segunda-feira, 22 de março de 2010

Clarice, Eterna Clarice.


Não tenho tempo para mais nada...
Ser feliz me consome muito.
Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania:
depende de quando e como você me vê passar.
Eu acreditava em anjos.
E, porque acreditava, eles existiam.
Perder-se também é caminho.
Já que se há de escrever, que, pelo menos, não se
esmaguem -com palavras- as entrelinhas.
Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso.
Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.
Não se preocupe em entender.
Viver ultrapassa qualquer entendimento.
Todos os dias, quando acordo, vou correndo
tirar a poeira da palavra “amor”.
Há a vida que é para ser intensamente vivida.
Há o amor, que tem que ser vivido até a última gota.
Sem nenhum medo. Não mata.
Sempre conserve uma aspa à sua esquerda e outra à sua direita.
Que medo alegre o de te esperar!
Tenho medo de dizer quem sou: no momento em que tento
falar, não exprimo o que sinto e o que sinto se transforma,
lentamente, no que eu digo.
Quando se ama, não é preciso entender o que se passa lá
fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós.
Eu nem entendo mais aquilo que entendo.
Pois, estou infinitamente maior do que eu mesma...
então, não me alcanço.
Ouve-me. Ouve o meu silêncio.
O que falo nunca é o que falo e, sim, outra coisa.
Capta a “outra coisa” porque eu mesma não posso.
Você pode, até, me empurrar de um penhasco...
E daí? Eu adoro voar!
E ninguém é eu. E ninguém é você.
Esta é a solidão.
Minha alma tem o imaterial peso da solidão no meio de outros.
O que verdadeiramente somos
é aquilo que o impossível cria em nós.
Sou composta por urgências:
minhas alegrias são intensas,
minhas tristezas, absolutas.
Me entupo de ausências,
me esvazio de excessos.
Eu não caibo no estreito...
Eu só vivo nos extremos...

sábado, 20 de março de 2010

Escrever é arte.

Estive pensando e passo adiante o meu pensar.Tão somente para falar da profissão de escritor, que para mim deveria ser tão importante quanto a de educador, médico, psicólogo...Penso que escrever seja uma arte e não uma profissão. Portanto, essa atividade não deve ser direcionada para ganho material. Quando é direcionada para isso, deixa de ser arte e o escritor torna-se refém dos desejos do mercado, isto é, vai escrever o que o leitor quer ler e não o que quer expressar realmente. Torna-se então um simples operário da escrita. Citemos dois sucessos literários : Bruna Surfistinha e Paulo Coelho. O primeiro caso não preciso comentar, já se deduz porque faz sucesso. O segundo caso é bem estranho.A Folha de São Paulo trouxe uma crítica sobre seu último livro, "A Bruxa de Portobello". Eis um trecho da crítica de Marcelo Pen: "Também se percebe a falta de cuidado que Coelho dispensa a seus textos. Ele já afirmou em entrevista que escreve como que tomado por uma força maior, evitando quaisquer interrupções a fim de botar no papel, num prazo curtíssimo, a história que vinha ruminando há mais tempo." É possível achar que esse senhor está a serviço da literatura? Eu ainda pretendia ler algo dele, mas depois dessa, perdi totalmente a vontade.
Então é necessário que todo escritor, digno desse nome, tenha uma outra profissão que o sustente e que faça da atividade de escrever a expressão da sua arte. O importante é escrever bem e com prazer. Ganhar dinheiro com isso é consequência.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Eu posso!

Um dos maiores entraves ao nosso sucesso é tão sutil que muitas vezes nem percebemos. São os nossos pensamentos negativos com a sua energia pessimista, expressos em palavras que nos intoxicam e nos paralisam. Quer ver? “Eu não consigo...”, “Eu não posso...”, “Eu queria...”, “Eu gostaria...”, “Isso é impossível para mim...”, e outras mais.

Quantas vezes você já ouviu a expressão: “Você não vai conseguir...”? Provavelmente, muitas... Vinda de pessoas importantes para você e, mais tarde, vinda de seus próprios pensamentos. Isso é lamentável, mas é real. Além do mais, ainda encontramos crianças, jovens e adultos que preferem soltar um “Eu não consigo” do que praticar a persistência.

