quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Remendar-se.

E melhor é que ficamos cada dia melhores.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Barão de Itararé

 
"Dize-me com quem andas e te direi se o acompanho". 
Aparício Torelly (Barão de Itararé), humorista, RS, 1895-1971

Nunca é tarde.


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Palavras sábias...sábia vivência



Que a gente não canse, de apontar o lápis e refazer o texto, de procurar a palavra, revirar o papel e a alma do avesso e encontrar a rima. Que não nos vença, o gosto amargo, o riso murcho, a palavra vazia. Que o inverso disso ganhe sim, e ganhe sempre. Que a rotina não nos destrua, que ainda nos dê crises de riso, que ainda pulse. Só isso que eu quero...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Resenha A visita cruel do tempo.



por carolinelines



A visita cruel do tempo. Jennifer Egan. Editora Intrínseca. 335 páginas. Lançado há um ano, em janeiro de 2012.


O aclamado e premiado livro de Jennifer Egan, A visita cruel do tempo, tem 13 capítulos. Consegui ler com certa empolgação, sem parar, até o capítulo 9. Depois, fiquei naquele vai e volta. Vai e volta. Até que o terminei ontem. Sem empolgação. Terminei para poder entender o porquê de não ter gostado. Mas não obtive uma resposta certa. Talvez Sérgio Rodrigues tenha identificado melhor que eu essa sensação: “é o melhor livro americano que leio em um bom tempo, mas deixa um travo meio esquisito”. A Betina também não gostou.
O cenário da narrativa é a cidade de São Francisco, Califórnia. A época vai dos anos 70, surgimento do movimento punk, até os anos 2020, quando da decadência de muitos dos (ex)integrantes da banda The Conduits, já em Nova Iorque.
A história tem como mote a banda punk The Conduits (fictícia?), ‘descoberta’ por Bennie, um produtor musical assessorado por Sasha, uma cleptomaníaca. Os músicos Scotty, Alice, Jocelyn, Rhea, amigos de Bennie, são alguns dos jovens que rodeiam Lou, um típico coroa da indústria musical dos anos 70, pai de seis filhos, ‘pegador’ de adolescentes. A sedução de Lou está justamente em seu modo de vida de pop star regado a sexo, drogas e música.
Outro personagem da história é o repórter Jules Jones, irmão de Stephanie, cunhado de Bennie. Ele ficou preso alguns anos porque tentou estuprar a atriz Kitty Jackson, que é assessorada por Dolly, que se submete a assessorar um general genocida para poder pagar uma boa escola para sua filha esnobe, Lulu, que futuramente será amante de Alex, ex-namorado da cleptomaníaca Sasha.
Esses personagens têm seus sonhos e os caminhos percorridos para atingi-los retratados no livro, assim como os obstáculos enfrentados para tal. Uns tiveram êxito, outros nem tanto. Alguns mudaram (ou foram levados a mudar) seus sonhos. A mensagem que fica é que o tempo é cruel, inclusive com os sonhos.
Uma das características da linguagem do livro é que ele é uma narrativa não linear. Outra é que a autora escreve em primeira, em segunda e em terceira pessoa. Mas algo bastante peculiar à obra, eu diria, é a construção predominantemente visual do capítulo 12 (disponível com áudio aqui), que, confesso, foi um tanto impactante para mim.
Sem dúvida, o livro retrata a inexorabilidade do tempo através da inconstância da vida vivida e vista pelos olhos das próprias personagens.
Esta leitura não me empolgou.

O que vivi...


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Pequena obra-prima

Pequena obra-prima

Por: Paulo Moreira Leite

Quem assistiu "A Fita Branca" sabe que o diretor Michael Haneke não perde tempo com futilidades.


Faz um cinema direto e profundo, que não teme a dor nem outras formas de sofrimento humano. 
“Amor” é uma pequena obra-prima.  Os personagens  são exibidos com crueza. Haneke não procura o escandaloso nem o espetacular. Conta sua história de modo rigoroso – e nos ensina como é difícil o exercício de contar uma história humana em toda  grandeza, com todo respeito pela verdade dos personagens.
Não há diálogos superficiais nem frases de efeito. As sequências não pretendem produzir alívio depois de muita tensão. Haneke não tem pressa. Tranca seus dois protagonistas num apartamento  sem objetos decorativos nem acessórios para distrair a atenção.
São 127 minutos dedicados à vida humana em sua forma pura, sem enfeites, sem falsas esperanças. Octogenários, com as manias, doenças e comportamento próprios da idade, os personagens principais não se enfeitam para aparecer na tela. Estão ali – dolorosamente.
Seria um inferno claustrofóbico, caso Haneke não tivesse capacidade de concentrar o olhar no que é humano, precioso e perecível.  
A vida e a morte passeiam pelo filme, como uma consciência incerta e imprevisível, como os movimentos de uma pomba que, vez por outra, entra pela janela.
“Amor” parece nos dizer que há uma forma de decência possível – desde que se deixe de lado os medos pequenos, os auto-enganos que prolongam nossas ilusões.
Encarnado de forma magistral por Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva, “Amor” só dispensa aquilo que é dispensável.

