sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Serrinha/2009

SERRINHA
Meu processo de alfabetização

Relembrar o meu processo de aquisição da leitura e da escrita é reviver um momento significativo da minha infância, pois foi muito prazeroso para mim o primeiro contato com as letras. Tive esse primeiro contato através da minha irmã mais velha que já cursava 8ª série. Ela estudava sempre a noite quando todos dormiam. Uma vez que durante o dia muitas crianças brincavam pela casa, pois a nossa família era grande. E eu em vez de dormir ficava com o queixo apoiado no ombro dela, observando as leituras e as atividades escritas que ela fazia, as vezes chegava a dormir nessa posição.
Desta forma ao chegar a escola fui matriculada em uma turma que a série era Alfa I por causa da minha idade e na turma do Alfa II ficariam as crianças mais velhas, mas como eu já sabia ‘’ler’’ que hoje compreendo que sabia apenas decodificar e escrever os símbolos.Fui transferida para a turma Alfa II.
Fui alfabetizada com o método casinha feliz e tinha como professora Dagnalva,na 1ª série Daildete Lima e da 2ª à 4ª série Maria Madalena Santos Almeida Mota que era uma excelente professora,que mesmo trabalhando com método tradicional ela respeitava a individualidade de cada aluno e buscava conhecer a historia de vida de cada um de nós e nos orientava nem só no tocante a conteúdos escolares, mas para a vida dentro e fora da escola.
Não tive nenhuma dificuldade com meu processo de alfabetização e era uma das melhores alunas da turma, sempre gostei muito de ler e de estudar.
Nos meus primeiros anos de escola ouvia muitos contos como branca de neve e os sete anões, chapeuzinho vermelho, cinderela e outros. Sentia muito prazer em ouvir,ler e por isso me envolvia completamente ficando horas e horas lendo, vivenciando aquelas historias.
Lembro carinhosamente de livros que li nas primeiras séries do ensino fundamental como Meu pé de Laranja Lima, Heide,Rebeca do vale do sol, Poliana menina e Xisto,o menino do dedo verde.E atualmente de forma engraçada descubro que tenho dúvidas se foram duas obras ou se Xisto também tinha o dedo verde,mas como foi uma de minhas leituras prediletas eu não tenho interesse em recorrer a pesquisas e desmanchar a minha fantasia.
Essas leituras foram tão marcantes em minha vida que no momento consigo lembrar de passagens dessas obras lidas.
Li também alguns da série vaga lume como: A ilha Perdida,Zezinho dono da porquinha preta e Sozinha no mundo,recordo-me que na leitura dessa última obra tinha momentos em que eu me sentia a própria personagem apertando seus bichinhos de pelúcia e se escondendo dentro das vidraças,chegava a sentir meu corpo apertado pela falta de espaço das tais vidraças.E saliento que tudo isso para mim foi e continua sendo mágico.
Diante do exposto comecei a perceber que quem lia tinha a oportunidade de conhecer lugares e personagens fantásticos e diferentes.Nessas leituras encontrei lições de vida muitas vezes inesquecíveis.
Concordo com Ricardo Azevedo (2004) quando em seu poema Aula de Leitura ele a descreve assim:




A leitura é muito mais
Do que decifrar palavras
Quem quiser parar pra ver
Pode até surpreender
Vai ler nas folhas do chão
Se é outono ou se é verão
Nas ondas solta do mar
Se é hora de navegar
E no jeito da pessoa
Se trabalha ou se é à-toa
Na cara do lutador
Quando está com dor
Vai ler na casa de alguém
O gosto que o dono tem
E so pelo latido do cachorro
Se é melhor gritar socorro
E na cinza da fumaça
Tamanha desgraça
E no tom que sopra o vento
Se corre o barco ou se vai lento
E também no calor da fruta
E no cheiro da comida
E no ronco do motor
E nos dentes do cavalo
E na pele da pessoa
E no brilho do sorriso
Vai ler nas nuvens do céu
Vai ler na palma da Mão
Vai ler até nas estrelas
E no som do coração
Uma arte que dá medo
É a de ler no olhar
Pois os olhos têm segredo
Difíceis de decifrar












Meu processo de alfabetização

Relembrar o meu processo de aquisição da leitura e da escrita é reviver um momento significativo da minha infância, pois foi muito prazeroso para mim o primeiro contato com as letras. Tive esse primeiro contato através da minha irmã mais velha que já cursava 8ª série. Ela estudava sempre a noite quando todos dormiam. Uma vez que durante o dia muitas crianças brincavam pela casa, pois a nossa família era grande. E eu em vez de dormir ficava com o queixo apoiado no ombro dela, observando as leituras e as atividades escritas que ela fazia, as vezes chegava a dormir nessa posição.
Desta forma ao chegar a escola fui matriculada em uma turma que a série era Alfa I por causa da minha idade e na turma do Alfa II ficariam as crianças mais velhas, mas como eu já sabia ‘’ler’’ que hoje compreendo que sabia apenas decodificar e escrever os símbolos.Fui transferida para a turma Alfa II.
Fui alfabetizada com o método casinha feliz e tinha como professora Dagnalva,na 1ª série Daildete Lima e da 2ª à 4ª série Maria Madalena Santos Almeida Mota que era uma excelente professora,que mesmo trabalhando com método tradicional ela respeitava a individualidade de cada aluno e buscava conhecer a historia de vida de cada um de nós e nos orientava nem só no tocante a conteúdos escolares, mas para a vida dentro e fora da escola.
Não tive nenhuma dificuldade com meu processo de alfabetização e era uma das melhores alunas da turma, sempre gostei muito de ler e de estudar.
Nos meus primeiros anos de escola ouvia muitos contos como branca de neve e os sete anões, chapeuzinho vermelho, cinderela e outros. Sentia muito prazer em ouvir,ler e por isso me envolvia completamente ficando horas e horas lendo, vivenciando aquelas historias.
Lembro carinhosamente de livros que li nas primeiras séries do ensino fundamental como Meu pé de Laranja Lima, Heide,Rebeca do vale do sol, Poliana menina e Xisto,o menino do dedo verde.E atualmente de forma engraçada descubro que tenho dúvidas se foram duas obras ou se Xisto também tinha o dedo verde,mas como foi uma de minhas leituras prediletas eu não tenho interesse em recorrer a pesquisas e desmanchar a minha fantasia.
Essas leituras foram tão marcantes em minha vida que no momento consigo lembrar de passagens dessas obras lidas.
Li também alguns da série vaga lume como: A ilha Perdida,Zezinho dono da porquinha preta e Sozinha no mundo,recordo-me que na leitura dessa última obra tinha momentos em que eu me sentia a própria personagem apertando seus bichinhos de pelúcia e se escondendo dentro das vidraças,chegava a sentir meu corpo apertado pela falta de espaço das tais vidraças.E saliento que tudo isso para mim foi e continua sendo mágico.
Diante do exposto comecei a perceber que quem lia tinha a oportunidade de conhecer lugares e personagens fantásticos e diferentes.Nessas leituras encontrei lições de vida muitas vezes inesquecíveis.
Concordo com Ricardo Azevedo (2004) quando em seu poema Aula de Leitura ele a descreve assim:




A leitura é muito mais
Do que decifrar palavras
Quem quiser parar pra ver
Pode até surpreender
Vai ler nas folhas do chão
Se é outono ou se é verão
Nas ondas solta do mar
Se é hora de navegar
E no jeito da pessoa
Se trabalha ou se é à-toa
Na cara do lutador
Quando está com dor
Vai ler na casa de alguém
O gosto que o dono tem
E so pelo latido do cachorro
Se é melhor gritar socorro
E na cinza da fumaça
Tamanha desgraça
E no tom que sopra o vento
Se corre o barco ou se vai lento
E também no calor da fruta
E no cheiro da comida
E no ronco do motor
E nos dentes do cavalo
E na pele da pessoa
E no brilho do sorriso
Vai ler nas nuvens do céu
Vai ler na palma da Mão
Vai ler até nas estrelas
E no som do coração
Uma arte que dá medo
É a de ler no olhar
Pois os olhos têm segredo
Difíceis de decifrar












Meu processo de alfabetização

Relembrar o meu processo de aquisição da leitura e da escrita é reviver um momento significativo da minha infância, pois foi muito prazeroso para mim o primeiro contato com as letras. Tive esse primeiro contato através da minha irmã mais velha que já cursava 8ª série. Ela estudava sempre a noite quando todos dormiam. Uma vez que durante o dia muitas crianças brincavam pela casa, pois a nossa família era grande. E eu em vez de dormir ficava com o queixo apoiado no ombro dela, observando as leituras e as atividades escritas que ela fazia, as vezes chegava a dormir nessa posição.
Desta forma ao chegar a escola fui matriculada em uma turma que a série era Alfa I por causa da minha idade e na turma do Alfa II ficariam as crianças mais velhas, mas como eu já sabia ‘’ler’’ que hoje compreendo que sabia apenas decodificar e escrever os símbolos.Fui transferida para a turma Alfa II.
Fui alfabetizada com o método casinha feliz e tinha como professora Dagnalva,na 1ª série Daildete Lima e da 2ª à 4ª série Maria Madalena Santos Almeida Mota que era uma excelente professora,que mesmo trabalhando com método tradicional ela respeitava a individualidade de cada aluno e buscava conhecer a historia de vida de cada um de nós e nos orientava nem só no tocante a conteúdos escolares, mas para a vida dentro e fora da escola.
Não tive nenhuma dificuldade com meu processo de alfabetização e era uma das melhores alunas da turma, sempre gostei muito de ler e de estudar.
Nos meus primeiros anos de escola ouvia muitos contos como branca de neve e os sete anões, chapeuzinho vermelho, cinderela e outros. Sentia muito prazer em ouvir,ler e por isso me envolvia completamente ficando horas e horas lendo, vivenciando aquelas historias.
Lembro carinhosamente de livros que li nas primeiras séries do ensino fundamental como Meu pé de Laranja Lima, Heide,Rebeca do vale do sol, Poliana menina e Xisto,o menino do dedo verde.E atualmente de forma engraçada descubro que tenho dúvidas se foram duas obras ou se Xisto também tinha o dedo verde,mas como foi uma de minhas leituras prediletas eu não tenho interesse em recorrer a pesquisas e desmanchar a minha fantasia.
Essas leituras foram tão marcantes em minha vida que no momento consigo lembrar de passagens dessas obras lidas.
Li também alguns da série vaga lume como: A ilha Perdida,Zezinho dono da porquinha preta e Sozinha no mundo,recordo-me que na leitura dessa última obra tinha momentos em que eu me sentia a própria personagem apertando seus bichinhos de pelúcia e se escondendo dentro das vidraças,chegava a sentir meu corpo apertado pela falta de espaço das tais vidraças.E saliento que tudo isso para mim foi e continua sendo mágico.
Diante do exposto comecei a perceber que quem lia tinha a oportunidade de conhecer lugares e personagens fantásticos e diferentes.Nessas leituras encontrei lições de vida muitas vezes inesquecíveis.
Concordo com Ricardo Azevedo (2004) quando em seu poema Aula de Leitura ele a descreve assim:




A leitura é muito mais
Do que decifrar palavras
Quem quiser parar pra ver
Pode até surpreender
Vai ler nas folhas do chão
Se é outono ou se é verão
Nas ondas solta do mar
Se é hora de navegar
E no jeito da pessoa
Se trabalha ou se é à-toa
Na cara do lutador
Quando está com dor
Vai ler na casa de alguém
O gosto que o dono tem
E so pelo latido do cachorro
Se é melhor gritar socorro
E na cinza da fumaça
Tamanha desgraça
E no tom que sopra o vento
Se corre o barco ou se vai lento
E também no calor da fruta
E no cheiro da comida
E no ronco do motor
E nos dentes do cavalo
E na pele da pessoa
E no brilho do sorriso
Vai ler nas nuvens do céu
Vai ler na palma da Mão
Vai ler até nas estrelas
E no som do coração
Uma arte que dá medo
É a de ler no olhar
Pois os olhos têm segredo
Difíceis de decifrar












Meu processo de alfabetização

Relembrar o meu processo de aquisição da leitura e da escrita é reviver um momento significativo da minha infância, pois foi muito prazeroso para mim o primeiro contato com as letras. Tive esse primeiro contato através da minha irmã mais velha que já cursava 8ª série. Ela estudava sempre a noite quando todos dormiam. Uma vez que durante o dia muitas crianças brincavam pela casa, pois a nossa família era grande. E eu em vez de dormir ficava com o queixo apoiado no ombro dela, observando as leituras e as atividades escritas que ela fazia, as vezes chegava a dormir nessa posição.
Desta forma ao chegar a escola fui matriculada em uma turma que a série era Alfa I por causa da minha idade e na turma do Alfa II ficariam as crianças mais velhas, mas como eu já sabia ‘’ler’’ que hoje compreendo que sabia apenas decodificar e escrever os símbolos.Fui transferida para a turma Alfa II.
Fui alfabetizada com o método casinha feliz e tinha como professora Dagnalva,na 1ª série Daildete Lima e da 2ª à 4ª série Maria Madalena Santos Almeida Mota que era uma excelente professora,que mesmo trabalhando com método tradicional ela respeitava a individualidade de cada aluno e buscava conhecer a historia de vida de cada um de nós e nos orientava nem só no tocante a conteúdos escolares, mas para a vida dentro e fora da escola.
Não tive nenhuma dificuldade com meu processo de alfabetização e era uma das melhores alunas da turma, sempre gostei muito de ler e de estudar.
Nos meus primeiros anos de escola ouvia muitos contos como branca de neve e os sete anões, chapeuzinho vermelho, cinderela e outros. Sentia muito prazer em ouvir,ler e por isso me envolvia completamente ficando horas e horas lendo, vivenciando aquelas historias.
Lembro carinhosamente de livros que li nas primeiras séries do ensino fundamental como Meu pé de Laranja Lima, Heide,Rebeca do vale do sol, Poliana menina e Xisto,o menino do dedo verde.E atualmente de forma engraçada descubro que tenho dúvidas se foram duas obras ou se Xisto também tinha o dedo verde,mas como foi uma de minhas leituras prediletas eu não tenho interesse em recorrer a pesquisas e desmanchar a minha fantasia.
Essas leituras foram tão marcantes em minha vida que no momento consigo lembrar de passagens dessas obras lidas.
Li também alguns da série vaga lume como: A ilha Perdida,Zezinho dono da porquinha preta e Sozinha no mundo,recordo-me que na leitura dessa última obra tinha momentos em que eu me sentia a própria personagem apertando seus bichinhos de pelúcia e se escondendo dentro das vidraças,chegava a sentir meu corpo apertado pela falta de espaço das tais vidraças.E saliento que tudo isso para mim foi e continua sendo mágico.
Diante do exposto comecei a perceber que quem lia tinha a oportunidade de conhecer lugares e personagens fantásticos e diferentes.Nessas leituras encontrei lições de vida muitas vezes inesquecíveis.
Concordo com Ricardo Azevedo (2004) quando em seu poema Aula de Leitura ele a descreve assim:




A leitura é muito mais
Do que decifrar palavras
Quem quiser parar pra ver
Pode até surpreender
Vai ler nas folhas do chão
Se é outono ou se é verão
Nas ondas solta do mar
Se é hora de navegar
E no jeito da pessoa
Se trabalha ou se é à-toa
Na cara do lutador
Quando está com dor
Vai ler na casa de alguém
O gosto que o dono tem
E so pelo latido do cachorro
Se é melhor gritar socorro
E na cinza da fumaça
Tamanha desgraça
E no tom que sopra o vento
Se corre o barco ou se vai lento
E também no calor da fruta
E no cheiro da comida
E no ronco do motor
E nos dentes do cavalo
E na pele da pessoa
E no brilho do sorriso
Vai ler nas nuvens do céu
Vai ler na palma da Mão
Vai ler até nas estrelas
E no som do coração
Uma arte que dá medo
É a de ler no olhar
Pois os olhos têm segredo
Difíceis de decifrar