Tenha cuidado com esta expressão, porque suas palavras são constituídas de uma energia capaz de tornar realidade o que você pronuncia, principalmente quando repetidas sistematicamente. Então, ficar dizendo “Eu não consigo ser feliz...”, “Eu não consigo encontrar um companheiro ideal...”, “Eu não consigo um emprego para mim...” é como se programar para o fracasso.

Cuidado com as expressões perniciosas! Dizer “Eu não posso” é tirar de si mesmo sua verdadeira responsabilidade – a de comandar sua vida. Talvez você não possa agora, mas se acreditar na sua capacidade de se transformar para melhor, seu poder pessoal aumentará e, com ele, suas realizações também. Dentro do grande preceito milenar – “Fazer aos outros aquilo que você gostaria que fosse feito a você” –, você pode tudo!

Quanto ao “impossível”, só existe até que alguém tente fazer e prove que é possível. Portanto, elimine de uma vez por todas esta palavra de seu vocabulário, porque ela restringe muito suas chances de vencer.

E, quando quiser alguma coisa, jamais diga “Eu queria...” ou “Eu gostaria...”. Se você queria alguma coisa, então é porque não quer mais. Diga sempre “Eu quero”, porque a força do querer consiste em viver e expressar bem o tempo presente, construindo, assim, um futuro promissor para todos.

Quando você se perceber pensando ou falando com pessimismo, repetindo velhos ditados negativos da sua infância, utilize seu bom senso e renove seus padrões de pensamentos. Todas as doenças e misérias, antes de se estabelecerem em nossas vidas, um dia passaram por nossos pensamentos. Vigie-se mais, muito mais!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Mulher


Li nos jornais, vi e ouvi nas televisões a notícia. Desta vez, querendo dar realce, o dia festivo foi chamado “internacional” – ou seja, o mundo inteiro celebrava a mulher. Aqui nos sertões fiquei encabulado: um dia que o mundo comemorava foi passando quase despercebido. Dia do Carteiro, do Motorista, do Médico, do Enfermeiro, de tudo quanto é gente local foi celebrado – e a mulher nem por isso ou muito menos.
Sou velho pensador e, psicólogo pelo curso vago da vida, fiquei imaginando. Afinal, em nossas casas e infância, a mulher foi sempre comemorada, desde o primeiro leite até a primeira palmada. Bem ou mal, mulheres sempre foram as chefes da casa. Ali o homem era persona mais rara, chefe do tesouro pagador das despesas, mas as ordens e decisões sobre filhos e destinos eram das mães, que nunca chegavam ao patamar internacional. Os tempos foram se passando e chegamos à mulher que aí está hoje.
Por incompetência ou preguiça ou vagabundagem, o homem foi ficando comodista e perdendo seu espaço. Eu já falei do típico jogador de truco, bebedor de cerveja no passeio da rua, enquanto a mulher tinha que se virar para pôr comida na mesa e garantir a escola pros filhos. Deu no que deu: a mulher jovem dos tempos atuais já não é mais a recatada gorda criadeira dos filhos. Ela estuda e trabalha desde cedo, disputa cargos nos concursos públicos, lê muito mais, mete dedos no computador, a cara no trabalho e o olhar alto e futuro.
A “homaiada” jovem se mete num boné ridículo, num tênis e numa calça meia-boca que a mamãe deu, reúne-se em bloco e fica vagueando pelas ruas, tardes e noites, pensando em alguma mina infeliz, em cerveja e droga noite adentro – uma nova e inútil sociedade. A mulher de verdade e destes tempos se agarra aos estudos, vestibulares, cursos superiores, que ela paga com seu magro salário..., mas é independente daqueles homens do passado, alguns que até se casam e são por elas sustentados. Um, que eu conheço, virou a empregada da casa: faz almoço, lava a roupa, leva o menino à escola... só não pariu porque a natureza lhe negou essa competência.
Pois é, meus amigos, nem as mulheres atuais ficam desvanecidas e seduzidas pelo tal “Dia Internacional”. Estão todas no trabalho, ocupando espaço de machos frouxos, subindo cada vez mais na escala social. No simples, vejam as presidentas que vão surgindo – na Alemanha, Chile, Argentina, Inglaterra... e olhem a Dilma, que está trovejando por aqui.
É, minha gente, a mulher não é mais aquela que o Dorival Caimi contou pro Zé Simão, que lhe perguntou o que ele iria ser se fosse mulher – e o bom baiano respondeu: “dadêra!” Nada disso, meu amigo. A mulher de hoje é outra, acrescentou à tradicional parição e criação de filhos o seu trabalho físico e social desta nova sociedade. Realmente, ela não é festejada nem desfruta a fama do seu Dia Internacional que tanto merece. Eu, no meu simples, lhe bato palmas. A nova mulher está construindo um novo mundo.

