quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O papel do feedback no processo de aprendizagem on-line






“Ninguém educa ninguém. Ninguém se educa sozinho. Nós nos educamos em comunhão” Paulo Freire.

Um dos aspectos mais fascinantes da era das redes é o papel da interação entre alunos, professores e tutores na construção do conhecimento. Mediante o uso dos feedbacks que podem ser considerados como agente cognitivo humano, os alunos se veem confrontados com uma situação profundamente desafiadora: o recurso livre e criativo capaz de liberar energias para o cultivo de uma memória vivencial autônoma e personalizada, que possibilita o conhecimento, o aprofundamento do conhecimento, a troca de  saberes.Por outra parte, os que forem pouco criativos ou preguiçosos, ou ainda, estiverem apenas em busca de um certificado, correm o risco de absorver passivamente nada mais que fragmentos dispersos de um universo informativo no qual há de tudo. Daí o desafiante papel do tutor ao  fazer a interação subsistir à preguiça, ao cansaço, à escassez de tempo.
A EAD funciona como possibilidade de estabelecimento de conhecimento cognitivo interativo  pelo fato de ter característica hipertextual e pela interferência possível do conhecimento que outras pessoas construíram ou estão construindo. Com isso, o aluno pode assumir o papel de verdadeiro gestor dos seus processos de aprendizagem.

Conscientes de nossa atitude positiva ou negativa diante das atitudes, das elaborações das atividades, das dúvidas e das ausências, precisamos, como agentes de transformação,  superar uma concepção demasiado técnica da interação entre seres humanos e ambientes cognitivos artificiais.
Importante compreender que, embora preservando uma série de aspectos típicos das linguagens acadêmicas, a interação tutor- aluno deve adquirir versatilidade e disponibilidade cooperativa, interfaces de parceria entre o homem e a técnica.
 A construção do conhecimento, ainda que a distância, não pode ser unilateral, de seres humanos isolados, mas de uma vasta cooperação cognitiva compartilhada da qual participam alunos (seres humanos) e sistemas cognitivos artificiais. Isso implica
responsabilidade, criatividade, bom senso do tutor ao dialogar com o aluno nos momentos de interação por meio dos feedbacks.
É possível ser sincero, ser leal, ter firmeza, autoridade, sem magoar, depreciar, inibir, desencorajar o aluno.
Ao buscar saber os porquês das ausências, das tarefas mal realizadas, ou mesmo as postagens realizadas sempre às pressas, de última hora, o tutor demonstra real interesse pela pessoa, pelo aluno. Com isso é possível adquirir a confiança e o respeito necessários para motivá-lo a aprender.

Rosa Maria Olimpio

2 comentários:

Lady Starlight disse...

Olá, Rosa!
Dei uma lida no seu blog também e gostei muito da forma como você colocou a interação como central no relacionamento entre tutor e aluno, como destacou a importância que essa interação tem para o processo de ensino e aprendizagem e ainda, como justificou essa importância no fato de que o tutor exerce um papel de agente de transformação. Muito bom mesmo!
Abraço,
Stella

rosadaserra disse...

Grata, Stella!

Seu comentário é valioso porque tem competência e sabedoria para colaborar com nossas produções.

Tenho aprendido muito com você durante o curso.

Abraço,
Rosa Maria

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