 

Problemas de aprendizagem...

Como professora de Língua Portuguesa, estou convicta de que a maioria dos problemas de aprendizagem perpassam pela falta de leitura, não só de nossos alunos, mas também de grande parte de nossos professores.
Se o cidadão lê e não compreende o que leu, a leitura não se concretizou.
Isso se reflete na aprendizagem de todo e qualquer conteúdo e compromete seriamente os objetivos propostos nos currículos.
1. A constituição do currículo na instituição por mais bem elaborado que seja não obterá o êxito esperado se a leitura, em todos os seus aspectos, não for o foco principal de cada disciplina.
2. A relação professor-pesquisador, currículo e interdisciplinaridade também se alicerça na leitura.
O professor-pesquisador lê, reflete sobre o que leu e procura colocar em prática as teorias dos pedagogos, psicopedagogos, cientistas políticos. Todos os autores que escrevem sobre a arte de educar, de transformar pela educação. Primeiro o professor se prepara para em seguida, preparar seu aluno para imergir no mágico mundo da leitura. Leitura de livros, leitura de textos, leitura do conteúdo aplicado, leitura de um filme, de uma música, de um poema, de uma atitude do colega, das atitudes dos políticos, de suas próprias atitudes. A partir dessas leituras ele será capaz de pensar um currículo coerente e interdisciplinar em que alunos, professores, equipe escolar e a família do educando participem ativamente. Sempre tendo como eixo norteador a leitura.
3. As avaliações nacionais como instrumento de avaliação da aprendizagem ou avaliação para aprendizagem.
A deficiência leitora reflete diretamente na aprendizagem. Se o aluno não lê dificilmente ele há se interessar pelo conteúdo ensinado. Se ele não se interessa, aumenta a dificuldade de aprender. O aprendizado inicia pela vontade de aprender, vontade de conhecer, prazer de descobrir.
Muitas das vezes, o aluno não responde à maioria das questões por não compreender o enunciado.Normalmente ele se queixa:
"-Não sei o que é para fazer nesta questão...."
Por outro lado as avaliações nacionais,  objetivam avaliar a capacidade leitora do aluno, seu raciocínio lógico, sua capacidade de compreender os tecidos textuais que conversam entre si, pelos temas, pelas palavras, pelas imagens e pela relação dessas leituras com a vivência do aluno.
Minha sugestão para redirecionar, complementar e/ou inovar possibilidades para a escola reverter a situação atual, é a elaboração de um currículo que contemple a interdisciplinaridade, privilegiando a prática da leitura.

Rosa Maria Olimpio

em 20/01/2013

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Biblioteca Nacional homenageia centenário de Jorge Amado





O público poderá conhecer um pouco mais de um dos escritores mais importantes da literatura brasileira através de manuscritos, fotografias e documentos. Em homenagem ao centenário de Jorge Amado, a Biblioteca Nacional, através do Setor de Manuscritos, promove, até o final de fevereiro, uma mostra em homenagem ao autor.

Com cerca de 30 peças em exposição, o público poderá conhecer um pouco mais sobre uma das maiores figuras da literatura brasileira através de manuscritos, livros e fotografias que compõe o acervo da BN. Dono de uma obra extensa e mundialmente conhecida, Jorge Amado é autor de 23 romances, memórias, contos, biografias e obras infantis. Além disso, grandes composições da literatura brasileira como “Mar Morto” (1936), “Capitães da Areia” (1937), “Gabriela, Cravo e Canela” (1958), “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1966), e “Tieta do Agreste” (1977), são de sua autoria.

Jorge Amado, que completaria 100 anos em 10 de agosto de 2012, é o escritor brasileiro que teve maior número de obras adaptadas para a televisão, e um dos autores mais traduzido no exterior. Seus livros foram estão em mais de 55 países, em 49 idiomas, transcritos também em braille e em áudio para cegos.

Com entrada franca, a mostra ficará aberta ao público no 2º andar da BN com visitação disponível de segunda a sexta de 9h às 20 horas, sábado de 9h às 17 horas e domingos e feriados de 12 às 17 horas.

Resenha: A culpa é das Estrelas de John Green



Desafio Literário: “A culpa é das estrelas”, de John Green

Por: Nathália Pandeló