(*) médico e pecuarista
João Gilberto Rodrigues da Cunha - 10/03/2010

A lenta ascensão social da mulher...

O fim da desigualdade das oportunidades sociais entre homens e mulheres é um desejo bastante antigo, mas a sinceridade dos que expressam tais votos continua incerta. Fourier, ao que parece, foi o inventor da palavra feminismo, e os saint-simonianos criaram em 1832 a primeira revista feminista, La Femme Libre. Mas, enquanto nos Estados Unidos a emancipação das mulheres foi comparada à libertação dos escravos, na França, nas classes populares, homens e mulheres, todos membros do exército de reserva do capital, disputavam empregos cuja oferta foi, durante décadas, inferior à demanda.
Isso explica o acesso muito gradual das mulheres a posições marcadas pelo selo da respeitabilidade social (poder de decisão e capital cultural). Foi apenas depois da Segunda Guerra Mundial que as mulheres ativas passaram finalmente a ocupar posições sociais até então monopolizadas pelos homens. E elas ainda são encaradas de um ponto de vista sexista, como mostra a satisfação com que os jornalistas se detêm sobre o físico das personalidades femininas. Em três publicações de orientações políticas diversas, as matérias sobre três mulheres políticas começam descrevendo seus corpos e suas vidas familiares. Florence d’Harcourt é alta, magra, loira e, antes de tudo, mãe de família (Jours de France, dezembro de 1973). Anne-Marie Dupuy, chefe (e não chefa) de gabinete do secretário-geral da Presidência da República e que acaba de integrar o Conselho de Estado no exterior, gosta de barcos e de esqui. Sorridente, com os olhos cor de avelã, pele clara, cabelos castanhos sobriamente enrolados, sempre vestida com tailleurs clássicos ou vestidos lisos de cores discretas (France-Soir, 11 de janeiro de 1974). Marie-France Garraud emana uma amizade calorosa (...). Mas seu pescoço merece atenção. É nele, ágil e forte, que se trai a valquíria guerreira, dura no combate. Ela tem dois filhos, um marido advogado no Tribunal de Recursos e, como a maioria dos adeptos de Pompidou, uma profunda vontade de poder (Le Nouvel Observateur, 24 de dezembro de 1973).
Os estudos de Andreé Michel mostram que as mulheres ativas com nível de instrução mais elevado são as que se declaram as menos satisfeitas com seus casamentos e que sua autonomia requer uma nova definição da vida conjugal, uma nova divisão das funções e dos papéis, não só dentro, como também fora da família. Ha algumas décadas, quando uma mulher tinha cursado a universidade, não raro ela renunciava a qualquer atividade profissional na hora de se casar. Ela utilizava seu capital cultural para ajudar o marido em sua carreira e para educar os filhos. Hoje as coisas mudaram e podem surgir tensões ou rupturas. Assim nasce no casal uma nova forma de ciúme, pois a permanência das ideias convencionais ameaça tornar insuportável para o marido um êxito profissional da mulher superior ao seu!

Ilcéa Borba Marquez -
(*) psicóloga/psicanalista

terça-feira, 9 de março de 2010

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulher Beleza Fúria Vaidade

Mulher-beleza, fúria e vaidade

Dá para imaginar um mundo sem mulheres? O que seria de nosso dia-a-dia sem uma só mulher? Seria possivel encontrar a beleza, o carinho, a delicadeza, o perfume, a vaidade, a fofoca, o ciúme, o aconchego, a TPM, o companheirismo, a fúria, o prazer, a desconfiança, enfim a vida, sem a presença das mulheres?

Quem já entrou em um apartamento ou república só de homens, sabe muito bem ou pelo menos poderá ter a deia do caos que representa um mundo exclusivamente masculino.
Li há poucos dias, pela internet, uma crônica escrita pela jornalista Marli Gonçalves, onde ela se intitula feminista desde criancinha, mas que no contexto, penso que conseguiu definir o que significa uma mulher neste mundo tão cheio de preconceitos machistas e proibições ao “sexo frágil”, ao afirmar que: “Do nosso peito sai leite. Vertemos sangue. Somos a vida. Mas a violência ainda nos oprime”.
Realmente a afirmativa de Marli não deixa margem para defesa masculina ou recursos de agravo ou apelação aos maiores juristas e defensores da supremacia masculina, mediante a indefensável sentença que impõe a regra divina, na qual nem a medicina pode fazer verter leite do peito de uma transformista, ou ainda fazer com que, através de uma cirurgia adaptativa de mudança de sexo, algum ser humano, sangre mensalmente, por cinco ou seis dias, ovulando e sendo capaz de gerar uma nova vida, não sendo mulher.

