terça-feira, 30 de abril de 2013

O mundo que queremos.

                                     








Bom dia, caros colegas educadores.

Esse link nos remete a vários textos interessantes na arte de ensinar Língua Portuguesa.


A seguir texto da educadora  Sandra Vilarinho.
Nossa língua é um legado de diversidades múltiplas de linguagem e é dividida em duas partes: a fala e a escrita.

A princípio se definiu a fala como individual, algo próprio, passível de ser moldada, de acordo com os grupos lingüísticos.

 Já a escrita é social, a fim de termos uma convenção ao escrevermos, algo que será compreendido ao ser lido em todo âmbito social em que a língua é falada. No entanto, com o passar dos anos, falamos de discursos e tipologia de discurso, ou seja, dos tipos de comunicação existentes.
Há tipos de discurso para todas as ocasiões: para conversas formais e informais, com os colegas de sala, com os pais, msn, orkut.

Não falamos com o nosso professor assim como falamos com nosso pai, como também não vamos escrever uma carta a um amigo do mesmo modo que se fôssemos escrever ao presidente.
A linguagem dos internautas está sendo inserida nas salas de aula, porém de forma errônea, nas redações, por exemplo. Por isso, é tão importante trabalhar em sala os discursos lingüísticos, para que o jovem saiba que há meios sociais adequados para cada tipo de linguagem.

Ainda temos outra gama de conhecimento quando se trata da linguagem não-verbal: os quadrinhos, charges, gráficos, símbolos, arte, os gestos. A linguagem não verbalizada nos diz muito do que acontece em nosso meio social, principalmente através da mídia. Além disso, temos a combinação da linguagem verbal e não-verbal, que resulta na linguagem verbo-visual, muito utilizada pelos publicitários, os quais ao mesmo tempo trazem uma mensagem escrita, juntamente com o chamativo das cores e formas da imagem.

 É importante trabalhar o texto não-verbal em sala de aula, para os alunos desenvolverem a crítica a respeito da linguagem subliminar existente nesse tipo de discurso, utilizado além da mídia, também pela política.
Os surdos-mudos utilizam a linguagem dos gestos e é fundamental a eles, já que é sua própria fala. Utilizamos o gesto também como complemento da nossa fala.

Logo, a língua portuguesa é a própria essência de quem somos, já que está a nossa volta a todo tempo e lugar e é necessário trabalhar os vários tipos de linguagem pra que possamos, dessa forma, desenvolver cidadãos reflexivos e críticos de sua própria realidade.


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Leitura/Liberdade


“Leia não para contradizer nem para
acreditar, mas para ponderar e considerar.
Alguns livros são para serem degustados,
outros para serem engolidos, e alguns poucos
para serem mastigados e digeridos. A leitura
torna o homem completo, as preleções dão a
ele prontidão, e a escrita torna-o exato”.

 Francis Baco


[...] a forma com que a leitura é trabalhada, na escola ou mesmo
fora dela, pode ou não favorecer a aquisição, a transformação e
a produção do conhecimento não alienante, desencadeador do
processo de participação crítica nas diferentes situações vividas
pelo leitor. A leitura, então, envolve também um componente
fundamental que é o movimento de conscientização e
questionamento da realidade (RANGEL, 2005, p. 35).

Mentes vazias.


domingo, 28 de abril de 2013

Valores Humanos.




"Que homem é o homem que não torna o mundo melhor?"

Frase do filme: CRUZADA


sábado, 27 de abril de 2013

Saudade

Saudade não precisa nos remeter à tristeza.
Ela pode ser vida revivida na memória de doces e eternos  momentos.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Fascínio.





Apesar do abandono eu senti um fascínio irresistível por ela. Já estava indo embora, voltei e fotografei!!! Charqueadas, interior do Rio Grande do Sul. (Nika)

Encontrei esse tesouro na internet. A fotógrafa afirma ter sentido sentido "um fascínio irresistível" apesar do abandono.
Creio que o abandono dessa casinha é que nos fascina, Nika.
Passamos a criar todo um contexto para justificar tal abandono.
Quantas e quais histórias de vida essa casinha guarda?
há um misto de saudade e de tristeza. Uma vontade imensa de fazer voltar o tempo e conhecer as histórias, para contá-las.
Grata, Nika, pelo presente! Despertou em mim um doce sabor de vida. Intensamente  vivida...

Rosa Maria Olímpio- outono de 2013

quinta-feira, 25 de abril de 2013

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Sozinha e feliz...

http://www2.uol.com.br/vyaestelar/feliz_sozinha.htm






Sugiro o link acima, meu caro Will, boa leitura para complementar a leitura do post anterior, que tive que excluir a pedido do autor.

