domingo, 16 de maio de 2010

Conhecer as manhas, curtir as manhãs





"Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir." (Almir Satter e Renato Teixeira)


Um dos grandes desafios existenciais do ser humano é aprender a lidar com os seus problemas, tão naturais e necessários para a sua evolução, e, ao mesmo tempo, tão temidos e evitados por todos. Têm pessoas que passam a vida inteira tentando correr dos problemas, muitas vezes até os escondendo dos outros, ou fazendo “vista grossa” diante deles, numa vã ilusão da vida perfeita, sem aborrecimento algum. Entretanto, qualquer um pode perceber que as fases da vida em que é mais possível crescer emocionalmente são aquelas que sucedem aos desafios e conflitos, porque trazem amadurecimento e autoconfiança.

E, sabendo que dificuldades fazem parte do viver, procuremos mudar a nossa visão a respeito, olhando cada problema não com negativismo, e sim como alertas para nos tornar seres melhores, como sementes de um benefício que vai chegar, ou oportunidades sob uma máscara de dificuldade, ou seja, darmos sempre aos nossos aborrecimentos uma visão positiva, uma rápida solução, olhando tudo com olhos bem humorados.

Conta uma velha lenda que um monge, próximo de se aposentar, precisava encontrar um sucessor. Entre seus discípulos, dois já haviam dado mostras de que eram os mais aptos, mas apenas um poderia substituí-lo. Para sanar as dúvidas, o mestre lançou um desafio, para por a sabedoria dos dois à prova: ambos receberiam alguns grãos de feijão, que deveriam colocar dentro dos sapatos, para então empreender a subida de uma grande montanha. Dia e hora marcados, começa a prova. Nos primeiros quilômetros, um dos discípulos começou a mancar. No meio da subida, parou e tirou os sapatos. As bolhas em seus pés já sangravam, causando imensa dor. Ficou para trás, observando seu oponente sumir de vista. Prova encerrada, todos de volta ao pé da montanha, para ouvir do monge o óbvio anúncio. Após o festejo, o derrotado aproxima-se e pergunta como é que ele havia conseguido subir e descer com os feijões nos sapatos. E a resposta dele é surpreendente: - Ora..., antes de colocá-los no sapato, eu os cozinhei!

Na vida também é assim: os problemas sempre existem, uns maiores, outros menores, mas sempre há uma forma mais leve e inteligente de lidar com eles. Nós escolhemos, nós decidimos!

Um comentário:

ideiasepalavrasnossas disse...

Quanto é belo ver exemplos assim, de luta por um mundo melhor, não só para si, mas também para o próximo, na tentativa de suprir-lhe ao menos um pouco a carência, seja ela afetiva, econômica ou cultural.
Abraços,
Cida dos Santos

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