Meu processo de alfabetização

Relembrar o meu processo de aquisição da leitura e da escrita é reviver um momento significativo da minha infância, pois foi muito prazeroso para mim o primeiro contato com as letras. Tive esse primeiro contato através da minha irmã mais velha que já cursava 8ª série. Ela estudava sempre a noite quando todos dormiam. Uma vez que durante o dia muitas crianças brincavam pela casa, pois a nossa família era grande. E eu em vez de dormir ficava com o queixo apoiado no ombro dela, observando as leituras e as atividades escritas que ela fazia, as vezes chegava a dormir nessa posição.
Desta forma ao chegar a escola fui matriculada em uma turma que a série era Alfa I por causa da minha idade e na turma do Alfa II ficariam as crianças mais velhas, mas como eu já sabia ‘’ler’’ que hoje compreendo que sabia apenas decodificar e escrever os símbolos.Fui transferida para a turma Alfa II.
Fui alfabetizada com o método casinha feliz e tinha como professora Dagnalva,na 1ª série Daildete Lima e da 2ª à 4ª série Maria Madalena Santos Almeida Mota que era uma excelente professora,que mesmo trabalhando com método tradicional ela respeitava a individualidade de cada aluno e buscava conhecer a historia de vida de cada um de nós e nos orientava nem só no tocante a conteúdos escolares, mas para a vida dentro e fora da escola.
Não tive nenhuma dificuldade com meu processo de alfabetização e era uma das melhores alunas da turma, sempre gostei muito de ler e de estudar.
Nos meus primeiros anos de escola ouvia muitos contos como branca de neve e os sete anões, chapeuzinho vermelho, cinderela e outros. Sentia muito prazer em ouvir,ler e por isso me envolvia completamente ficando horas e horas lendo, vivenciando aquelas historias.
Lembro carinhosamente de livros que li nas primeiras séries do ensino fundamental como Meu pé de Laranja Lima, Heide,Rebeca do vale do sol, Poliana menina e Xisto,o menino do dedo verde.E atualmente de forma engraçada descubro que tenho dúvidas se foram duas obras ou se Xisto também tinha o dedo verde,mas como foi uma de minhas leituras prediletas eu não tenho interesse em recorrer a pesquisas e desmanchar a minha fantasia.
Essas leituras foram tão marcantes em minha vida que no momento consigo lembrar de passagens dessas obras lidas.
Li também alguns da série vaga lume como: A ilha Perdida,Zezinho dono da porquinha preta e Sozinha no mundo,recordo-me que na leitura dessa última obra tinha momentos em que eu me sentia a própria personagem apertando seus bichinhos de pelúcia e se escondendo dentro das vidraças,chegava a sentir meu corpo apertado pela falta de espaço das tais vidraças.E saliento que tudo isso para mim foi e continua sendo mágico.
Diante do exposto comecei a perceber que quem lia tinha a oportunidade de conhecer lugares e personagens fantásticos e diferentes.Nessas leituras encontrei lições de vida muitas vezes inesquecíveis.
Concordo com Ricardo Azevedo (2004) quando em seu poema Aula de Leitura ele a descreve assim:




A leitura é muito mais
Do que decifrar palavras
Quem quiser parar pra ver
Pode até surpreender
Vai ler nas folhas do chão
Se é outono ou se é verão
Nas ondas solta do mar
Se é hora de navegar
E no jeito da pessoa
Se trabalha ou se é à-toa
Na cara do lutador
Quando está com dor
Vai ler na casa de alguém
O gosto que o dono tem
E so pelo latido do cachorro
Se é melhor gritar socorro
E na cinza da fumaça
Tamanha desgraça
E no tom que sopra o vento
Se corre o barco ou se vai lento
E também no calor da fruta
E no cheiro da comida
E no ronco do motor
E nos dentes do cavalo
E na pele da pessoa
E no brilho do sorriso
Vai ler nas nuvens do céu
Vai ler na palma da Mão
Vai ler até nas estrelas
E no som do coração
Uma arte que dá medo
É a de ler no olhar
Pois os olhos têm segredo
Difíceis de decifrar

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Paulo Freire Teoria na educação

“É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz. de tal forma, que num dado momento, tua fala seja a tua prática”.

Teoria na Educação só faz sentido se puder ser colocada em prática.Se fizer a diferença na vida do homem, Essa é a Educação que nos interessa.

Rosa Maria Olimpio

Cartas Poéticas!

As cartas trocadas entre importantes escritores brasileiros, como Machado de Assis e José de Alencar, são tema de seminário que tem início hoje no Centro Cultural do Banco do Nordeste.

Meu caro, vírgula. Depois da vírgula, um texto em primeira pessoa, delicado ou agressivo, próximo ou distante, pleno de comentários sobre um trabalho, um texto, um encontro. Quando os endereços @ não existiam, a carta era uma das formas de comunicação mais recorrente que os escritores lançavam mão (claro, não só eles). Dentro de um envelope, um autor destilava elogios a outro, sugeria mudanças nas linhas enviadas, discutia a vida política e social do País, criticava colegas, comentava a própria rua. Ou segredava confidências. Mário de Andrade, por exemplo, deixou claro que suas cartas só poderiam ser publicadas 50 anos após a sua morte.

E o que mais cabe dentro de uma carta? ``No livro, a gente observa muito a linguagem, o estilo, os recursos que o escritor lança mão. Na carta, a gente vai ver uma dimensão da pessoa, daquele homem ou mulher como ser humano. Como ele se revela``, conta a professora do curso de Letras da Universidade Federal do Ceará (UFC), Sarah Diva Ipiranga, uma das organizadoras do Correio literário: a literatura brasileira através das cartas, seminário avançado que tem início hoje no Centro Cultural do BNB, às 18h. Ao lado dela, a também professora Solange Kate Araújo Vieira montou a programação que, a cada dia, convida dois teóricos ou escritores para discutir um autor da literatura nacional.

Hoje, Vera Moraes e Suzana Frutuoso dão início ao curso discutindo O sentimento da nação: José de Alencar e Machado de Assis. Para Sarah, Alencar e Machado ``pensaram o País através de sua correspondência, fizeram a elaboração de um projeto de nacionalidade entre suas missivas``. O movimento segue com os autores discutidos nos outros dias, como Fernando Sabino e Clarice Lispector, que continuaram a discussão no panorama da arte. ``Eles discutem também os livros que estão escrevendo. Sabino reescreve algumas passagens dos livros de Clarice... Para entender o processo de criação, tem que entender a correspondência dos escritores``, indica Sarah.

