terça-feira, 22 de março de 2011

Jaguartribais poema de Edmundo Diógenes

És caminho das águas milenares

que se arrastam pelos campos tribais,

dando aos povos urbano e rurais

o sustento às culturas seculares;

essas margens de motos e muares,

e de cruzes do tempo dos tropeiros

contam casos de grandes cangaceiros

e de tantos heróis trabalhadores.

Jaguaribe conserva os seus valores,

na memória dos seus filhos ordeiros.

2

Aboiando nas matas, os vaqueiros

estremecem num brado, o pé da serra;

os motores, nas estradas de terra

vêm trazendo seus tambores leiteiros;

o trabalho dos loucos motoqueiros,

e os queijeiros com a técnica na mão

nos dão queijo como alimentação

e incentivo ao cultivo da pastagem,

é a fé no trabalho, é a coragem,

é o progresso adentrando no sertão.

3

O trator descompacta o duro chão,

surge o grão donde tudo era poeira;

ao estudos da prática pesqueira

nos conduzem a boa produção;

quem trabalha recebe educação

à inserção de uma tecnologia;

uma parte fala de Economia

e d’um Meio Ambiente sustentável;

outra parte se torna abominável,

intragável ao termo “Ecologia”.

4

O futuro que a gente propicia

não está no veneno ou na queimada;

não quer margem de rio, assoreada

nem criança de barriga vazia;

não podemos viver só de utopia,

todavia se quer realidade

somos frutos da irracionalidade,

na verdade somos seres tribais,

sabedores das armas culturais,

que se atiram mostrando outra verdade.

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