sábado, 13 de junho de 2009

Fala da mãe

O relacionamento com meu filho em criança foi de muitas conversas boas, risos, brincadeiras. Contava histórias para ele dormir. Os assuntos polêmicos eu os tratava com certo cuidado. Com 4 anos ele queria saber o que era “camisinha”. Dei-lhe explicações fantasiosas. Aos seis, quando voltávamos da escola dele, eu os buscava a pé, e caminhávamos um longo caminho, ele achou na rua um preservativo. Tive que explicar que “aquilo” era uma camisinha. No que eu me lembro foi a única saia justa que passei com ele, em relação a uma informação não verdadeira.
Hoje ele tem 26 anos, é jornalista. Desde a adolescência nosso relacionamento foi de muito diálogo, muito afeto e muita verdade. Divergimos-nos em alguns aspectos em relação ao modo de ver a vida. Isso só nos aproxima e confirma que o afeto é que determina a qualidade das relações humanas. Tenho muito orgulho de meu filho. Eu o admiro e o respeito demais! Ele é um ser humano extraordinário.

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