaltina e suas conquistas.






Um campus com fome de quê?
Marcelo Bizerril


Nesta semana serão inaugurados, oficialmente, o Restaurante Universitário (RU), o Módulo de Apoio e Serviços Comunitários (MASC) e a Unidade de Pesquisa e Pós-graduação da Faculdade UnB Planaltina (FUP), o campus da UnB em Planaltina. Estruturas há muito projetadas e ansiosamente aguardadas pela comunidade "fupiana". Não restam dúvidas de que elas fizeram falta nesses 9 anos de vida do campus, mas o que importa é que chegaram e, aqui, cumprimento a reitoria da UnB pela sua inauguração.
Interessante notar que, apesar do inegável conforto que os novos prédios trarão ao campus, a FUP não esperou sua chegada para avançar no cumprimento da sua missão. O prédio de pesquisa chega à FUP quando o campus já conta com uma pós-graduação estruturada em quatro cursos de Mestrado e um Doutorado, sem falar dos cursos de Especialização e da presença significativa de professores da FUP, como docentes ou coordenadores, em programas de pós-graduação nos demais campi. Os grupos de pesquisa do campus e a produção individual de seus pesquisadores têm respeitável repercussão nas esferas regional, nacional e também internacional, como atestam a frequência de pesquisadores estrangeiros em visita à FUP e a presença de nossos professores no exterior.
Com o RU, em funcionamento desde agosto, não foi diferente. A sua ausência nesses anos não foi obstáculo para impedir o funcionamento de cinco cursos de graduação, nos turnos diurno, noturno e integral, como é o caso da Licenciatura em Educação do Campo, ofertada em regime de alternância, e que fornece alojamento e alimentação aos estudantes nos períodos de Tempo Escola. Criatividade, compromisso e muito trabalho possibilitaram a oferta regular desses cursos que já formaram mais de 500 egressos nos últimos anos. Para lidar com esses desafios, foi construído no campus um confortável alojamento com capacidade para 70 pessoas, que hoje também apoia cursos de pós-graduação em regime de alternância.
Ainda que os prédios sejam essenciais, não podem ser vistos como o principal elemento de uma universidade. Assim, nesses anos, a FUP construiu sua forma de organização e sua identidade. O campus busca o diálogo com a sociedade por meio de seu Conselho Comunitário e dos diversos programas e projetos de extensão, que são uma marca da FUP. Também tem sido buscada a construção de uma identidade que para além do óbvio tripé ensino-pesquisa-extensão, caracterize a necessária reflexão que as universidades públicas devem fazer continuamente sobre sua própria existência e missão, a fim de identificar novas responsabilidades e formas de responder às demandas do mundo contemporâneo. Esse pensamento é expresso na seguinte provocação que Darcy Ribeiro nos apresenta no livro Universidade pra quê?: "Uma universidade que não tem um plano de si mesma, carente de sua própria ideia utópica de como quer crescer, sem a liberdade e a coragem de se discutir amplamente, sem um ideal mais alto, uma destinação que busque com clareza, só por isso está debilitada e se torna incapaz de viver seu destino".
Uma resposta dada pelo campus de Planaltina foi a elaboração, de modo participativo, do seu Projeto Político Pedagógico Institucional, com o propósito de inspirar o cotidiano do campus e orientar sua expansão. Mas o campus não pode se conformar com o documento feito. Necessita vivenciá-lo para fazer valer o que está escrito.
Com os olhos voltados ao futuro, fica a pergunta: agora que tem um RU e um espaço específico para a pesquisa, a FUP tem fome de quê? Para onde pretende seguir?
É sabido que é preciso alimentar o corpo, mas também a mente e o espírito. Os novos prédios ajudarão a matar a fome do corpo e da mente. Já o espírito ficará por conta do convívio cotidiano, das relações interpessoais e da universidade com a sociedade, da reflexão sobre a sua missão a ser posta em prática. Aqui cabem os cumprimentos aos diretores da FUP, professores Luis Antônio Pasquetti e Elizabeth Costa, por representarem esse comprometimento sincero com a universidade pública. Que o espírito a seguir iluminando a trajetória da FUP seja o de colocar a ciência e a educação a serviço da transformação da sociedade para melhor, com mais justiça e fraternidade, sempre respeitando as diferenças e fazendo da complexidade e divergência de ideias uma possibilidade de exercício da democracia.