Talvez por ser a própria vida, podemos dizer que as mulheres são a grande contradição de tudo ou até mesmo a antimatéria, o antiefeito, o contragolpe e o resultado da dúvida e da certeza ao mesmo tempo.
Realmente, não dá para entender o porquê desta luta incansável da mulher para alcançar a igualdade com o homem, quando na realidade deveria ser exatamente o contrário, ou seja, o homem é que deveria lutar para se igualar à mulher, pois somente assim teríamos um mundo melhor.

Sempre ouvimos em nosso dia-a-dia que já é uma grande vitória, por parte das mulheres, chegarem ao patamar de igualdade que garantiu o direito ao voto, ao trabalho e à escolha de que com quem se casar, quando ter ou não filhos, quando na realidade o importante é saber que todos nós devemos rever todas as relações de discriminação e exclusão, lutando para alcançar o respeito das diferenças e potencialidades, com o objetivo de construirmos e escrevermos uma história diferente desta que vivemos neste início do século XXI, abominando qualquer forma de discriminação e preconceito.
Para encerrar, devemos ter a consciência de que na sabedoria divina, foi criado o homem e a mulher, deixando bem claro, como afirma o poeta Victor Hugo: “O homem está colocado onde termina a terra e a mulher onde começa o céu”.



Mulher Um poema de Victor Hugo

O homem pensa.
A mulher sonha.

Pensar é ter cérebro.
Sonhar é ter na fronte uma auréola.

O homem é um oceano.
A mulher é um lago.

O oceano tem a pérola que embeleza.
O lago tem a poesia que deslumbra.

O homem é a águia que voa.
A mulher, o rouxinol que canta.

Voar é dominar o espaço.
Cantar é conquistar a alma.

O homem tem um farol: a consciência.
A mulher tem uma estrela: a esperança.

O farol guia.
A esperança salva.

Enfim, o homem está colocado onde termina a terra.
A mulher, onde começa o céu!!!