Também havia pensado sobre as mulheres mais velhas que preferem os jovens. Não só na mídia, mas em nosso meio também. O índice é bem inferior ao tema abordado pelo autor Alex Castro.
Para mim, é inconcebível. Vejo nos jovens, meu filho, e não consigo processar de outro modo. Por outro lado, nada tenho contra as mulheres que fazem tal opção.
Opção não discutimos. Cada um é feliz a seu modo.
As jovens que não se casam, não constroem uma família tem motivos para serem tristes. Eu, com certeza, seria.
Há dez anos, sou "sozinha". Não sou sozinha por opção. Também jamais estive à procura de um novo amor. Isso acontece. Não aconteceu comigo. E sou uma mulher feliz.Mas eu realizei um sonho.Casei-me apaixonada, tenho um casal de filhos, um casal de netos. Tenho uma família, amigos. E minha felicidade não depende do outro. Eu a construí ao longo da caminhada de meus 57 anos.
O tema abordado é muito bom para que analisemos a realidade na qual estamos inseridos. As pessoas querem ser felizes e correm atrás, buscam, assumem. Antigamente a maioria dos casais sobrevivia há 70 anos casados. Felizes? Daí a conversa toma outro rumo. Havia muita hipocrisia. A esposa sabia das "escapadas" do marido e aceitava. Esse, por sua vez, pregava a moral e bons costumes dentro de casa e lá fora, vivia a liberdade de ser feliz. Hoje ainda há  inúmeros casos assim. Mas o homem está sendo mais honesto, inclusive com ele mesmo.
A religião tenta, sem muito êxito, pregar a indissolubilidade do casamento. O que Deus uniu o homem não separa. Mas, Deus uniu? Condenou duas criaturas a viverem juntas para sempre se anulando e anulando o outro? Nascemos para construirmos nossa felicidade. Somos responsáveis. Donos do nosso destino. Sem essa de culpar uns aos outros pelas nossas frustrações.
Com certeza voltarei a escrever acerca desse tema Vou ler mais a respeito.

Rosa Maria Olímpio

terça-feira, 23 de abril de 2013

Doces amoras





Poesia 

No girar incessante da Terra, 
no cantar dos passarinhos, 
no brilho das águas,
no desabrochar das flores que colorem 
e perfumam a nossa caminhada, 
na esperança que renasce a cada dia.
Lindas flores, verdadeiros amores.
Doces amoras...
poesia de agora nos alimenta a alma...

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Sabedoria oriental.


Exercitemos  a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora.

Isso é viver como as flores. 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Dia do Índio.














Bom dia, meu povo! Sejam bons todos os dias de todos os índios!
Salvem todos os nossos Parentes! Salvem os índios de todas as etnias! Mais respeito e dignidade para nossos irmãos e irmãs. 

"Se as palavras não são para encobrir as coisas, só há uma expressão para descrever o que se passou desde 1500: conquista com genocídio dos índios, seguida de colonização com escravidão africana. Daí viemos, em cima disso foram construídos os alicerces de nossa sociedade. Descobrir o Brasil hoje é tirar o véu que o "descobrimento" lança sobre este lado inescapável de nossa herança".
 
José Murilo de Carvalho

Leitura




       e... transformar a mente para uma situação também aberta.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

VI Congresso Latino americano de Compreensão Leitora


Acessem 
@VI Congresso Latino americano de Compreensão Leitora
e vejam as orientações e normas para Inscrição. 
Participe desse grande evento!


Como é bom SER gente.



"Gosto de gente que tem tempo para sorrir bondade, semear perdão, repartir ternuras, compartilhar vivências e dar espaço para as emoções dentro de si, emoções que fluem naturalmente de dentro de seu ser!"

Arthur da Távola

terça-feira, 16 de abril de 2013

Leitura e conhecimento de mundo...