``Existia nas correspondências um pensamento estético e de época. Nelas, a gente percebe que havia uma solidariedade muito grande entre os escritores, e uma mostra do que o movimento literário fazia crescer. Era uma crítica consciente, séria``, destaca Solange. Essa prática, no entanto, é recente. Segundo as professoras, apenas a partir dos anos 1980 do século passado é que a carta começa a se infiltrar na academia. E enquanto isso acontece, o mercado editorial apresenta cada vez mais publicações do gênero. Mais elementos para tratar da poética desses autores. ``Tem também a ver com esse movimento que não é só literário, de compreender as formas culturais em sua multiplicidade. Com as cartas, se procura outras margens``, acredita Sarah.

É possível se debruçar sobre a literatura missivista sem se tornar nostálgica? ``A carta é nostálgica mesmo porque era de um tempo em que os amigos podiam obedecer a esse ritual de postar uma carta. Mas é algo que pode ser retomado. Por que não conversar com as pessoas? E-mail é muito rápido``, lamenta Sarah. ``O correio eletrônico não funciona tão bem, não há uma espontaneidade, nem uma verdade. A gente percebe o quanto havia de sinceridade nas cartas. Fora que a correspondência eletrônica não é tão segura quanto a que se fazia através da carta``, emenda Solange.

Mesmo assim, as duas concordam que não é possível, atualmente, viver sem o e-mail. ``Se, pelo menos, se harmonizasse a palavra escrita e refletida no correio eletrônico, e com mais espontaneidade e liberdade, aí sim. Se esse correio fosse mais reflexivo, não tão abreviado...``, deseja Solange. Duas formas de comunicação, cada uma oferecendo suas possibilidade? Quem sabe. Sarah conta que ``ainda hoje mantenho a prática de escrever cartas. E e-mails``.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Memorial de Eliane Cerqueira

Nasci em São Paulo em uma década difícil, após o golpe militar, nos chamados anos rebeldes, foi em 1965 que cheguei, parecia não ser o momento, mas assim quis o destino.
Filha de retirantes nordestinos, pai baiano e mãe paraibana encontraram-se para dar a luz a uma paulistana. Ano de recessão e desemprego. Durante minha gestação, pai perde o emprego, trinta dias após parição é a vez da mãe, desilusão!
Quem era um, agora são três, sonhos no bolso, necessário retorno três meses após meu nascimento. Família em festa no interior da Bahia, chegada do filho, nora e a primeira netinha. Felicidade, família completa, sorte minha!
Fui crescendo nos braços de bisavó, vovó, vovô e tia. Ouvindo cantigas de ninar, ouvindo histórias para dormir e aprendendo a reza
Sentávamos na varanda no final da tarde, minha bisa em uma cadeira, eu, minhas irmãs mais novas e algumas meninas da rua para ouvir histórias de assombração (as preferidas), de fadas e animais que falam. Esses momentos não durariam muito, assim quis o destino.
Meus pais se separaram, tempos difíceis, minha mãe fugiu para Paraíba, nos levando as escondidas, fugimos de navio, para não deixar marcas no caminho.
Adeus! Fadas encantadas, Lobisomem, Assombração. Adeus! Burrinho falante, Cavalo voador, adeus! Adeus, professorinhas da escola perto de casa do B-A-BA com docinhos. Bonequinhas, meus brinquedinhos, adeus!