sábado, 6 de março de 2010

BBB Valores Éticos Felicidade

Ao ler inúmeras reflexões sobre o BBB dediquei-me a buscar alguma teoria que desse maior clareza ao meu pensamento no qual reside minha preocupação sobre a influência do programa sobre a formação do caráter de nossas crianças e de nossos jovens.O caminho inicial foi pesquisar sobre a ética na formação do ser humano e, sobretudo,como os valores éticos podem levar à verdadeira felicidade.Dizia Aristóteles, no século IV a.c., que o fim último a que todos aspiram é a felicidade. Disso todos concordam, no que há discordância é sobre o que é a felicidade e como chegar a ela. Ele mesmo dá uma resposta a essa questão, dizendo que “feliz é a vida conforme à virtude”. Talvez pareça estranho tratar de virtude hoje em dia, afinal isso parece um tema totalmente ultrapassado. Mas realmente a virtude é algo que pertence ao passado? Realmente ela não está fazendo falta? E a conquista de padrões éticos se torna preocupação relegada, ainda assim temos consciência de que o que procuramos em última instância é a felicidade.
Reporto-me aos contos de fadas.Ao final de cada história o bem sempre vencia o mal e a narrativa encerrava com a célebre frase: "...e foram felizes para sempre”. O que é ser feliz? O que é felicidade para o nosso jovem? Onde ele a busca? Como ele traça seu caminho para alcançá-la? Hoje não há mais mocinhos e vilões. O conceito de certo e de errado é relativo.Nem tudo é lícito no entanto, tudo é permitido.No tear da vida é que se tece o verdadeiro herói com o fino tecido das emoções.Ele se faz dia a dia com as cores e as linhas das relações humanas.E principalmente, com sua essência que é a relação íntima consigo mesmo.Uma batalha heróica vencida entre risos e dores.Os nãos e as perdas, o amor e o reconhecimento é que tecem o herói da vida real.O ser humano que aprende que a verdadeira vitória é aquela que ele vence a batalha com seus próprios medos,suas fragilidades.Ética e política, na visão aristotélica, são práticas, que se definem pela ação. Agindo eticamente é que o homem adquire a prática da virtude. Educado com coerência e amor é que ele se faz melhor e se fortalece.Importante lembrar ainda, que educar supõe a mimesis; imitação de ações exemplares. Para Aristóteles, segundo o caráter, as pessoas são tais ou tais, mas é segundo as ações que são felizes ou o contrário. Portanto, as personagens não agem para imitar os caracteres, mas adquirem os caracteres graças às ações. Assim, as ações dos heróis do BBB, comparada à fábula constituem a finalidade da tragédia, e, em tudo, a finalidade é o que mais importa.Sobre o tema Kenneth McLeish argumenta que a idéia de imitação e de mimesis é o centro da análise estética de Aristóteles; supondo – pelo conceito – uma associação entre o que é apresentado ou representado e a existência prévia da pessoa: espectador ou aprendiz. A noção do imitar tem a ver com a perspectiva da preservação: imita-se o que se louva; louva-se o que é honrado, e, portanto, o que deve ser preservado. Honrado? Essa palavra está perdida na falta de valores éticos de tal modo, que pais e educadores estão desorientados.Os valores que norteiam tanto o dizer quanto o fazer na educação,não valem nada. O BBB, convida o espectador a se envolver com um desempenho, uma mimesis da realidade, e, portanto, por delegação, com a própria realidade. Haveria, por ser assim, algum envolvimento subjetivo no jogo. Este se torna sujeito, para o mestre e para o aprendiz. Daí a urgente necessidade da ação educativa quando assumimos a confluência proposta por Aristóteles dessa imitação/representação do bom, do belo e do bem – tríade necessária para pensar a formação da virtude ao educar. Trata-se de hábitos; no justo meio; pela prudência do discernimento; alicerçados pela equidade das práticas; e de criações de rotinas e de rituais coletivos, públicos e dirigidos ao bem comum; e, portanto, à felicidade. Tudo tendo como princípio o amor do indivíduo por si mesmo.O jovem perdeu a auto-estima e autocrítica? Ele não se sente amado, nem pelos seus pais?Será que ele está perdido em busca de uma felicidade distante e “fantástica”, aquela que nos levava a crer no “ ...e foram felizes para sempre”? Há um vazio, um branco, um nada. Há uma busca desenfreada, desesperada para ser reconhecido, aceito, amado. Para se sentir inteiro, pleno, forte e, por conseguinte,feliz!O BBB escancara para nós uma realidade fabulosa cujos personagens representam os heróis da juventude brasileira.Os personagens foram denominados belos, sarados, coloridos,cabeças.Os cabeças foram os primeiros a serem banidos do jogo pelos adversários porque simbolizavam os que pensam. E quem pensa ameaça.Os valores éticos essenciais à verdadeira felicidade não estão em tela.Não dão ibope!

Rosa Maria Olimpio

BBB Opinião

Caros amigos,

Não deixem seus filhos(e netos) assistirem ao BBB,que é um verdadeiro circo de depravação e de tudo o que é mais vil no ser humano. Não deixem as crianças emburrecerem e adotarem valores negativos.


Marcia

BBB Opinião

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A décima (está indo longe) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.


Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 10 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB 10 é a realidade em busca do IBOPE: é putaria ao vivo!!!



Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 10. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os “animais” do “zoológico”: o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a “não sou piranha mas não sou santa”, o modelo Mr. Maringá, a nordestina sorridente, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!).



Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.



Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis?



Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados..



Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo santo dia.



Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.



Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).



Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.



O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!



Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.



Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?

(Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores )



Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.



Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um artigo de Jabor, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.


Infelizmente, esse texto me foi passado por e-mail sem a autoria. Se você é o autor ou o conhece por gentileza, nos informe.Rosa Maria Olimpio

Uma doutora no BBB ( opinião de Aya Ribeiro)