Obra de Cândido Portinari
A prática da leitura se faz presente em nossas vidas desde o momento em que começamos a "compreender" o mundo à nossa volta. No constante desejo de decifrar e interpretar o sentido das coisas que nos cercam, de perceber o mundo sob diversas perspectivas, de relacionar a realidade ficcional com a que vivemos, no contato com um livro, enfim, em todos estes casos estamos, de certa forma, lendo - embora, muitas vezes, não nos demos conta.
A atividade de leitura não corresponde a uma simples decodificação de símbolos, mas significa, de fato, interpretar e compreender o que se lê. Segundo Angela Kleiman, a leitura precisa permitir que o leitor apreenda o sentido do texto, não podendo transformar-se em mera decifração de signos linguísticos sem a compreensão semântica dos mesmos.
Nesse processamento do texto, tornam-se imprescindíveis também alguns conhecimentos prévios do leitor: os linguísticos, que correspondem ao vocabulário e regras da língua e seu uso; os textuais, que englobam o conjunto de noções e conceitos sobre o texto; e os de mundo, que correspondem ao acervo pessoal do leitor. Numa leitura satisfatória, ou seja, na qual a compreensão do que se lê é alcançada, esses diversos tipos de conhecimento estão em interação. Logo, percebemos que a leitura é um processo interativo.
Quando citamos a necessidade do conhecimento prévio de mundo para a compreensão da leitura, podemos inferir o caráter subjetivo que essa atividade assume. Conforme afirma Leonardo Boff,
cada um lê com os olhos que tem. E interpreta onde os pés pisam. Todo ponto de vista é a vista de um ponto. Para entender o que alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é a sua visão de mundo. Isto faz da leitura sempre um releitura. [...] Sendo assim, fica evidente que cada leitor é co-autor.
A partir daí, podemos começar a refletir sobre o relacionamento leitor-texto. Já dissemos que ler é, acima de tudo, compreender. Para que isso aconteça, além dos já referidos processamento cognitivo da leitura e conhecimentos prévios necessários a ela, é preciso que o leitor esteja comprometido com sua leitura. Ele precisa manter um posicionamento crítico sobre o que lê, não apenas passivo. Quando atende a essa necessidade, o leitor se projeta no texto, levando para dentro dele toda sua vivência pessoal, com suas emoções, expectativas, seus preconceitos etc. É por isso que consegue ser tocado pela leitura.
Assim, o leitor mergulha no texto e se confunde com ele, em busca de seu sentido. Isso é o que afirma Roland Barthes, quando compara o leitor a uma aranha:
[...] o texto se faz, se trabalha através de um entrelaçamento perpétuo; perdido neste tecido - nessa textura -, o sujeito se desfaz nele, qual uma aranha que se dissolve ela mesma nas secreções construtivas de sua teia.
Dessa forma, o único limite para a amplidão da leitura é a imaginação do leitor; é ele mesmo quem constrói as imagens acerca do que está lendo. Por isso ela se revela como uma atividade extremamente frutífera e prazerosa. Por meio dela, além de adquimirmos mais conhecimentos e cultura - o que nos fornece maior capacidade de diálogo e nos prepara melhor para atingir às necessidades de um mercado de trabalho exigente -, experimentamos novas experiências, ao conhecermos mais do mundo em que vivemos e também sobre nós mesmos, já que ela nos leva à reflexão.
E refletir, sabemos, é o que permite ao homem abrir as portas de sua percepção. Quando movido por curiosidade, pelo desejo de crescer, o homem se renova constantemente, tornando-se cada dia mais apto a estar no mundo, capaz de compreender até as entrelinhas daquilo que ouve e vê, do sistema em que está inserido. Assim, tem ampliada sua visão de mundo e seu horizonte de expectativas.
Desse modo, a leitura se configura como um poderoso e essencial instrumento libertário para a sobrevivência do homem.
Há entretanto, uma condição para que a leitura seja de fato prazerosa e válida: o desejo do leitor. Como afirma Daniel Pennac, "o verbo ler não suporta o imperativo". Quando transformada em obrigação, a leitura se resume a simples enfado. Para suscitar esse desejo e garantir o prazer da leitura, Pennac prescreve alguns direitos do leitor, como o de escolher o que quer ler, o de reler, o de ler em qualquer lugar, ou, até mesmo, o de não ler. Respeitados esses direitos, o leitor, da mesma forma, passa a respeitar e valorizar a leitura. Está criado, então, um vínculo indissociável. A leitura passa a ser um imã que atrai e prende o leitor, numa relação de amor da qual ele, por sua vez, não deseja desprender-se.


segunda-feira, 15 de abril de 2013

EDUCAÇÃO E SOCIEDADE


EDUCAÇÃO E SOCIEDADE: BREVE RESUMO SOBRE AS VERTENTES FILOSÓFICO- POLÍTICAS

Conforme Luckesi (1994), as vertentes filosóficas e políticas que buscam entender o sentido da educação na sociedade se constituíram ao longo da prática educativa e norteiam o sentido de educação, bem como o direcionamento da ação educativa. São elas: A tendência redentora, a tendência reprodutivista e a tendência transformadora.