Agora é a lei da palmatória, se não aprender, “bolo” na mão ! E aquele “H” difícil de fazer, quantos dias sem recreio, de castigo. Ler é ruim, dói muito, é sofrido! “Ah! Que saudade que não tenho dos meus oito anos!
Lembro-me de cartilhas, apenas, não lembro de livrinhos de histórias, foi um tumulto meus primeiros anos de escola. Alfabetizanda em três Estados do Brasil, Bahia, Paraíba e por último São Paulo.
Na década de setenta retornamos para São Paulo, minha mãe, eu e minhas irmãs, anos terríveis. Mãe para a fábrica (mão operária da metalúrgica), cada irmã em uma casa de amigos de mãe. Eu fiquei mais distante delas, fui morar em uma casa de uma família muito grande. Para pagar o favor da moradia, era preciso trabalhar, ajudar nas tarefas , varrer, passar, encerar, subir em banquinhos para alcançar os pratos na pia e lavar. Brincar? Não pode! Mas sabia que uma fada apareceria, um dia!
Lá na Bahia, Minha bisa foi morar com os anjos! Adeus, adeus! A notícia chegou, mas mãe guardou.
Um ano morando distante de minhas irmãs... Cadernos e livros compartilhados com coleguinhas generosos.
Ano de muito trabalho e pouco lazer! Distante de minhas irmãs e de tudo que era bom. No ano seguinte, mãe aluga uma casa e vamos ficar juntas. Eu com 9 anos daria conta de tudo, das tarefas domésticas, dos cuidados com minhas irmãs e com seus estudos. Fomos matriculadas em uma escola grande: “Escola Estadual Professor Eusébio de Paula Marcondes”,
Íamos juntas para a escola, não muito longe de casa, voltávamos juntas, brincávamos e juntas também brigávamos. Brincava de professora com elas, ensina tudo que aprendia e a gente até sorria.
Nessa época conhecia a “Turma da Mônica” de Maurício de Sousa. Que ganhamos de uma tia, irmã de mãe. Os dias pareciam mais coloridos, quase como nas histórias em quadrinhos. Esse momento duraria pouco também!
Um acidente, um ônibus, um atropelamento. Meses longe da escola, dos gibis, só o desenho animado poderia me animar. Muita censura, pouco para assistir! “Vila Sésamo” em preto e branco. Bom lembrar !
Um ano escolar perdido, colegas para encontrar, o retorno. Recuperar o tempo perdido. “Saci Pererê , Os Três Porquinhos, Chapeuzinho Vermelho, Branca de Neve, a Bruxa Malvada!” Voltei aos contos de fadas, eles me abraçaram com carinho. Na 3ª série, professora carinhosa. Lia tudo com vontade, livros coloridos, os da escola. Parecia até criança, mas com dez anos, criança não era.
Meus avôs paternos pediram e mãe deixou que passássemos as férias na Bahia. Dias felizes aqueles. Dias quentes e noites mornas de janeiro. Cheiro de doce no ar, colo de vovó, brinquedos, cabelos nas tranças, brincadeira de roda, amigas da infância. Era muito bom para voltar! As férias acabariam! Recebemos autorização para ficar.
Novos amigos, nova escola, professoras tias, professoras vizinhas, as histórias de volta. O Sítio do Pica-Pau Amarelo no final das tardes. “Como era doce aquele sonhar!” Eu sabia que as fadas viriam um dia!
No ano seguinte, minha irmã caçula chega com minha mãe para passar as férias. A mãe volta, mas a caçula fica e recupera a infância que parecia perdida.
As histórias continuaram mais prazerosas, sem medos, sem sustos. A ficção vinha tranqüila, alimentar minha imaginação: Alice no país das Maravilhas, O Pequeno Príncipe, Rapunzel, entre outros. Agora, estava em minha casa, na cidade de São Felipe na Bahia. Assim foi passando a meninice.
Na adolescência, tive aula com professor Silvio, ele nos apresentou José de Alencar, “Cinco Minutos”, me fez sonhar. Depois “Senhora”, a Virgem dos lábios de mel, Iracema, assim queria ser chamada. Machado de Assis foi chegando devagar, por isso fiquei apaixonada. Não demorou, Bandeira chegou, depois Drummond, mas antes deles muitas poesias de amor.
Em um diário escrevia durante a adolescência, mas o tempo levou as lembranças, as primeiras marcas das leituras de infância e meus primeiros versos de amor.
Fiz o curso de Magistério em São Felipe, ai começou outra missão que estava sendo preparada desde menina, em brincadeira de criança, quando era a professora de minhas irmãs. Conclui o curso em 1984, Fui para São Paulo no ano seguinte e logo comecei a lecionar.
Professora substituta da escola Estadual Professor Eusébio de Paula Marcondes. Ensinava a 1ª e 2ª séries, as crianças adoravam aulas com histórias... Anos depois, a faculdade, antes disso, muita dificuldade! Foi preciso deixar de lado o Magistério, pois o que ganhava na educação não dava conta da minha educação!
Nessa época apareceu um Anjo para me ajudar, estudávamos juntos e muitas leitura para compartilhar, professor de história ele se tornaria. Nosso casamento aconteceu. Faculdade de Letras concluída, professora contratada para 5ª e 6ª series, 7ª. e 8ª,mais tarde, supletivo noturno e por último o Ensino Médio na mesma escola. Nessa época fiz um curso de teatro: ler para dramatizar, meus alunos só iam ganhar: “A Verdadeira História de Cinderela – comedia”, “Morte e Vida Severina”, “O Auto da Barca do Inferno”, saindo dos livros para a vida (peças apresentadas pelo alunos para a comunidade). Quanta diversão vivemos juntos! Líamos juntos a coleção Vaga-Lume da editora ática entre outros que eu ganhava.
Nos anos seguintes veio o curso de Pedagogia, logo após me tornei vice-diretora da mesma escola. A biblioteca ganha vida! No ano seguinte assumi a direção geral, chegou a vez do cultural: Festas Juninas e ateliê de Educação Artística, Projetos de Leitura saindo do papel. Esses momentos não durariam muito, eu já sabia. Eu desejava muito voltar para a Bahia!
Aqui cheguei no final de 1996, no bolso algum dinheiro, na cabeça muitas idéias que não poderiam ser colocadas em práticas. Escolas particulares, quantas particularidades! Concursos: Escolas Municipais e Estaduais, quantas dificuldades! Fui me adaptando... Procurando aprender, ler mais, para ensinar melhor. Fiz duas Especializações, Leitura e Produção Textual na Escola, foi a primeira, em 2003. Muitas ações a partir daí aconteceram. Nessa ocasião conheci Professor Doutor Odilon Pinto de Mesquita Filho na UESC, que me apresentou a teoria Análise do Discurso e muito leitura a partir daí. “É como diz Ezequiel Theodoro “As competências de leitura crítica não aparecem automaticamente: precisam ser ensinadas, incentivadas e dinamizadas pelas escolas no sentido de que os estudantes, desde as séries iniciais, desenvolvam atitudes perante os materiais escritos. (1998 p.27) ” Daí a importância de professor, Odilon na minha vida, pois exigia de mim um posicionamento crítico diante do escrito, não deveria concordar com tudo, mas teria que estar fundamentada para isso. Esse exercício não tive na infância. E o Professor Doutor Luiz Percival Leme Britto aprofundou nossos conhecimento sobre os estudos de Sírio Possenti. Motivada por esses dois fui ao Congresso de Leitores do Brasil na UNICAMP(COLE), conheci João Wanderley Geraldi, Ezequiel Theodoro, e Eni Orlandi, e muitos outros. Nossa que mundo ! Fui ao meu primeiro GELNE (Grupo de Estudos de Linguistas do Nordeste), na Paraíba com professor Odilon, apresentei uma pesquisa sobre “O Discurso sobre o Cangaceiro no Romance Fogo Morto” Foi maravilhoso fazer essa homenagem a esse autor paraibano. Conhecia Professora Ingedore V. Koch nesse encontro, tive a oportunidade de ouvir seus ensinamentos e a partir daí me interessar mais por suas obras (ela lembrou muito minha bisa). A minha segunda especialização foi muito especial: Educação de Jovens e Adultos, professor Odilon continuava me ajudando e indicando leituras. Conheci o professor Francisco de Souza que foi amigo e seguidor de Paulo Freire. Imaginem as leituras a partir daí. O legado deixado por ele foi importante em minha caminhada. E outros cursos foram surgindo no caminho, até que chegou o GESTAR, mas a estrada é longa, as dificuldades tantas é preciso caminhar.
E, agora encontro Professora Rosa Maria Olímpio, que me proporciona essa viagem no tempo, fazendo vasculhar os cantinhos da minha alma, para que eu documentasse momentos tão importantes da minha vida e assim ter certeza que não estou só. Eu sou o outro: sou minha família, meus amigos, meus professores. Meus alunos e meus livros. E Magda diz: “A leitura é uma interação verbal de indivíduo e indivíduos socialmente determinados. O leitor de um lado – com o seu universo, com o seu lugar na estrutura social, suas relações com o mundo e com os outros - e, de outro lado, o autor – seu universo, seu lugar na estrutura social, suas relações com o mundo e com os outros . Entre autor e leitor há uma enunciação ou diálogo.”(1998, p.87)
E aqui estou, tentando seduzir, encantar, motivar, entregando passagens para a viagem ao mundo encantado da leitura e nesse diálogo, procurar respeitar para amar mais o outro.