Sim, vou fazer a minha parte e encaminhar esse texto a todos os meus contatos, mesmo que isso pare também na caixa postal de uma das participantes. O que não me inibe, porque nunca fiz segredo do que penso sobre esse tipo de programa, nem sobre qualquer forma de conduta imoral ou medíocre.
Para minha surpresa, uma das participante, teve a mesma formação acadêmica que eu e trabalhou recentemente comigo em um programa de formação de professores. Isso é mais sério ainda. Não vou falar da pessoa, da sua competência profissional ou de sua condição intelectual, mas não vou omitir minha opinião quanto a sua participação nesse reality show. Infelizmente, uma profissional de minha área e de minhas relações de trabalho está confinada nessa casa que representa o que há de pior na televisão brasileira, que não acrescenta nada na vida das pessoas, mas apenas degrada ainda mais a sociedade frágil exposta a esse circo. Como educadora, mãe e cristã, eu me sinto na obrigação de não me calar diante disso. Sem medo de ser julgada, pois não vou ser hipócrita para defender algo sobre o qual sempre debati, reafirmo minha indignação contra essa podridão que tem se espalhado e tomado conta da mídia. Da mesma forma que penso que todos têm o direito de fazer de suas vidas o que bem quiserem, eu exerço meu direito de me manifestar também contra o que penso ser oposto aos valores morais e éticos os quais defendo. De certa forma me exponho por assumir os ideais que coerentemente sempre defendi diante de meus alunos e o direito de não ser colocada no mesmo nível. Acredito que, quem se expõe aos olhos da midia não pode reclamar da repercussão, nem mesmo dos comentários, na TV ou na Internet. Quem não quer ter sua opção de vida criticada não se expõe publicamente em nenhum meio de acesso público. Acho que dignidade e respeito não têm preço. Nada pode comprar o valor de andar com a cabeça erguida. Nós educadores, principalmente, temos que dar esse exemplo. Eu entro no coro dos que repudiam esse mau exemplo, não só por pessoas sem o menor nível moral, ou intelectual para discutir um assunto que edifique as pessoas na TV, ou na internet, mas, e principalmente, por aqueles que deveriam usar seus conhecimentos para acrescentar valor a esses veículos de comunicação de massa, já dominado pela mediocridade. Somos formadores de opinião e nossa profissão deveria ser fonte de mudança na sociedade, jamais de conivência com tudo isso.
Se todos têm direito de se expor onde quiserem, nós temos obrigação de manifestar nossa indignação contra o que, sob pretexto de ser algo natural, sem maldade, vai se infiltrando e corrompendo sutilmente os valores que defendemos e contra os quais a mídia tem bombardeado numa luta desigual, justamente porque nos calamos.
Por isso, cito Martin Luther King: "O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons".
Eu continuo amando minha colega como ser humano e respeitando o seu direito de defender suas ideias e pontos de vista, totalmente opostos ao meu, mas não vou me calar e nem me omitir, diante do meu pequeno público. O espaço que tenho é bem menor e minha "plateia" também, mas faço a minha parte, por mínima que seja e não vou mudar minha forma de pensar ou de agir, porque sou colega de uma "celebridade global".
Heróis somos nós que lutamos (sem recurso e sem exposição midiática) para formar jovens com caráter, tentando nos manter com integridade e sem nos corromper nesse mundo já corrompido pelos valores mais díspares. Em que errados estão os que defendem a moral e a qualidade de uma educação baseada em princípios sólidos, bem como a disseminação de uma cultura genuína.
Espero, sinceramente, que o Pedro Bial não esteja entrando para a história, novamente, por estar cobrindo a queda da sociedade. Espero, com uma torcida muito forte, que homens e mulheres não mudem seus valores e nem seus princípios, como demonstra esse jornalista. E, principalmente, espero que não tenhamos que erguer um muro para separar os "heróis" dos heróis da resistência contra a banalização do entretenimento de massa.

Uma doutora no BBB ( opinião de Carol)

