sábado, 20 de março de 2010

Escrever é arte.

Estive pensando e passo adiante o meu pensar.Tão somente para falar da profissão de escritor, que para mim deveria ser tão importante quanto a de educador, médico, psicólogo...Penso que escrever seja uma arte e não uma profissão. Portanto, essa atividade não deve ser direcionada para ganho material. Quando é direcionada para isso, deixa de ser arte e o escritor torna-se refém dos desejos do mercado, isto é, vai escrever o que o leitor quer ler e não o que quer expressar realmente. Torna-se então um simples operário da escrita. Citemos dois sucessos literários : Bruna Surfistinha e Paulo Coelho. O primeiro caso não preciso comentar, já se deduz porque faz sucesso. O segundo caso é bem estranho.A Folha de São Paulo trouxe uma crítica sobre seu último livro, "A Bruxa de Portobello". Eis um trecho da crítica de Marcelo Pen: "Também se percebe a falta de cuidado que Coelho dispensa a seus textos. Ele já afirmou em entrevista que escreve como que tomado por uma força maior, evitando quaisquer interrupções a fim de botar no papel, num prazo curtíssimo, a história que vinha ruminando há mais tempo." É possível achar que esse senhor está a serviço da literatura? Eu ainda pretendia ler algo dele, mas depois dessa, perdi totalmente a vontade.
Então é necessário que todo escritor, digno desse nome, tenha uma outra profissão que o sustente e que faça da atividade de escrever a expressão da sua arte. O importante é escrever bem e com prazer. Ganhar dinheiro com isso é consequência.

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