VARIANTES LINGUÍSTICAS!

Em nossa mais recente oficina com os professores cursistas realizamos estudos
sobre variantes lingüísticas. ( Teoria e prática)Fomos auxiliados pelo material sugerido pela professora Rosinha Olimpio, da UnB. Os vídeos e textos fizeram maior sucesso entre os professores. Depois, fizemos a leitura e análise de aspectos isófonos, isótopos, isoléxicos e isomorfos dos textos “O assalto” e do texto “Quem não tem emelho, ximba!”.Estudando a teoria aliada à´prática pedagógica criamos um ambiente de interação da aprendizagem e inúmeras sugestões de atividades foram socializadas para que os professores cursistas pudessem desenvolver um trabalho significativo com seus alunos em sala de aula.

Postado por: Professor Péricles Matias dos Santos
Ibirapitanga-BA

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Primeira Semana de Formação do GESTAR (13 a 17 de julho )

MENINO BRINCA

Brinca com as palavras
A bola subiu e quebrou a vidraça!
Prá...prá... prá...
Corre para lá,
Corre para cá,
Menino na rua
Pula e brinca Menino escreve:
“O pipa no ar
Colorindo o céu.
O sol sorriu!”
“Risco de vermelho”
Papel amassado
Triste em um canto,
Medo de ser feliz!

(Em colaboração com o grupo: Eliane Cerqueira)

Enviado por Eliane Cerqueira

sábado, 19 de setembro de 2009

Consumismo e dores humanas.;

O consumismo é que tem determinado as ações do homem na atualidade.
Os valores são tecidos em função do TER.
Ter os objetos de desejo determinados pela grife e não pela funcionalidade.
Ter o corpo esculturado, tal obra de talentoso artesão, que nesse caso é o cirurgião plástico.
A busca por esses “bens” faz com que o homem ignore os valores éticos e perca, a cada dia, o sentimento de pertencimento à sua cultura e à sua família.
Uma sociedade de pessoas infelizes, stressadas e sem norte é que se desenha atualmente.
Muitas dores são tecidas pelas tramas do consumismo.
Mas onde está a felicidade? Buscá-la entre os equívocos da vaidade é caminhar para o vazio de nós mesmos. Ser feliz pode ser opção inteligente se acordarmos para os valores essenciais da existência humana.

Rosa Maria Olimpio

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Palavras que tecem o bem e o mal!!!

O dom da comunicação é uma dádiva e como tantos e tantos atributos pode ser usado para o bem e para o mal. No diálogo Fedro, Platão dizia que a linguagem é um pharmakon. Esta palavra grega, que em português se traduz por poção, possui três sentidos principais: remédio, veneno e cosmético.
Platão considerava que a linguagem pode ser um medicamento ou um remédio para o conhecimento, pois, pelo diálogo e pela comunicação, conseguimos descobrir nossa ignorância e aprender com os outros, ajudamos, curamos, resolvemos.
Pode, porém, ser um veneno quando, pela sedução das palavras, nos faz aceitar, fascinados, o que vimos ou lemos, sem que indaguemos se tais palavras são verdadeiras ou falsas.
Enfim, a linguagem pode ser cosmético, maquiagem ou máscara para dissimular ou ocultar a verdade sob as palavras. Como cosmético tenho um exemplo claro e atual: os políticos. É quando mascaramos as situações / fatos / acontecimentos para torná-los mais "bonitos". Sabe quando os discursos políticos nos enganam, fingindo fazer algo impossível (como prometer salário mínimo de mais de mil reais)? Pois é bem isso aí mesmo. É quando usamos a ironia - não para ofender - mas para enganar. Pra que serve um cosmético? Para embelezar, melhorar, aprimorar. E é assim mesmo que a palavra usada como cosmético funciona.
Na abertura da sua obra Política, Aristóteles afirma que somente o homem é um "animal político", isto é, social e cívico, porque somente ele é dotado de linguagem. Só temos uma sociedade e cultura graças à comunicação. Ela é quem nos fez gerar relações sociais. Através da linguagem verbal e não verbal. E por ser de extrema importância que podemos perceber que é um claro instrumento de dominação.
Na época da colonização, um modo da metrópole efetivar sua dominação era impondo a língua-pátria. No Brasil não foi diferente. Inclusive, a primeira atitude de dominação pela linguagem foi através do Marquês de Pombal, em 1877, quando proibiu o ensino de qualquer língua, em todo território nacional, que não fosse o português. Isso porque as línguas mais faladas em nosso país era o tupi e o tupinambá. Nos EUA temos um exemplo interessante, após a independência, foi criado o dicionário de inglês americano, para se diferenciar da Inglaterra, sua antiga metrópole.
Mas, até hoje temos casos claros e explícitos de dominação. Uma delas é através do pedantismo. Pedantismo. Sempre achei essa uma palavra feia. Feia mesmo. Pe-dan-tis-mo, o significado também o é. Ao utilizar palavra rebuscadas, expressões complexas e inclusive em outro idioma - o que se difere de estrangeirismos -, faz-se valer de uma cultura de dominação pelo saber: "eu sei mais que você", "eu tenho mais estudos", e por aí vai. Não que eu defenda ser simplório. Longe disso. Apenas devemos refletir sobre ser conveniente ou não. Para que ser rebuscado entre pessoas humildes e sem tanto conhecimento?
Esse rebuscamento sem precisão também incide sobre o profissionalismo. Imagine uma conversa informal com um médico que somente use termos técnicos que não sejam de fácil compreensão? Seria perfeito em uma convenção médica, mas informalmente deixa a desejar. Sem contar a má impressão. E há muitos casos assim. Diversos profissionais se utilizam dessas expressões técnicas para se impor, para se mostrar, chamar atenção. E isso também é um modo de dominar, de oprimir.
A comunicação é realmente uma dádiva. Ela pode ser remédio, veneno, cosmético, de acordo com seu falante - e também de seu ouvinte. A oratória faz culminar amores, desprezo, desilusões. Tudo com simples palavras. Mas, você é quem escolhe como serão suas palavras. Remédio, veneno, cosmético ou dominação?