Até agora eu não havia me manifestado sobre a presença de Elenita no BBB. Mas, após saber por colegas da UnB que a Veja fez uma matéria sobre ela, li a bendita matéria e não pude deixar de comentar.
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Desde que começou toda essa história da Elenita, quando ela me contou que ia se inscrever no BBB, considerei o que sempre considero: cada um sabe bem o que faz da própria vida porque é a própria pessoa que responderá por seus atos. Muitos acadêmicos se quedaram chocados com a "coragem" da jovem Doutora e, ao mesmo tempo, sentiram suas reputações ameaçadas (mas aposto que não perdem um capítulo do BBB!). E a imprensa...
*
Depois de ler o texto de Marcelo Marthe na Veja, começo a considerar que até há um pouco de fundamento nesse medo acadêmico de ver a reputação dos Doutores, não só em linguística, ameaçada. Até comentários ("pendor esotérico vigente nos departamentos de ciências humanas") rasos sobre a tese de doutorado de Elenita esse jornalista fez! Só para lembrá-lo, Senhor Marcelo, Comunicação Social, sua área, é do ramo das Ciências Humanas e Sociais, viu?
*
O problema todo dessa história não é a Elenita ou a personalidade dela que, diga-se de passagem, é forte mesmo (e daí? O que o temperamento de uma pessoa tem a ver com a formação acadêmica dela? Muitas vezes até ajuda! Ser Doutor em Linguística não exime ninguém de falar palavrão ou de gritar e brigar, especialmente quando se acredita naquilo por que se está brigando.). O problema é o local e a hora - e, minha gente, o BBB é local para barracos! Outro problema é a forma como a imprensa exalta ou denigre uma pessoa ao seu bel prazer. No caso de Elenita, as palavras da imprensa têm sido mais para denegrir do que para outra coisa.
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A começar pelo título da matéria, "Doutora em barracos", a Revista Veja presta um desserviço, ao meu ver, à Educação. Quer dizer, a revista não é lá muito confiável mesmo, mas o público a que se destina, A e B, inclui doutores nas mais diversas áreas, obviamente. Me indigna que esse público não se manifeste contrariamente a essa imagem de que doutores são descontrolados e perturbados que a revista constrói, estabelecendo conexão direta entre ser doutor e ser especialista em baixaria. Me indigna que a imprensa, em vez de explicar o que é o grau de doutor, o que um doutor faz, o que se tem de fazer para ser doutor, o que é linguística, enfim, prefere usar o lado pessoal de uma moça que conquistou tudo isso muito competentemente (porque a Elenita é competente!) contra toda uma categoria social que inclui desde gente temperamental, como a Elenita, até gente muito contida.
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E o que a imprensa não sabe, por isso mesmo não divulga, é que na Academia existem muitos barracos sim, porque, assim como no meio artístico, há reputações e egos em jogo. Em congressos e afins, acontece barraco. Nos escurinhos das reuniões de departamentos de universidades de todo o país, acontece barraco. Quem disse que Doutores não brigam e não falam palavrão? Se o Senhor Marcelo Marthe for investigar, vai descobrir.
*
Para finalizar, quero dizer que admiro a coragem da Elenita, não porque ela é a Doutora em Linguística no BBB, mas porque ela teve coragem de se expor. Ir para a TV é uma exposição muito grande, seja lá em que circunstância for. Ela teve coragem. Talvez ela não tenha pensado tanto nisso antes de ir, mas ela é polêmica, articulada e determinada, então vai saber o que fazer com os julgamentos que está sofrendo, com os resultados da extrema exposição, com o depois do programa. Vai saber, com certeza, colher bons frutos. Eu, sinceramente, torço por ela. Torço para que essa experiência traga maturidade e humildade para ela. Ela é, antes de Doutora ou qualquer outra coisa, muito humana. E estou mesmo é com saudade das filosofias dela no seu Acasos Afortunados.

Carol

sexta-feira, 5 de março de 2010

Quando Vier Me Visitar

Quando Vier Me Visitar
Traga flores, muitas delas...
Porém, não me traga apenas flores:
Não se esqueça de juntar a elas
A beleza do seu sorriso,
a ternura do seu olhar,
a força do seu abraço.
Quando vier me visitar, traga
flores, muitas delas...
Mas não se esqueça de tirar-lhes
os espinhos que machucam,
as folhas envelhecidas,
Os galhos secos,
as dores embutidas...
Quando vier me visitar, traga
flores, muitas delas...
Perfumadas, coloridas, alegres:
Todas parecidas com você!
Quando vier me visitar, traga
você por inteiro...
As flores?
Nem sei se vai precisar!

(Débora Bellentani)

quinta-feira, 4 de março de 2010

Mulher-Quanto vale uma mulher?