Segundo ele, a tendência redentora, que tem como legítimo representante o teórico Comênio, concebe a educação o significado e a finalidade de adaptar o indivíduo ao seu meio social. Nesse sentido, uma educação redentora seria aquela na qual a prática educativa serve, apenas, para reforçar os laços sociais, objetivando garantir a perfeita integração do indivíduo à sociedade. Contudo, essa é uma forma ingênua e não crítica de compreender a relação entre educação e sociedade, visto que a educação interfere absoluta nos destinos e comportamentos de toda a sociedade.

A tendência reprodutivista, é vista por Luckesi, como aquela que interpreta a educação como uma instância a serviço da sociedade. Como representante dessa vertente tem o teórico Althusser, que estudou o papel da escola como um dos aparelhos do Estado. Segundo esse teórico, a escola é o instrumento criado pela sociedade para reproduzir ideologias, conduzir a aprendizagem dos saberes, como também moldar comportamentos compatíveis com os interesses ideológicos do Estado. Embora crítica do ponto de vista do sentido da educação na sociedade, essa perspectiva não aponta caminhos ao educador, senão, o da submissão aos interesses ideológicos dos que detém o poder político-social.

Já a tendência transformadora, é apontada por ele como uma perspectiva filosófico-política crítica e, compreende a educação como mediadora de um projeto social. Os teóricos dessa tendência, como Dermerval Saviani, nem negam que a educação tem papel ativo na sociedade, nem recusam reconhecer os seus condicionantes histórico-sociais. Contrariamente, consideram a possibilidade de agir a partir das condições sociais, objetivando as transformações a que se propõe a sociedade. Nesse cenário, a educação é interpretada como uma instância dialética que serve a um projeto, a um modelo, a um ideal de sociedade, seja esse projeto conservador, transformador ou democrático.

Luckesi ainda pontua que tendo compreendido essas vertentes, importa ao educador, refletir criticamente e escolher qual a tendência que melhor conduzirá o seu trabalho pedagógico.

Referência:
LUCKESI, Cipriano. Filosofia da educação. São Paulo: Cortez, 1994.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

UnB- UAB Curso de Letras à Distância recebe nota 4 em avaliação do Inep

http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=7676


Curso de Letras a distância recebe nota 4 em avaliação do Inep
Indicador de desempenho atribui valores de 0 a 5 em análise e reconhecimento de cursos
Vivian Palmeira - Da Secretaria de Comunicação da UnB


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Emília Silberstein/UnB Agência
O curso de Licenciatura em Letras da UnB oferecido na modalidade de educação a distância pelo Projeto Universidade Aberta do Brasil (UAB) conquistou nota 4 em avaliação realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). “Para a educação a distancia, que é uma modalidade nova na UnB, mostra que estamos no caminho certo”, afirma o professor Iran Junqueira de Castro, Diretor de Ensino de Graduação a Distância.

Uma comissão do Inep visitou os três pólos que oferecem o curso a distância. Dois deles, em Ceilândia e Alexânia, receberam nota 4. “Os professores do curso presencial são basicamente os mesmos do curso a distância”, explica Iran Junqueira. Mas nem sempre foi assim. Quando o curso de Letras passou a ser oferecido fora dos campi da UnB, em 2007, poucos professores se interessaram pelo projeto. “A gente achava que era um curso que não ia dar certo. Hoje, a maioria dos professores do Instituto de Letras da universidade está envolvida com a educação a distância”, conta Iran Junqueira.

Atualmente, a UnB oferece a Licenciatura em Letras a distância em sete cidades diferentes: Alto Paraíso, Alexânia e Águas Lindas, em Goiás; Buritis e Ipatinga, em Minas Gerais; Ceilândia, no Distrito Federal; e Carinhanha, na Bahia. “Quando você visita os rincões do Brasil percebe que existe uma demanda reprimida em muitas áreas. Letras era uma delas”, completa o professor.

Projeto UAB - Em 2005, a Universidade de Brasília apresentou ao Ministério da Educação um projeto pedagógico para implantação do curso de graduação em Biologia na modalidade de educação a distância. Tendo em vista a necessidade de expandir a oferta de ensino superior no país, o Ministério da Educação instituiu o programa Universidade Aberta do Brasil (UAB), em 2006.