Texto de Luciano Ribeiro



Parte das idéias desse texto se encontram no artigo de Marilena Chaui "Convite à Filosofia".

Encontro Adiado! Aos capixabas...

Caros formadores,

Nosso encontro dar-se-á de 05 a 09 de outubro de 2009.
Guardem as orientações que lhes enviei e preparem-se para termos um "Seminário de Acompanhamento" marcado pelo compromisso e pela competência de cada um. juntando as competências vamos tecer juntos um trabalho de SUCESSO!
Meu afeto e meu respeito!
Rosa Maria

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

questões pedagógicas

Queridos formadores,

Caso encontrem algum problema relativo ao cadastro ou aos procedimentos referentes às bolsas, peço-lhes que entrem em contato com gestar@unb.br . e se problema estiver relacionado ao sistema falem com o Prof. Guy guy@unb.mat.br . Nós formadores, ou o coordenador, Prof. Dioney, não temos acesso ao sistema, nem informações detalhadas a esse respeito.
Mas sempre que a dúvida for de ordem pedagógica não deixem de entrar em contato comigo. Se eu não puder responder, encaminharei ao Prof. Dioney que responderá com a atenção de sempre.
Abraços

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Meus amados formadores!

A primavera se aproxima entre chuvas, sol, lágrimas e risos.
Assim é a vida!
Conto os dias para revê-los!
Enquanto aguardamos as flores coloridas e perfumadas que hão de florescer ao longo do caminho, vamos semeando conhecimento,entusiasmo, confiança e afeto.
Confiemos no broto e na terra fértil!
Grande abraço!
Rosa Maria

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Aos formadores capixabas!

2ª ETAPA de formação
Olá Pessoal,

Estamos nos aproximando da segunda etapa de formação, para isso pedirei para que se preparem para o nosso encontro.

Preciso que levem:

1 - Alguns portifólios dos professores cursistas para podermos fazer a nossa socialização de experiências; Nâo precisa ser todos, leve por amostragem, um quantitativo que represente a sua turma. Faça a sua escolha pensando naqueles professores que conseguiram fazer uma discussão aproximada da realidade da sala de aula.


2 - As TPs 1, 2 e 6

3 - Levem os planejamentos de vocês e alguma atividade que fizeram para socializar, pois todas as novas idéias são bem-vindas.

4 - Levem as idéias dos projetos que estão sendo construídos, levem também as dúvidas a respeito dos projetos. Levem o material que vocês utilizaram para fazer as oficinas sobre projetos para podermos trocar materiais e idéias.


Um grande abraço,
Rosa Maria

Nos encontraremos na chegada da primavera!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Avaliação Diagnóstica

Meus amados,

Repasso e-mail de Dioney para esclarecimentos!
Meu afeto,
Rosa Maria



A avaliação diagnóstica não será aplicada para posterior envio de resultados ao MEC. Ela é um instrumento do professor em sua sala de aula. Os seus resultados serão computados pelo próprio professor e, a partir deles, esse professor terá condições de saber que tipo de habilidade o seu aluno ainda não possui. Mais que isso, no caderno de orientações, que a senhora receberá até fins de setembro provavelmente, haverá um conjunto de orientações sobre cada questão, cada item, cada erro, cada acerto, de modo que o professor poderá usar o próprio material do gestar para atingir melhores resultados.
Neste momento, o professor pode (não é obrigado, portanto) aplicar a avaliação diagnóstica em suas turmas e contabilizar os acertos e erros mais comuns. Depois, após receber o caderno, poderá interpretar melhor os resultados e tomar atitudes que favoreçam o crescimento dos seus alunos.
Enfatizo que essa avaliação não tem caráter obrigatório e nem classificatório ou algo do gênero. É um instrumento do professor e de sua sala de aula apenas.
Um cordial abraço,

Prof. Dr. Dioney Gomes
Coordenador Nacional Gestar II - Língua Portuguesa

terça-feira, 1 de setembro de 2009