Quando Deus fez a mulher já estava em seu sexto dia de trabalho fazendo horas extras. Um anjo apareceu e Lhe disse: 'Por que leva tanto tempo nisto?'
E o Senhor respondeu: 'Já viu a minha ficha de especificações para ela?'
Deve ser completamente lavável, mas sem ser de plástico, ter mais de 200 peças móveis e ser capaz de funcionar com uma dieta de qualquer coisa, até sobras, ter um colo que possa acomodar quatro crianças ao mesmo tempo, ter um beijo que possa curar desde um joelho arranhado até um coração partido e fará tudo isto somente com duas mãos.' O anjo se maravilhou com as especificações.
'somente duas mãos....Impossível!'
É muito trabalho para um dia...Espere até amanhã para terminá-la.'
Isso não, protestou o Senhor. Estou tão perto de terminar esta criação que é favorita de Meu próprio coração.
Ela se cura sozinha quando está doente e pode trabalhar jornadas de 18 horas.' O anjo se aproximou mais e tocou a mulher.
'mas o Senhor a fez tão suave...'
'É suave', disse Deus, mas a fiz também forte. Você não tem idéia do que pode agüentar ou conseguir.
'Será capaz de pensar?' perguntou o anjo.
'Não somente será capaz de pensar mas também que raciocinar e de negociar'
O anjo então notou algo e estendendo a mão tocou a bochecha da mulher....
'Senhor, parece que este modelo tem um vazamento...
Eu Lhe disse que estava colocando muita coisa nela...'
'Isso não é nenhum vazamento... é uma lágrima' corrigindo-o o Senhor..
'Para que serve a lágrima,' perguntou o anjo.
'As lágrimas são sua maneira de expressar seu destino, sua pena, seu desengano, seu
amor, sua solidão, seu sofrimento, e seu orgulho.'
Isto impressionou muito ao anjo 'O Senhor é um gênio, pensou em tudo.
A mulher é verdadeiramente maravilhosa'
Sim é!
A mulher tem forças que maravilham aos homens. Agüentam dificuldades, levam grandes cargas, mas têm felicidade, amor e alegria. Sorriem quando querem gritar.
Cantam quando querem chorar. choram quando estão felizes e riem quando estão nervosas.
Lutam pelo que creem. Enfrentam à injustiça. Não aceitam 'não' como resposta quando elas creem que há uma solução melhor. Privam-se para que a sua família possa ter.
Vão ao médico com uma amiga que tem medo de ir. Amam incondicionalmente.
Choram quando seus filhos triunfam e se alegram quando seus amigos ganham prêmios.
Ficam felizes quando ouvem sobre um nascimento ou um casamento.
Seu coração se parte quando morre uma amiga. Sofrem com a perda de um ente querido, entretanto são fortes quando pensam que já não há mais forças.
Sabem que um beijo e um abraço podem ajudar a curar um coração partido.

Entretanto, há um defeito na mulher:

É que ela se esquece o quanto vale.



Postado por Rosa Maria Olimpio

WALDEN ou a vida nos bosques:li e recomendo...

Li,amei, e recomendo...


Fui para os bosques porque desejava deliberadamente viver, enfrentar apenas os factos essenciais da vida, e ver se poderia aprender tudo o que ela tinha para ensinar.
Queria viver profundamente e sugar todo o tutano da vida, viver com tanto vigor que conseguisse aniquilar tudo o que não fosse vida, empurrar a vida contra uma esquina; reduzi-la aos seus termos mais humildes. E para, quando morrer, não descobrir que não vivi!

Henry David Thoreau, Walden ou a Vida nos Bosques


Desde a sua publicação em 1854, WALDEN OU A VIDA NOS BOSQUES, de HENRY DAVID THOREAU,se converteu numa bíblia secreta, lida e amada no mundo inteiro.Sem este livro planetário, que une poesia, ciência e profecia, não teria havido GHANDHI. o movimento ecológico e a rebelião mundal da juventude.Ele tem inspirado as sucessivas elites intelectuais a se insurgirem contra o convencional "American way of life" como é o caso de Henry Miller.A vida nas grandes cidades depende da vida nos bosques-assim, WALDEN levou a geração de hippies a redescobrir a terra e a natureza, as árvores e os rios, os bichos e as estrelas.Ensinou o homem a ser solidário mesmo na solidão, identificando o seu semelhante- o outro ao mesmo tempo igual e diferente- e a comungar com o universo.
A salvação do mundo e dos povos passa pela salvação do indivíduo, pelo respeito à liberdade individual- eis a lição suprema desse livro belíssimo e sábio que, dotado de uma juventude perpétua, nos ensina a amar a vida.Pelo seu dom de fazer florir e frutificar o coração do homem, WALDEN ou a vida nos bosques é uma semente.

Rosa Maria Olimpio

quarta-feira, 3 de março de 2010

Felicidade

"Nada vence o bem e o amor."
LEONARDO BOFF