quinta-feira, 1 de julho de 2010

Entre Pontos e vírgulas


Inicio essas reflexões com um singelo - porém marcante - conto de autor desconhecido:

“Um homem rico estava muito doente. Pediu papel e pena e escreveu assim: ‘Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres’. Esqueceu de fazer a pontuação da frase e morreu deixando com ela uma grande pergunta sem resposta: A quem ele deixava a sua fortuna? Eram quatro concorrentes: O sobrinho, a irmã, o alfaiate e os pobres. O sobrinho fez uma cópia e colocou a seguinte pontuação: ‘Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres’. A irmã chegou em seguida. A pontuação dela foi assim: ‘Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres’. O alfaiate pediu a cópia do original e pontuou segundo os seus interesses: ‘Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres’. Então, chegaram os pobres da cidade. Um deles, muito esperto, fez esta interpretação: ‘Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate? Nada! Aos pobres.”

Gosto dessa história, porque além de fazer dela bom exemplo para o ensino de pontuação em sala de aula, aproveito para repensar minhas atitudes. Todos nós recebemos de Deus a oportunidade da vida, mas a forma como ela será vivida, só nós podemos definir, só nós podemos colocar os pontos certos nos locais adequados. Embora seja muito cômodo colocar a responsabilidade de nossas escolhas nas mãos dos outros, isso é apenas uma perda de tempo, porque a história é escrita com nossas atitudes e com nossa postura diante das atitudes do outro e com o modo como encaramos os espinhos encontrados ao longo do caminho. Sofreremos as conseqüências de nossas atitudes. Não adianta orar, pedir a proteção divina, se não nos propusermos a iniciar a mudança em nós. Aprendamos a pontuar nossa vida com as vírgulas da temperança, da justiça, da verdade, do amor. Afinal somos responsáveis por todos os caminhos que tomamos na vida.
Se cairmos, aprendamos a levantar. Importante ter a humildade de pedir ajuda e nos tornarmos novamente criaturas dignas. Aprendamos as lições que ficam dos tropeços.
Por isso, não deixemos que as mágoas ou a mesquinhez pontue a nossa vida. É a nossa vida, são as nossas emoções! E, mais uma vez, lembremos-: “Não importa o que fizeram conosco, o que realmente importa é o que fazemos com o que fizeram conosco!”
Rosa Maria Olimpio

Um comentário:

ideiasepalavrasnossas disse...

Rosa,
Também já trabalhei esse conto como atividade de pontuação!
Mas adorei a dica sobre a reflexão e, particularmente, a que você fez.
Abraço cordial,
Cida dos Santos.

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