Não demorou muito para que a UnB ampliasse a oferta de cursos superiores. Já são oito licenciaturas e um bacharelado oferecidos em 31 polos de educação a distância. “A UnB tem, desde o início, uma vocação para a integração nacional”, avalia o professor Iran Junqueira de Castro.
Cursos a distancia oferecidos pela UnB
Administração - bacharelado
Artes Visuais - licenciatura
Biologia - licenciatura
Educação Física - licenciatura
Geografia - licenciatura
Letras - licenciatura
Música - licenciatura
Pedagogia - licenciatura
Teatro - licenciatura

quarta-feira, 10 de abril de 2013

segunda-feira, 8 de abril de 2013


A menina e o pássaro encantado





A menina e o pássaro encantado

Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo.
Ele era um pássaro diferente de todos os demais: era encantado.
Os pássaros comuns, se a porta da gaiola ficar aberta, vão-se embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades… As suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. Certa vez voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão…
— Menina, eu venho das montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco do encanto que vi, como presente para ti…
E, assim, ele começava a cantar as canções e as histórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.
Outra vez voltou vermelho como o fogo, penacho dourado na cabeça.
— Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. As minhas penas ficaram como aquele sol, e eu trago as canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.
E de novo começavam as histórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isto voltava sempre.
Mas chegava a hora da tristeza.
— Tenho de ir — dizia.
— Por favor, não vás. Fico tão triste. Terei saudades. E vou chorar…— E a menina fazia beicinho…
— Eu também terei saudades — dizia o pássaro. — Eu também vou chorar. Mas vou contar-te um segredo: as plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios… E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera do regresso, que faz com que as minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudade. Eu deixarei de ser um pássaro encantado. E tu deixarás de me amar.
Assim, ele partiu. A menina, sozinha, chorava à noite de tristeza, imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa dessas noites que ela teve uma ideia malvada: “Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá. Será meu para sempre. Não mais terei saudades. E ficarei feliz…”
Com estes pensamentos, comprou uma linda gaiola, de prata, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera. Ele chegou finalmente, maravilhoso nas suas novas cores, com histórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu. Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola, para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.
Acordou de madrugada, com um gemido do pássaro…
— Ah! menina… O que é que fizeste? Quebrou-se o encanto. As minhas penas ficarão feias e eu esquecer-me-ei das histórias… Sem a saudade, o amor ir-se-á embora…
A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas não foi isto que aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ficando diferente. Caíram as plumas e o penacho. Os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio: deixou de cantar.
Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava, pensando naquilo que havia feito ao seu amigo…
Até que não aguentou mais.
Abriu a porta da gaiola.
— Podes ir, pássaro. Volta quando quiseres…
— Obrigado, menina. Tenho de partir. E preciso de partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro de nós. Sempre que ficares com saudade, eu ficarei mais bonito. Sempre que eu ficar com saudade, tu ficarás mais bonita. E enfeitar-te-ás, para me esperar…
E partiu. Voou que voou, para lugares distantes. A menina contava os dias, e a cada dia que passava a saudade crescia.
— Que bom — pensava ela — o meu pássaro está a ficar encantado de novo…
E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos, e penteava os cabelos e colocava uma flor na jarra.
— Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje…
Sem que ela se apercebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado, como o pássaro. Porque ele deveria estar a voar de qualquer lado e de qualquer lado haveria de voltar. Ah!
Mundo maravilhoso, que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama…
E foi assim que ela, cada noite, ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento: “Quem sabe se ele voltará amanhã….”
E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.

* * *

Para o adulto que for ler esta história para uma criança:
Esta é uma história sobre a separação: quando duas pessoas que se amam têm de dizer adeus…
Depois do adeus, fica aquele vazio imenso: a saudade.
Tudo se enche com a presença de uma ausência.
Ah! Como seria bom se não houvesse despedidas…
Alguns chegam a pensar em trancar em gaiolas aqueles a quem amam. Para que sejam deles, para sempre… Para que não haja mais partidas…
Poucos sabem, entretanto, que é a saudade que torna encantadas as pessoas. A saudade faz crescer o desejo. E quando o desejo cresce, preparam-se os abraços.
Esta história, eu não a inventei.
Fiquei triste, vendo a tristeza de uma criança que chorava uma despedida… E a história simplesmente apareceu dentro de mim, quase pronta.
Para quê uma história? Quem não compreende pensa que é para divertir. Mas não é isso.
É que elas têm o poder de transfigurar o quotidiano.
Elas chamam as angústias pelos seus nomes e dizem o medo em canções. Com isto, angústias e medos ficam mais mansos.
Claro que são para crianças.
Especialmente aquelas que moram dentro de nós, e têm medo da solidão…

As mais belas histórias de Rubem Alves
Lisboa, Edições Asa, 2003

terça-feira, 2 de abril de 2013

Ética na educação.

                                             


                              Os professores merecem respeito...

Educação Ética

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/materiais/0000015509.pdf


Sugestão de leitura, para pais, alunos e professores.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Literatura


                 
           


      A poesia será-sempre- um ritual íntimo!